Cor Litúrgica: Branco
São Boaventura, bispo e doutor da Igreja – Memória | Terça-feira
Naquele tempo, 20 Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21 “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza. 22 Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23 E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24 Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”. (Mt 11,20-24).
Estimados leitores, no evangelho de hoje percebemos que Jesus começa a repreender as cidades onde realizou a maioria de seus milagres: Corazim, Betsaida e Cafarnaum, porque não se arrependeram. Ele diz que, se os mesmos milagres tivessem sido feitos em cidades pagãs como Tiro, Sidônia e Sodoma, elas teriam se convertido.
Jesus denuncia a indiferença espiritual. Corazim, Betsaida e Cafarnaum eram lugares privilegiados: viram o Filho de Deus, ouviram seus ensinamentos, presenciaram curas, e ainda assim, ficaram inertes. Essa falta de resposta ao chamado divino é mais grave do que a ignorância de quem nunca ouviu falar de Deus.
Quantas vezes também nós já experimentamos a graça de Deus e continuamos como antes? Muitas vezes pedimos sinais, bênçãos, milagres, mas não deixamos que essas experiências nos transformem.
Pergunto meus estimados: Temos valorizado as oportunidades que Deus nos dá de crescer na fé? Os sinais e bênçãos que recebemos têm nos levado à conversão e à mudança de vida?
Será que, como Cafarnaum, estamos espiritualmente acomodados por estar perto das coisas sagradas, mas distante no coração?
Deus não condena por ignorância, mas chama à responsabilidade aqueles que receberam mais luz. O chamado hoje é claro: quem muito recebeu, deve muito frutificar. A conversão não é só um ato do passado, é um caminho diário.
TENHAM TODOS UMA OTIMA TERÇA FEIRA!
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.


