
Neste sábado (9), durante o Seminário da Esfera Brasil, que acontece no Recife Expo Center, a governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD) comentou medidas que estão sendo desenvolvidas para conter impactos do tarifaço dos Estados Unidos, imposto pelo presidente Donald Trump e que se iniciou em 6 de agosto.
A governadora ressaltou o foco do Poder Executivo, junto ao Governo Federal, no direcionamento de produtos do setor agrícola como a manga e o açúcar brasileiros, para mercados além dos EUA, a fim de reduzir prejuízos da perda das importações, que poderá prejudicar empregos e produtos que serão perdidos.
“Temos dialogado com alguns setores produtivos, setores dos trabalhadores e com o Governo Federal para permitir que essa safra não se perca e a gente garanta os empregos sendo mantidos na conta, quer com subvenção, quer com a oportunidade de trazer parte dessa produção para o mercado interno”, contou a governadora.
Segundo a chefe do Poder Executivo, tanto o Governo Federal como o Governo de Pernambuco têm um plano de ação pronto para apoiar especialmente a manutenção dos empregos em Pernambuco. “É nosso compromisso com o setor produtivo e é nosso compromisso com os trabalhadores da agricultura do Pernambuco”, afirmou.
“Tem uma série de ações que estão planejadas. A gente só precisa acompanhar no dia a dia se conseguirá ou não escoar a produção e a partir do não escoamento, ter o plano de ação sendo implementado, coordenado junto conosco e com o Governo Federal”.
Raquel ainda falou do redirecionamento da mercadoria para outros mercados que estão sendo abertos após a sanção de Trump, como a China, e disse ainda acreditar na força do diálogo:
“Estamos trabalhando muito com o governo federal, acreditando na força do diálogo do setor produtivo junto aos Estados Unidos também, para que eles recebam essa mercadoria ao mesmo tempo que estamos abrindo com eles novos mercados”, adiantou, abrindo novas possibilidades.
“Por exemplo: o mercado chinês para manga, o fortalecimento do mercado europeu para poder absorver parte daquilo que hoje era direcionado para os Estados Unidos”.





