Search

De onde me conheces?

COR LITÚRGICA: BRANCO

Tempo do Natal antes da Epifania | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus decidiu partir para a Galileia. Encontrou Filipe e disse: “Segue-me”. Filipe era de Betsaida, cidade de André e de Pedro. Filipe encontrou-se com Natanael e lhe disse: “Encontramos aquele de quem Moisés escreveu na Lei, e também os profetas: Jesus de Nazaré, o filho de José”. Natanael disse: “De Nazaré pode sair coisa boa?” Filipe respondeu: “Vem ver!” Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus disse: “Tu crês porque te disse: Eu te vi debaixo da figueira? Coisas maiores que esta verás!” E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. (Jo 1,43-51)

Amados irmão, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Primeiramente quero desejar a todos um feliz e próspero Ano Novo, que o ano que se inicia nós possamos abrir cada vez mais o nosso coração, ouvidos e mente ao que o Senhor quer de nós e principalmente que sejamos obedientes a Ele.

O texto de hoje tem como figura principal NATANAEL, o Israelita de verdade, onde não se encontra falsidade em seu coração.

Mais um dia, e outros dois discípulos se juntam ao grupo de Jesus: inicialmente Filipe, que apresenta Jesus a Natanael. Este último manifesta preconceito por causa das origens de Jesus, que vem de Nazaré. Mas Filipe garante que é dele que falam as escrituras judaicas.

Assim, ao final desses quatro dias, Jesus já é visto como Aquele que tem origem divina: é o Cordeiro de Deus, seu Filho, o Messias, é aquele a quem se referem os textos Judaicos Sagrados.

Mas isso e só o começo: Jesus se refere ao sonho de Jacó (Gn28,10-22) para se apresentar como a ligação entre Deus e a humanidade. É nessa condição que ele passa a agir: o primeiro dos sinais que ele realiza acontecera no casamento de Caná, no último e mais importante dia da semana que inaugura a atividade de Jesus, de acordo com este Evangelho.


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Agora, Senhor, podes deixar partir em paz teu servidor

COR LITÚRGICA: BRANCO

5º Dia na Oitava de Natal | Sexta-feira


Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a Lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. Conforme está escrito na Lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste diante de todos os povos: luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti uma espada te transpassará a alma”. (Lc 2,22-35)

Amados irmão, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Começo hoje desejando um feliz Natal a todos, já que estamos no quinto dia da oitava de Natal. A nossa liturgia é muito sábia nesse aspecto de nos fazer viver o mistério do nascimento de Jesus durante oito dias para que possamos entender a importância desse mistério.

No texto do Evangelho de hoje, o rosto pobre do Messias se mostra na forma de cumprir o que a lei previa.

A oferta de dois pombinhos ou rolas era o que se pedia dos pobres quando nascia o primogênito. E a Boa Notícia que o Messias será motivo de contestação: ricos e poderosos o verão como inimigo e juiz severo, enquanto os pobres verão, em suas palavras e ações, caminhos para a libertação e a vida de todos.

Um abraço e Feliz Natal!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração

COR LITÚRGICA: ROXO

3ª Semana do Advento | Sexta-feira


Naquele tempo, Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador, porque olhou para a humildade de sua serva. Doravante todas as gerações me chamarão bem-aventurada, porque o Todo-poderoso fez grandes coisas em meu favor. O seu nome é santo, e sua misericórdia se estende, de geração em geração, a todos os que o temem. Ele mostrou a força de seu braço: dispersou os soberbos de coração. Derrubou do trono os poderosos e elevou os humildes. Encheu de bens os famintos, e despediu os ricos de mãos vazias. Socorreu Israel, seu servo, lembrando-se de sua misericórdia, conforme prometera aos nossos pais, em favor de Abraão e de sua descendência, para sempre”. Maria ficou três meses com Isabel; depois voltou para casa. (Lc 1,46-56)

Amados irmãos e irmãs, que a paz do senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

O cântico de Maria se inspira no de Ana (1Sm2,1-10) e em alguns salmos.

Começa celebrando a ação de Deus que olhou para a humilhação que Maria vivenciava naqueles dias, por ter assumido a maternidade do Messias.

Em seguida, recorda a ação de Deus na vida dos pobres de Israel, reorientando o rumo das coisas, recriando a justiça e renovando a esperança animada pelas promessas feitas desde o tempo de Abraão.

O cântico indica o rumo que será assumido por Jesus, ungido pelo Espirito para levar a boa notícia aos pobres (4,18).


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Jesus fala diretamente com a nossa geração

COR LITÚRGICA: ROXO

2ª Semana do Advento | Sexta-feira


Naquele tempo, disse Jesus às multidões: “Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’ Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”. (Mt 11,16-19)

Amados irmão e irmãs, que paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Se é pelo fruto que se conhece a árvore, a pergunta de João tem de ser respondida por Jesus não com um mero “sim” ou “não”, mas com os resultados de sua atividade. Os relatos anteriores não mostram outra coisa, em relação as dores dos pobres e abandonados, senão a compaixão do Messias e sua intervenção em favor da libertação deles, a frase do versículo 6 alerta para que isso não seja motivo de escândalo, e supõe que havia compreensões a respeito do Messias que iam em outra direção, quem sabe triunfalista, quem sabe militar.

Agora é o momento de Jesus esclarecer a identidade de João e seu grande valor, como profeta que com seu exemplo e palavras denuncia o luxo e arrogância dos poderosos. Mas o anúncio que Jesus faz vai além, ao propor a busca do reino como algo a ser vivido no cotidiano da vida, sob a inspiração da justiça de Deus. Jesus e João tem estilos e projetos muito distintos um do outro, mas ambos atuam em nome de Deus. A rejeição de ambos mostra o receio geral de acolher os enviados de Deus e ter de se comprometer com as exigências que eles comunicam.


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

“Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!”

COR LITÚRGICA: BRANCO

Solenidade da Imaculada Conceição de Maria | Sexta-feira


Naquele tempo, no sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lc 1,26-38)

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Estamos na primeira semana do tempo do advento, onde as palavras que vão nos guiar nessa semana são orar e vigiar. Estamos nos preparando para a chegada do Deus menino o Emanuel.

Dentro desta primeira semana também vivenciamos com muita fé e devoção o dia da IMACULADA CONCEIÇAO DA BEM-AVENTURADA VIRGEM MARIA, que também é um dogma da nossa igreja muito importante.

O evangelho de hoje não fugiu das palavras que nos norteiam nessa primeira semana ORAR e VIGIAR, Maria é um exemplo muito forte da vivência dessas palavras.

Agora o olhar de Deus se volta a uma jovem mulher, que se tornara mãe pela ação Espírito. Ao contrário de Zacarias, que era sacerdote e pouco sensível a novidade da intervenção Divina, Maria de Nazaré acolhe o desafio que lhe e proposto: trazer ao mundo aquele que será chamado filho de Deus.

Amados, vou terminar minha reflexão nesse dia tão importante não só para mim, mas para todos os cristãos católicos, para mim, pois, é, minha Senhora de Devoção com os versículos que comprovam biblicamente o dogma da conceição Imaculada.

Maria disse ao Anjo: “como acontecera isso, se eu não vivo com nenhum homem?” O Anjo lhe respondeu: “O Espirito Santo vira sobre você e o poder do Altíssimo a cobrira com sua sombra. Por isso o Santo que nascer será chamado filho de Deus.” (Lucas 1,34-35).

Nossa Senhora da Imaculada Conceição rogai por nos.

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Quais são suas preocupações?

COR LITÚRGICA: VERDE

34ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus contou-lhes uma parábola: “Olhai a figueira e todas as árvores. Quando vedes que elas estão dando brotos, logo sabeis que o verão está perto. Vós também, quando virdes acontecer essas coisas, ficai sabendo que o Reino de Deus está perto. Em verdade, eu vos digo: tudo isso vai acontecer antes que passe esta geração. O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar. (Lc 21,29-33)

Amados irmãos que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

A observação da figueira e de outras árvores reforça a convicção de que as palavras de Jesus conduzirão a comunidade diante das tribulações e ameaças, na construção do Reino de Deus.

Jesus lembra outra vez que as preocupações da vida, como riqueza e busca de poder, podem distrair daquilo que e realmente essencial. A oração será poderosa aliada nessa vigilância permanente.

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Bem-aventurado o homem a quem Deus corrige

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santo André Dung-Lac, Presbítero, e companheiros mártires – Memória | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os vendedores. E disse: “Está escrito: ‘Minha casa será casa de oração’. No entanto, vós fizestes dela um antro de ladrões”. Jesus ensinava todos os dias no Templo. Os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os notáveis do povo procuravam modo de matá-lo. Mas não sabiam o que fazer, porque o povo todo ficava fascinado quando ouvia Jesus falar. (Lc 19,45-48)

Amados irmãos, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

O gesto de Jesus não é uma purificação, mas expressa um julgamento do templo, que deixará de lado as exigências de justiça aos que aí acorriam para cultuar a Javé.

Jesus recorre a Jeremias (7,11) para denunciar qualquer tipo de apoio religioso a violência e a injustiça.

É preciso dar ao templo nova direção, para merecer efetivamente a condição de casa de Deus.

É o que Jesus faz por meio do seu ensino, que causa o furor das autoridades religiosas e políticas que controlavam aquele espaço.

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeir

A espiritualidade de Jesus é modelo para nossa vida

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Leão Magno, papa e doutor da Igreja – Memória | Sexta-feira


Naquele tempo,  Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens.  Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. O administrador então começou a refletir: ‘O Senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo! “O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. E o Senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”. (Lc 16,1-8)

Amados irmãos que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Por um caminho mais discutível, o administrador descobre que sua possibilidade de sobrevivência está no cuidado com gente pobre e endividada!

A parábola, mais uma vez, se refere ao uso adequado dos bens e recursos disponibilizados, num cenário de forte desigualdade social.

Os versículos 9-13 oferecem algumas sugestões de reflexão e pratica a partir da parábola, para concluir que não é possível oferecer lealdade a senhores contrários.

O único senhorio digno é o de Deus, que é senhorio de vida e liberdade.

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Você consegue ficar em silêncio?

COR LITÚRGICA: VERDE

30ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. Diante de Jesus, havia um hidrópico. Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?” Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o. Depois lhes disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?” E eles não foram capazes de responder a isso.  (Lc 14,1-6)

Amados irmãos que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Hoje mais uma vez o Senhor vem nos exortar através do amor que Ele tem por nós que somos seu povo e não pela lei como fazem os doutores da mesma.

Mais uma vez, ao curar um doente, Jesus quebra os esquemas religiosos e da pleno sentido ao sábado. Da mesma forma que em Lc13,10-17, a ação de Jesus se dá diante dos líderes, para questionar suas posturas e convicções.

Hoje Jesus vem nos mostrar que a vida e o bem maior e os defensores do legalismo, atrelados a prescrições religiosas, não são capazes de vencer nem amordaçar Jesus, sua palavra e suas ações vivificadoras.

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O sinal por excelência é Jesus

COR LITÚRGICA: VERDE

29ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. (Lc 12,54-59)

Amados irmãos, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

A ação do Messias dos pobres é como fogo: denuncia a injustiça, a falta de paz e exige decisão. Ou aderimos a Ele e assumimos as consequências que daí provém, ou permanecermos em ambiente de paz ilusória.

É fundamental que as pessoas compreenderem o alcance da ação do Messias dos pobres, do mesmo modo como identificam, pela observação da natureza, as mudanças climáticas.

Uma exortação a prudência em termos muito práticos permite insistir na necessidade de discernir o que ocorre na realidade, especialmente a partir da atividade de Jesus.

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

O Senhor esteja convosco. Ele está no meio de nós

COR LITÚRGICA: VERDE

28ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Não há nada de escondido que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”. (Lc 12,1-7)

Amados irmãos, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Hoje, mais uma vez, Jesus vem nos dizer através do seu amor que sempre estará junto conosco, que nunca nos abandonará.

Alertando contra a hipocrisia dos fariseus, Jesus apela para que ninguém tenha medo de testemunhar o compromisso com o Messias dos pobres em toda e qualquer ocasião. Mesmo a morte, que poderá atingir o discípulo por causa do testemunho, não deve ser temida, pois Deus é o senhor da vida. Quem se compromete com Jesus tem a convicção de que a missão é guiada pelo Espirito Santo, e que então não precisa recuar diante das difamações e hostilidades, nem fazer uso dos meios empregados pelos opositores.

Nesses tempos de agora em que fazer o básico faz de nos cristãos radicais e não apenas cristãos, ouvir essa exortação do Senhor é sim uma prova de amor pelo seu povo.

Sendo assim, termino essa pequena reflexão com o versículo final da carta São Paulo aos Romanos que fala assim: “Felizes aqueles cujas transgressões foram remidas e cujos pecados foram perdoados; Feliz o homem do qual Deus não leva em conta o pecado.” (Rm 4,7-8)

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

De que lado você está?

COR LITÚRGICA: VERDE

27ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio. Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. Outros, para tentar Jesus, pediram-lhe um sinal do céu. Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. Quando o espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; não o encontrando, ele diz: ‘Vou voltar para minha casa de onde saí’. Quando ele chega encontra a casa varrida e arrumada. Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. E, entrando, instalam-se aí. No fim, esse homem fica em condição pior do que antes”. (Lc 11,15-26)

Amados irmãos, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Ao pedido que os discípulos fazem, Jesus apresenta uma oração. Nela se mostra o que verdadeiramente vale diante de Deus e deve importar a quem se coloca a sua escuta: Seu reino inspirando os modos de agir dos seres humanos, estabelecendo a partilha e o perdão em todos os âmbitos da vida, fortalecendo a resistência ante as seduções que possam desviar desse caminho.

A oração deve ser expressão das efetivas necessidades, na consciência de que o Pai as conhece e acolhe, mas principalmente de que Ele oferecera o Espírito Santo para fortalecer e guiar no caminho de seguir Jesus.

A cura realizada por Jesus é a mostra mais visível da chegada do reino de Deus, que faz seres humanos libertos e responsáveis. Para que isso aconteça plenamente, é preciso enfrentar até o fim o poder maléfico, destruidor da vida e da liberdade. Quem não assume esse compromisso se faz adversário de Jesus.

Jesus continua discutindo com seus adversários. Incapazes de perceber a ação de Deus no bem e na vida proporcionadas aos pobres, tornam-se mais duros e insensíveis. Com isso rejeitam de vez o reino que Jesus vem anunciando e realizando.

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Nos nossos sofrimentos, Deus nos enche de consolação

COR LITÚRGICA: VERDE

26ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, disse Jesus: “Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque se em Tiro e Sidônia tivessem sido realizados os milagres que foram feitos no vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e sentando-se sobre cinzas. Pois bem: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia terão uma sentença menos dura do que vós. Ai de ti, Carfanaum! Serás elevada até o céu? Não, tu serás atirada no inferno. Quem vos escuta a mim escuta; e quem vos rejeita a mim despreza; mas quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”. (Lc 10,13-16)

Amados irmão, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

O anúncio da boa notícia trazida por Jesus só terá efeito se houver uma prática que lhe corresponda. Por isso, quem assume a missão deve dirigir-se aos lugares onde vive o povo, e aí articular a experiência da partilha do pão com a solidariedade efetiva para com os doentes e abandonados da sociedade. Assim se estabelece o terreno em que fará sentido a comunicação da chegada do reino, de cuja presença as pessoas já estarão vendo as marcas.

Jesus lamenta que cidades de Israel que puderam contar com sua presença tenham rejeitado a mensagem do reino e da justiça de Deus, mensagem essa concretizada na atividade de Jesus junto aos pobres. Por isso, serão julgadas mais severamente que outras cidades estrangeiras, denunciadas em textos proféticos, pois afinal estas não tiveram a mesma oportunidade dada as cidades de Israel.

A escuta da palavra de Jesus não tira as pessoas da ação; pelo contrário, da novo sentido e orienta para as adequadas escolhas a respeito do que se deve fazer. Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

Você conhece Jesus? Qual seu grau de intimidade com Ele?

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santos Miguel, Gabriel e Rafael, Arcanjos – Festa | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus viu Natanael que vinha para ele e comentou: “Aí vem um israelita de verdade, um homem sem falsidade”. Natanael perguntou: “De onde me conheces?” Jesus respondeu: “Antes que Filipe te chamasse, enquanto estavas debaixo da figueira, eu te vi”. Natanael respondeu: “Rabi, tu és o Filho de Deus, tu és o Rei de Israel”. Jesus disse: “Tu crês porque te disse: ‘Eu te vi debaixo da figueira?’ Coisas maiores que esta verás!” E Jesus continuou: “Em verdade, em verdade eu vos digo: Vereis o céu aberto e os anjos de Deus subindo e descendo sobre o Filho do Homem”. (Jo 1,47-51)

Amados irmãos, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Hoje vamos fazer uma retrospectiva de fatos importantes até chegar a Natanael – o israelita de verdade. Estamos no início do evangelho de João que é considerado o livro dos sinais.

Esta sessão narra a atividade de Jesus junto a seu povo e é chamada de “livro dos sinais”, por estar organizada em torno de sete gestos realizados por Jesus, que indicam quem Ele é e qual o sentido de sua missão. Todas as atividades e proclamações de Jesus estão de alguma forma ligadas a estes sinais. Tornar-se discípulo de Jesus exige compreender o sentido desses sinais e comprometer-se com as exigências que eles vão indicando. A radicalidade do que vai sendo proposto por Jesus conduz a uma tensão crescente com as autoridades religiosas, que no fim decidirão que Ele precisa ser morto.

Começa aqui o relato de uma semana que abre a atividade de Jesus. O ambiente é claro: a atividade de João é questionada pelas autoridades religiosas e políticas de Jerusalém. Mas é a Ele que o povo procura, em busca de alternativas que atendam às suas expectativas de vida e liberdade. É nessa periferia que Jesus aparece, forma o primeiro grupo de discípulos e depois o amplia, com seu deslocamento até a Galileia. Isto é só o começo, mas já está preparado o cenário para que se realizem os sinais por parte de Jesus.

Tudo começa com Joao Batista: ele garante não ser nada daquilo que serão as características do Messias. Seu testemunho é dado diante das autoridades, e indica claramente o ambiente das origens da ação de Jesus: é nas margens da sociedade e da região instituída que João da seu testemunho, aparece Jesus e seus primeiros discípulos são reunidos.

No segundo dia João da testemunho direto sobre Jesus, apresentando-o como filho de Deus, o cordeiro que tira o pecado do mundo. João insiste na identidade diferenciada de Jesus, acentuada sua origem divina e a presença do Espirito Santo nele. Portanto, desde o início Jesus é proclamado como alternativa ao sistema religioso da época, pois Ele é o Cordeiro de Deus, que está no lugar dos animais ofertados no templo de Jerusalém para alcançar o perdão dos pecados.

No dia seguinte dois discípulos de João tornaram-se seguidores de Jesus. Um deles é André, que vai tratar de apresentar seu irmão Pedro a Jesus. O evangelista quer manter desconhecido o nome do outro discípulo de Joao. O que importa é que, a partir desse dia, alguns começam a partilhar a convivência com Jesus. Essa é a graça e o desafio do discipulado, mais do qualquer título ou nome.

Mais um dia, e outros dois discípulos se juntam ao grupo de Jesus: inicialmente Felipe, quer apresenta Jesus a Natanael. Este último manifesta preconceito por causa das origens de Jesus, que vem de Nazaré. Mas Felipe garante que é dele que falam as escrituras judaicas.

Assim, ao final desses quatro dias, Jesus já é visto como Aquele que tem origem divina: é o Cordeiro de Deus, seu filho, o Messias, e aquele a quem se referem os textos judaicos sagrados. Mas isso é só o começo: Jesus se refere ao sonho de Jacó (Gn28,10-22) para se apresentar como ligação entre Deus e a humanidade. É nessa condição que Ele passa a agir: o primeiro dos sinais que Ele realiza acontecera no casamento de Caná, no último e mais importante dia da semana que inaugura a atividade de Jesus, de acordo com este evangelho.

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

A mulher não tem que ser submissa ou vista como objeto de prazer, mas precisa se valorizar, e ser valorizada pela sociedade

COR LITÚRGICA: VERDE

24ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. (Lc 8,1-3)

Amados irmãos, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

No evangelho de hoje, Jesus nos mostra mais uma vez que Ele vem para todos aqueles que estão à margem da sociedade. No texto, Ele coloca as mulheres junto com seus apóstolos para que possam pregar a boa-nova.

Assim como Ele chamou os apóstolos pelo nome, também fez com as mulheres que o seguiam.

O grupo que acompanhou Jesus não era formado apenas dos apóstolos citados em Lc 6,13-16. Dele – faziam parte as mulheres, o que chocava a sociedade da época.

Jesus inspira um discipulado de homens e mulheres libertados, iguais no desafio de tornar conhecida sua boa noticia dirigida aos pobres.

Pai, reveste-me do amor e da fidelidade necessárias para ser servidor do Reino. Que eu demonstre meu reconhecimento a Ti, colocando minha vida a serviço do meu próximo.

Paz e Bem!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira