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Jesus fala diretamente com a nossa geração

COR LITÚRGICA: ROXO

2ª Semana do Advento | Sexta-feira


Naquele tempo, disse Jesus às multidões: “Com quem vou comparar esta geração? São como crianças sentadas nas praças, que gritam para os colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta e vós não dançastes. Entoamos lamentações e vós não batestes no peito!’ Veio João, que nem come e nem bebe, e dizem: ‘Ele está com um demônio’. Veio o Filho do Homem, que come e bebe e dizem: ‘É um comilão e beberrão, amigo de cobradores de impostos e de pecadores’. Mas a sabedoria foi reconhecida com base em suas obras”. (Mt 11,16-19)

Amados irmão e irmãs, que paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Se é pelo fruto que se conhece a árvore, a pergunta de João tem de ser respondida por Jesus não com um mero “sim” ou “não”, mas com os resultados de sua atividade. Os relatos anteriores não mostram outra coisa, em relação as dores dos pobres e abandonados, senão a compaixão do Messias e sua intervenção em favor da libertação deles, a frase do versículo 6 alerta para que isso não seja motivo de escândalo, e supõe que havia compreensões a respeito do Messias que iam em outra direção, quem sabe triunfalista, quem sabe militar.

Agora é o momento de Jesus esclarecer a identidade de João e seu grande valor, como profeta que com seu exemplo e palavras denuncia o luxo e arrogância dos poderosos. Mas o anúncio que Jesus faz vai além, ao propor a busca do reino como algo a ser vivido no cotidiano da vida, sob a inspiração da justiça de Deus. Jesus e João tem estilos e projetos muito distintos um do outro, mas ambos atuam em nome de Deus. A rejeição de ambos mostra o receio geral de acolher os enviados de Deus e ter de se comprometer com as exigências que eles comunicam.


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

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