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Às vezes também precisamos de silêncio, de discernimento, de amadurecer na fé antes de testemunhar plenamente

Cor Litúrgica: Verde

25ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Aconteceu que Jesus 18 estava rezando num lugar retirado, e os discípulos estavam com ele. Então Jesus perguntou-lhes: “Quem diz o povo que eu sou?” 19 Eles responderam: “Uns dizem que és João Batista; outros, que és Elias; mas outros acham que és algum dos antigos profetas que ressuscitou”. 20 Mas Jesus perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?” Pedro respondeu: “O Cristo de Deus”. 21 Mas Jesus proibiu-lhes severamente que contassem isso a alguém. 22 E acrescentou: “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia”. (Lc 9,18-22).

Amados irmãos e irmãs que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

O texto começa com Jesus rezando, o que mostra que suas decisões mais importantes nascem da oração. Antes de fazer uma pergunta profunda aos discípulos, ele busca comunhão com Deus. Isso nos ensina que nossas perguntas mais importantes sobre identidade,missão e direção precisam nascer da escuta de Deus.

Jesus começa perguntando o que os outros dizem sobre ele, mas logo traz a questão para o íntimo: ” e vocês, quem dizem que eu sou?” Essa é uma pergunta central para todo cristão. Não basta saber o que os outros dizem sobre Jesus a Fé verdadeira exige uma resposta pessoal. Quem é Jesus para você? Um mestre? Um profeta? Um amigo? O Salvador?

Pedro acerta ao reconhecer Jesus como o Messias, o Ungido de Deus. É uma confissão de fé profunda. Mas ainda assim, Pedro e os outros discípulos não entendem completamente o que isso significa. Para eles, o Messias seria um rei glorioso, não alguém que sofre e morre.

Jesus surpreende ao dizer que o Cristo deve sofrer, ser rejeitado, morrer e ressuscitar. Isso quebra as expectativas dos discípulos. Jesus mostra que o caminho do Messias passa pela Cruz. Ele revela que o amor verdadeiro se manifesta no sacrifício e na entrega total. Isso nos provoca: estamos dispostos a seguir um Messias crucificado? Ou preferimos um Jesus sem Cruz, mais “confortável “?

Jesus manda os discípulos não contarem a ninguém. Isso porque a idéia de Messias ainda era mal compreendida. Era preciso tempo para que entendessem a verdadeira missão de Jesus. Às vezes também precisamos de silêncio, de discernimento, de amadurecer na fé antes de testemunhar plenamente.

Este evangelho nos convida a um duplo movimento: Reconhecer quem é Jesus para nós com uma fé pessoal, viva e madura. Aceitar o Cristo crucificado, aquele que nos salva pelo amor que se entrega, e nos chama a segui-lo no caminho da Cruz. Seguir Jesus é mais do que admira-lo; é imita-lo no amor, no serviço, na entrega.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Jesus as valoriza, cura e lhes dá voz

Cor Litúrgica: Verde

24ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, 1 Jesus andava por cidades e povoados, pregando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os doze iam com ele; 2 e também algumas mulheres que haviam sido curadas de maus espíritos e doenças: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios; 3 Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e várias outras mulheres que ajudavam a Jesus e aos discípulos com os bens que possuíam. (Lc 8,1-3).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês!

O Evangelho de hoje nos oferece um retrato profundamente humano e inclusivo do ministério de Jesus. Ele mostra que sua missão não era solitária, mas partilhada com homens e mulheres que o acompanhavam de forma ativa.

Jesus está sempre em missão: caminha pelas cidades e vilas, anunciando a Boa-Nova. Ele não espera que as pessoas venham até Ele; é Ele quem vai ao encontro delas. Esse detalhe nos ensina que a evangelização exige proximidade, presença e ação.

Este é um dos textos mais significativos sobre a presença feminina no ministério de Jesus. Lucas menciona explicitamente mulheres que não apenas O seguiam, mas também O apoiavam com seus bens, sustentando concretamente a missão. Maria Madalena, libertada do mal, passa a seguir o Senhor. Joana, esposa de um oficial de Herodes e mulher de posição social importante, escolhe o caminho do Mestre. Suzana, pouco conhecida, mas destacada pelo evangelista, e “muitas outras”, mostram que esse grupo era numeroso e comprometido.

Esse detalhe é revolucionário para a época. Em uma sociedade em que as mulheres eram silenciadas e invisibilizadas, Jesus as valoriza, cura e lhes dá voz, dignidade e protagonismo. Elas O seguem por gratidão: foram curadas, libertas, e agora colocam seus dons, seus bens e suas vidas a serviço da missão.

Assim, o Evangelho nos recorda que a fé verdadeira sempre gera compromisso.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O Senhor é a porção da minha herança!

Cor Litúrgica: Verde

23ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, 39 Jesus contou uma parábola aos discípulos: Pode um cego guiar outro cego? Não cairão os dois num buraco? 40 Um discípulo não é maior do que o mestre; todo discípulo bem formado será como o mestre. 41 Por que vês tu o cisco no olho do teu irmão, e não percebes a trave que há no teu próprio olho? 42 Como podes dizer a teu irmão: Irmão, deixa-me tirar o cisco do teu olho, quando tu não vês a trave no teu próprio olho? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho, e então poderás enxergar bem para tirar o cisco do olho do teu irmão. (Lc 6,39-42).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

Continuam as exortações a respeito de uma vida em comunidade guiada pela justiça de Deus. Essa vida deve basear-se na convicção da fragilidade e da limitação de cada um, o que fará com que a condenação dê lugar à correção fraterna e respeitosa.

Desejo a todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Aclamai o Senhor, ó terra inteira

Cor Litúrgica: Verde

22ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”. Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. Vinho novo deve ser colocado em odres novos. E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.(Lc 5,33-39)

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

O problema não está no jejum em si, mas nas falsas seguranças que muitas vezes se sustentam nele. Para a comunidade reunida em torno de Jesus, a partilha do pão é o verdadeiro sinal da novidade que Ele trouxe à humanidade. A partir dessa experiência, a Lei passa a ser compreendida de modo a promover a justiça.

A novidade trazida por Jesus exige fundamentos novos, e cada pessoa é chamada a abrir o coração para acolhê-la.


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Minha boca anunciará vossa justiça

Cor Litúrgica: Vermelho

Martírio de São João Batista – Memória | Sexta-feira


Naquele tempo, Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados.  Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

Segundo os profetas, a carne do povo costuma ser devorada nos banquetes dos poderosos. É nesse contexto que vemos a eliminação de um profeta em meio a um festim, onde uma jovem e sua mãe se colocam a serviço da morte. A cabeça de João é entregue num prato para compor a mesa de Herodes e de seus convidados, os grandes da Galileia.

A morte de João é consequência dos questionamentos provocados por sua palavra e por sua ação, e antecipa o destino de Jesus.

Que todos tenham uma abençoada sexta-feira!


Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Bendito seja o nome do Senhor, agora e por toda a eternidade!

Cor Litúrgica: Branco

Bem-aventurada Virgem Maria Rainha | Memória | Sexta-feira


Naquele tempo, 26 o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29 Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lucas 1,26-38).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

Hoje, o olhar de Deus se volta para uma jovem de Nazaré, escolhida para ser mãe pela ação do Espírito Santo. Diferente de Zacarias, sacerdote que hesitou diante da intervenção divina, Maria acolheu com fé e confiança o grande desafio que lhe foi proposto: trazer ao mundo aquele que seria chamado Filho de Deus.

Que também nós aprendamos com Maria a confiar plenamente no Senhor e a dizer o nosso “sim” ao seu chamado.

Uma abençoada sexta-feira a todos!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Penso em vossas maravilhas, ó Senhor!

Cor Litúrgica: Branco

São Domingos, presbítero – Memória | Sexta-feira


Naquele tempo, 24 Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga. 25 Pois quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 26 De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida? 27 Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta. 28 Em verdade vos digo: Alguns daqueles que estão aqui não morrerão antes de verem o Filho do Homem vindo com o seu Reino”. (Mt 16,24-28).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

Pedro mostra que ainda não está sintonizado com o caminho que Jesus está trilhando — um caminho que não o levará ao triunfo à moda dos poderosos, mas sim ao confronto com o sistema político e religioso, culminando na cruz.

Quem quiser seguir Jesus precisará identificar-se com esse projeto de entrega e fidelidade, sabendo que poderá enfrentar o desafio de doar a própria vida por amor.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Exultai no Senhor, nossa força

Cor Litúrgica: Branco

Santo Afonso Maria de Ligório, bispo e doutor da Igreja – Memória | Sexta-feira


Naquele tempo, dirigindo-se para a sua terra, Jesus ensinava na sinagoga, de modo que ficavam admirados. E diziam: “De onde lhe vem essa sabedoria e esses milagres? Não é ele o filho do carpinteiro? Sua mãe não se chama Maria, e seus irmãos não são Tiago, José, Simão e Judas? E suas irmãs não moram conosco? Então, de onde lhe vem tudo isso?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus, porém, disse: “Um profeta só não é estimado em sua própria pátria e em sua família!” E Jesus não fez ali muitos milagres, porque eles não tinham fé. (Mt 13,54-58)

Amados irmãos e irmãs que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

As parábolas revelam os mistérios do Reino dos Céus e inspiram o agir de acordo com a justiça de Deus. Quem se deixa provocar por elas vai descobrir inspiração para compreender de forma renovada e profunda as riquezas das Escrituras transmitidas ao povo de Israel.

Os contemporâneos de Jesus não o podem acolher, pois esperam um Messias diferente, que não pobre, mas que apareça triunfal. Não podem compreender como alguém que não estudou, o filho de um simples carpinteiro, tenha uma sabedoria que os entendidos da religião e do poder não possuem, e mostre pelas suas ações onde se manifesta o poder de Deus.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Sua marca tem de serviço desinteressado aos outros

Cor Litúrgica: Vermelho

São Tiago, Apóstolo – Festa | Sexta-feira


Naquele tempo, 20 a mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22 Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. 23 Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. (Mt 20,20-28).

Amados irmãos e irmãs que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Pela terceira vez Jesus comunica aos discípulos o confronto que deverá travar com os poderosos de Jerusalém. Mas o pedido da mãe de Thiago e João, e depois a reação dos outros dez, mostram claramente que eles ainda estão longe de aderir a Jesus e a seu projeto: a preocupação deles é com o poder e os privilégios que Jesus lhes poderia conferir.

Esta é a oportunidade para Jesus esclarecer o sentido de sua presença no meio da humanidade, e para deixar claro que a comunidade que o segue não pode reproduzir os esquemas de violência e dominação utilizados pelos poderosos. Sua marca tem de ser o serviço desinteressado aos outros.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Elevo o cálice da minha salvação, invocando o nome santo do Senhor.

COR LITÚRGICA: VERDE

15ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


1 Naquele tempo, Jesus passou no meio de uma plantação num dia de sábado. Seus discípulos tinham fome e começaram a apanhar espigas para comer. 2Vendo isso, os fariseus disseram-lhe: “Olha, os teus discípulos estão fazendo, o que não é permitido fazer em dia de sábado!” 3 Jesus respondeu-lhes: “Nunca lestes o que fez Davi, quando ele e seus companheiros sentiram fome? 4 Como entrou na casa de Deus e todos comeram os pães da oferenda que nem a ele nem aos seus companheiros era permitido comer, mas unicamente aos sacerdotes? 5 Ou nunca lestes na Lei, que em dia de sábado, no Templo, os sacerdotes violam o sábado sem contrair culpa alguma? 6 Ora, eu vos digo: aqui está quem é maior do que o Templo. 7 Se tivésseis compreendido o que significa: ‘Quero a misericórdia e não o sacrifício’, não teríeis condenado os inocentes. 8De fato, o Filho do Homem é senhor do sábado”. (Mt 12,1-8)

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

Para os fariseus, os discípulos de Jesus haviam cometido duas infrações: apropriaram-se do que não lhes pertencia e fizeram isso em um dia de sábado.

Na resposta, Jesus recorre às Escrituras e mostra que a própria Lei não é absoluta. É preciso compreendê-la a partir de uma postura de misericórdia: diante da fome, tudo se torna secundário, pois a vida humana está acima de qualquer estrutura.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Ovelhas sem pastor

Cor Litúrgica: Branco

São Bento, abade – Memória | Sexta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16 “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas. 18 Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19 Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20 Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós. 21 O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22 Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem”. (Mt 10,16-23).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

A tarefa que os discípulos estão recebendo mexe com interesses, segurança e tradições. Jesus lhes esclarece que as “ovelhas sem pastor” ainda são atacadas por lobos — e estes os aguardam. Para resistir, é necessário espelhar-se naquele que os enviou e ter a convicção de que a missão é guiada pelo Espírito Santo, sem recuar diante das difamações e hostilidades, e sem fazer uso dos meios empregados por seus opositores.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Dai graças ao Senhor, porque ele é bom

Cor Litúrgica: Verde

13ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, 9 Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Ele se levantou e seguiu a Jesus. 10 Enquanto Jesus estava à mesa, em casa de Mateus, vieram muitos cobradores de impostos e pecadores e sentaram-se à mesa com Jesus e seus discípulos. 11 Alguns fariseus viram isso e perguntaram aos discípulos: “Por que vosso mestre come com os cobradores de impostos e pecadores?” 12 Jesus ouviu a pergunta e respondeu: “Aqueles que têm saúde não precisam de médico, mas sim os doentes. 13 Aprendei, pois, o que significa: ‘Quero misericórdia e não sacrifício’. De fato, eu não vim para chamar os justos, mas os pecadores”. (Mt 9,9-13).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

Jesus nos ensina que o verdadeiro sentido da Lei só é compreendido a partir da vivência da misericórdia.

Os cobradores de impostos eram vistos como pecadores, por exercerem uma profissão que favorecia os interesses do Império Romano e, muitas vezes, facilitava práticas injustas e abusivas. Por outro lado, em sua maioria, eram pessoas pobres, que assumiam esse trabalho por falta de outras oportunidades de sobrevivência.

Ao chamar Levi (conhecido como Mateus em Mateus 9), e ao sentar-se à mesa com ele e outros cobradores, Jesus rompe com os esquemas que excluem e discriminam, tanto social quanto religiosamente. Mais do que isso: é com essas pessoas marginalizadas que Ele forma a sua comunidade.

Tenham todos uma sexta-feira abençoada!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma

Cor Litúrgica: Branco

Sagrado Coração de Jesus – Solenidade | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus contou aos escribas e fariseus esta parábola: “Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão”. (Lc 15,3-7)

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

As três parábolas do capítulo 15 de Lucas são a resposta de Jesus a uma única provocação feita por seus adversários: Ele acolhe e convive com pessoas malvistas pela sociedade, e até come com elas.

Essas parábolas desafiam a ideia que muitos tinham — e ainda têm — sobre as escolhas de Deus. Mostram que os critérios divinos não seguem as convenções ou leis humanas, mas nascem de um amor que ultrapassa toda lógica.

Na parábola da ovelha perdida, por exemplo, chama atenção a atitude aparentemente absurda do pastor: ele deixa 99 ovelhas para ir atrás de uma única. Esse gesto impulsivo, fora dos padrões racionais e do acúmulo, revela o modo como Deus age — com um olhar que valoriza o que foi perdido e um amor que não desiste de ninguém. Assim também é a prática de Jesus: vai ao encontro, resgata, acolhe.

Desejo a todos uma sexta-feira cheia de bênçãos e da ternura do Bom Pastor!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O Senhor liberta os justos de todas as angústias!

Cor Litúrgica: Verde

11ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 19 “Não junteis tesouros aqui na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e os ladrões assaltam e roubam. 20 Ao contrário, juntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça e a ferrugem destroem, nem os ladrões assaltam e roubam. 21 Porque, onde está o teu tesouro, aí estará também o teu coração. 22 O olho é a lâmpada do corpo. Se o teu olho é sadio, todo o teu corpo ficará iluminado. 23 Se o teu olho está doente, todo o teu corpo ficará na escuridão. Ora, se a luz que existe em ti é escuridão, como será grande a escuridão”. (Mt 6,19-23).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

É fundamental saber onde se encontra o coração — a sede das decisões humanas. Está focado nos valores propostos pela sociedade? Ou é sensível à justiça de Deus, que Ele quer ver reinando na terra?
Um olhar bom é aquele que reflete a vontade de Deus acolhida no coração, para que o caminho seja iluminado.

Que todos tenham uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O Senhor pôs o seu trono lá nos céus

Cor Litúrgica: Branco

7ª Semana da Páscoa | Sexta-feira


Jesus manifestou-se aos seus discípulos 15 e, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”. 16 E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17 Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18 Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19 Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”. 

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

Embora Pedro não corresponda plenamente à intensidade do amor pedida por Jesus, ainda assim recebe dele a missão de cuidar das ovelhas — ou seja, dos membros da comunidade. Fica evidente que essas ovelhas não lhe pertencem: ele exercerá bem sua função se tiver plena consciência de que o verdadeiro Pastor é o Ressuscitado. É na fidelidade a Ele e à sua obra que tanto Pedro (e todos os que exercem ministérios de liderança na comunidade) quanto as ovelhas encontrarão a fonte e o sustento de seu testemunho.

A presença do discípulo amado, que acompanha o diálogo entre Pedro e Jesus, está ali para nos lembrar do essencial: fazer parte da comunidade dos discípulos que seguem verdadeiramente a Jesus.

Tenham todos uma abençoada e iluminada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.