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Se levardes em conta nossas faltas, quem haverá de subsistir?

Cor Litúrgica: Roxo

1ª Semana da Quaresma | Sexta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 20 “Se a vossa justiça não for maior que a justiça dos mestres da Lei e dos fariseus, vós não entrareis no Reino dos Céus. 21 Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não matarás! Quem matar será condenado pelo tribunal’. 22 Eu, porém, vos digo: todo aquele que se encoleriza com seu irmão será réu em juízo; quem disser ao seu irmão: ‘patife!’ será condenado pelo tribunal; quem chamar o irmão de ‘tolo’ será condenado ao fogo do inferno. 23 Portanto, quando tu estiveres levando a tua oferta para o altar, e ali te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, 24 deixa a tua oferta ali diante do altar, e vai primeiro reconciliar-te com o teu irmão. Só então vai apresentar a tua oferta. 25 Procura reconciliar-te com teu adversário, enquanto caminha contigo para o tribunal. Senão o adversário te entregará ao juiz, o juiz te entregará ao oficial de justiça, e tu serás jogado na prisão. 26 Em verdade eu te digo: dali não sairás, enquanto não pagares o último centavo. (Mt 5,20-26).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

As Escrituras foram doadas a Israel para ensinar o caminho da justiça. Os discípulos de Jesus não podem ignorar essa riqueza, mas devem interpretá-las de forma generosa e profunda, de maneira a captar o que elas têm a dizer para além da superfície, como fundamento para a vivência da justiça mais ampla, aquela que se articula com a misericórdia.

É fundamental captar o sentido mais profundo da Lei. O preceito” não matar” exprime compromisso radical com a vida, e não apenas em seu plano físico. Daí o compromisso de buscar a reconciliação sempre, mesmo quando a ofensa veio do outro lado: a fraternidade vem antes, e dará significado particular à expressão do rito (a oferta no altar).

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Louvado seja Deus, meu Salvador!

Cor Litúrgica: Vermelho

São Paulo Miki e companheiros mártires | Memória | Sexta-feira


Naquele tempo, 14 o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15 Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16 Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24 Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. (Mc 6,14-29).

Amados irmãos e irmãs que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

De acordo com os profeta, a carne do povo costuma ser devorada nas refeições dos poderosos. Aqui é um profeta que é eliminado em meio a um banquete em que uma jovem e sua mãe estão a serviço da morte. A cabeça de João é oferecida, num prato, para compor a mesa de Herodes e seus convidados, os grandes da Galileia. A eliminação de João é motivada pelos questionamentos trazidos por sua palavra e ação, e antecipa o destino de Jesus.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

Cor Litúrgica: Verde

3ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, 26 Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28 A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30 E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31 O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34 E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. (Mc 4,26-34).

Amados irmãos e irmãs que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Assim como a planta da mostarda costumava brotar como praga em lugares não desejados, também o Reino aflora de maneira incômoda ao sistema que comanda o mundo. E, mesmo contra a vontade de esquemas poderosos e mentalidades hostis, ele vai crescer e atrair a muitos. A compreensão mais profunda dos mistérios do Reino só é possível a quem se torna discípulo de Jesus.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Piedade, Senhor, tende piedade

Cor Litúrgica: Verde

2ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, 13 Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14 Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15 com autoridade para expulsar os demônios. 16 Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17 Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “filhos do trovão”; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19 e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. (Mc 3,13-19).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja sempre com todos vocês.

Assim como Moisés, no deserto, se fez acompanhar de Juízes, também Jesus escolhe doze entre seus discípulos. A missão deles é a de estarem comprometidos com Jesus em todos os momentos, multiplicar o anúncio que ele vem realizando, e enfrentar até a raiz os males que impedem a vida plena das pessoas. A sequência do texto mostrará até que ponto os doze conseguirão, ou não, ser fiéis ao que lhes está sendo confiado.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Ó Senhor eu cantarei eternamente o vosso amor

Cor Litúrgica: Verde

1ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2 E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6 Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7 “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9 O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados, — disse ele ao paralítico: — 11 eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”. (Mc 2,1-12).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam sempre com todos vocês.

A ação de Jesus está a serviço da libertação integral do ser humano. Enquanto as autoridades religiosas se preocupam com doutrinas e preceitos, Jesus está comprometido em fazer com que o paralítico experimente na própria vida o poder de Deus.

Consciente de que a doença era entendida como resultado do pecado, Jesus cura para mostrar a profundidade da intervenção de Deus na vida dos seres humanos, para fazê-los livres e responsáveis.

A informação de que Jesus estava “em casa” é própria de Mc. Também é dele a referência à admiração das pessoas diante do ato de Jesus.

Tenham todos uma abençoada Sexta-Feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Glorifica o Senhor, Jerusalém!

Cor Litúrgica: Branco

Tempo do Natal depois da Epifania | Sexta-feira


12 Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13 Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado.” E, imediatamente, a lepra o deixou. 14 E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”. 15 Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração. (Lc 5,12-16).

Amados irmãos e irmãs que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

A ação de Jesus é ao mesmo tempo expressão de sua misericórdia com quem sofre, e de oposição às pessoas e estruturas que produzem a marginalização sofrida pelos leprosos, por razões de saúde e religião. Daí que não basta declarar que o leproso esteja purificado: será preciso também desafiar o sistema político e religioso que mantém tantas pessoas no abandono e no desprezo. Elas vão ao encontro de Jesus, e ele reforça sua sintonia com o Pai.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Manifestai a sua glória entre as nações

Cor Litúrgica: Branco

Bem-aventurada Virgem Maria de Guadalupe, Padroeira principal da América | Festa | Sexta-feira


39 Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se, apressadamente, a uma cidade da Judéia. 40 Entrou na casa de Zacarias e cumprimentou Isabel. 41 Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança pulou no seu ventre e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. 42 Com um grande grito, exclamou: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! 43 Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar? 44 Logo que a tua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança pulou de alegria no meu ventre. 45 Bem-aventurada aquela que acreditou, porque será cumprido, o que o Senhor lhe prometeu”. 46 Então Maria disse: “A minha alma engrandece o Senhor, 47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador”. (Lc 1,39-47).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

A primeira proclamação de quem é o Messias ocorre no encontro solidário entre duas mulheres e futuras mães.

O cântico de Maria se inspira no de Ana e em alguns Salmos. Começa celebrando a ação de Deus que olhou para a humilhação que Maria vivenciava naqueles dias, por ter assumido a maternidade do Messias.

Em seguida, recorda a ação de Deus na vida dos pobres de Israel, reorientando o rumo das coisas, recriando a justiça e renovando a esperança animada pelas promessas feitas desde o tempo de Abraão.

O cântico indica o rumo que será assumido por Jesus, ungido pelo Espírito para levar a Boa Notícia aos pobres.

Nossa Senhora de Guadalupe, rogai por nós.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo

Cor Litúrgica: Roxo

1ª Semana do Advento | Sexta-feira


Naquele tempo, 27 partindo Jesus, dois cegos o seguiram, gritando: “Tem piedade de nós, filho de Davi!” 28 Quando Jesus entrou em casa, os cegos se aproximaram dele. Então Jesus perguntou-lhes: “Vós acreditais que eu posso fazer isso?” Eles responderam: “Sim, Senhor”. 29 Então Jesus tocou nos olhos deles, dizendo: “Faça-se conforme a vossa fé”. 30 E os olhos deles se abriram. Jesus os advertiu severamente: “Tomai cuidado para que ninguém fique sabendo”. 31 Mas eles saíram, e espalharam sua fama por toda aquela região. (Mt 9,27-31).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

A recuperação da vista e a libertação frente ao poder que impede o entendimento e a ação responsável indicam que estamos em novos tempos, os tempos messiânicos.

No entanto os líderes religiosos, que se consideram senhores do saber e da própria ação de Deus, têm outro argumento para desqualificar a ação de Jesus.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O Poderoso fez por mim maravilhas, e Santo é o seu nome

Cor Litúrgica: Branco

Apresentação da Bem-aventurada Virgem Maria | Memória | Sexta-feira


Naquele tempo, 46 enquanto Jesus estava falando às multidões, sua mãe e seus irmãos ficaram do lado de fora, procurando falar com ele. 47 Alguém disse a Jesus: “Olha! Tua mãe e teus irmãos estão aí fora, e querem falar contigo”. 48 Jesus perguntou àquele que tinha falado: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 49 E, estendendo a mão para os discípulos, Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. 50 Pois todo aquele que faz a vontade do meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. (Mt 12,46-50).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam sempre com todos vocês.

Jesus continua discutindo com seus adversários. Incapazes de perceber a ação de Deus no bem e na vida oferecida aos pobres, tornam-se cada vez mais duros e insensíveis. Com isso, rejeitam definitivamente o Reino que Jesus vem anunciando e realizando.
Jesus declara a formação de uma nova família, composta por pessoas que se identificam com Ele por aceitarem fazer a vontade de Deus em suas vidas.

Tenham todos uma abençoada Sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Os céus proclamam a glória do Senhor!

Cor Litúrgica: Verde

32ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 26 “Como aconteceu nos dias de Noé, assim também acontecerá nos dias do Filho do Homem. 27 Eles comiam, bebiam, casavam-se e se davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca. Então chegou o dilúvio e fez morrer todos eles. 28 Acontecerá como nos dias de Ló: comiam e bebiam, compravam e vendiam, plantavam e construíam. 29 Mas no dia em que Ló saiu de Sodoma, Deus fez chover fogo e enxofre do céu e fez morrer todos. 30 O mesmo acontecerá no dia em que o Filho do Homem for revelado. 31 Nesse dia, quem estiver no terraço, não desça para apanhar os bens que estão em sua casa. E quem estiver nos campos não volte para trás. 32 Lembrai-vos da mulher de Ló. 33 Quem procura ganhar a sua vida, vai perdê-la; e quem a perde, vai conservá-la. 34 Eu vos digo: nessa noite, dois estarão numa cama; um será tomado e o outro será deixado. 35 Duas mulheres estarão moendo juntas; uma será tomada e a outra será deixada. 36 Dois homens estarão no campo; um será levado e o outro será deixado”. 37 Os discípulos perguntaram: “Senhor, onde acontecerá isso?” Jesus respondeu: “Onde estiver o cadáver, aí se reunirão os abutres”. (Lc 17,26-37).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja sempre com vocês.

O Reino não é para ser procurado por meio de sinais fantásticos; ele se manifesta em todos os espaços e oportunidades em que a prática do Messias dos pobres é recriada e difundida.

Diante das preocupações quanto ao fim dos tempos, Jesus enfatiza que o mais importante é a firmeza permanente em relação aos compromissos do discipulado, baseados na oferta da vida a serviço dos demais.

Tenham todos uma abençoada Sexta-Feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações

Cor Litúrgica: Verde

31ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, 1 Jesus disse aos discípulos: “Um homem rico tinha um administrador que foi acusado de esbanjar os seus bens. 2 Ele o chamou e lhe disse: ‘Que é isto que ouço a teu respeito? Presta contas da tua administração, pois já não podes mais administrar meus bens’. 3 O administrador então começou a refletir: ‘O senhor vai me tirar a administração. Que vou fazer? Para cavar, não tenho forças; de mendigar, tenho vergonha. 4 Ah! Já sei o que fazer, para que alguém me receba em sua casa quando eu for afastado da administração’. 5 Então ele chamou cada um dos que estavam devendo ao seu patrão. E perguntou ao primeiro: ‘Quanto deves ao meu patrão?’ 6 Ele respondeu: ‘Cem barris de óleo!’ O administrador disse: ‘Pega a tua conta, senta-te, depressa, e escreve cinquenta!’ 7 Depois ele perguntou a outro: ‘E tu, quanto deves?’ Ele respondeu: ‘Cem medidas de trigo’. O administrador disse: ‘Pega tua conta e escreve oitenta’. 8 E o senhor elogiou o administrador desonesto, porque ele agiu com esperteza. Com efeito, os filhos deste mundo são mais espertos em seus negócios do que os filhos da luz”. (Lc 16,1-8).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Por um caminho mais que discutível, o administrador descobre que sua possibilidade de sobrevivência está no cuidado com gente pobre e endividada!

A parábola, mais uma vez, se refere ao uso adequado dos bens e recursos disponibilizados, num cenário de forte desigualdade social. O texto oferece algumas sugestões de reflexão e prática, para dizer que não é possível oferecer lealdade a senhores contrários. O único senhorio digno é o de Deus, que é senhorio de vida e liberdade.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Glorifica o Senhor, Jerusalém!

Cor Litúrgica: Verde

30ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


1 Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 2 Diante de Jesus, havia um hidrópico. 3 Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?” 4 Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o. 5 Depois lhes disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?” 6 E eles não foram capazes de responder a isso. (Lc 14,1-6).

Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Mais uma vez, ao curar um doente, Jesus quebra os esquemas religiosos e dá pleno sentindo ao Sábado. Da mesma forma que em Lc13,10-17, a ação de Jesus se dá diante dos líderes, para questionar suas posturas e convicções.

O legalismo religioso impede perceber que a ação do Messias liberta de todo tipo de amarras. A cura eleva o Sábado à sua maior grandeza, por manifestar o propósito pleno da criação: a vida libertada de homens e mulheres, imagens de Deus. Para deixar claro que a realização do Reino não obedece a esquemas preestabelecidos e atinge interesses e instituições, Jesus introduz na discussão as parábolas que vêm a seguir.

Tenham todos uma abençoada Sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Ensinai-me a fazer vossa vontade!

Cor Litúrgica: Verde

29ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente? Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”. (Lc 12,54-59)

Amados irmãos e irmãs,

que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

É fundamental que as pessoas compreendam o alcance da ação do Messias dos pobres, do mesmo modo como reconhecem, pela observação da natureza, as mudanças do clima.

Essa exortação à prudência, em termos muito práticos, nos convida a discernir o que acontece na realidade, especialmente à luz da ação de Jesus.

Que todos tenham uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

Vós sois para mim proteção e refúgio, eu canto bem alto a vossa salvação

Cor Litúrgica: Vermelho

Santo Inácio de Antioquia, bispo e mártir | Memória | Sexta-feira


Naquele tempo, 1 milhares de pessoas se reuniram, a ponto de uns pisarem os outros. Jesus começou a falar, primeiro a seus discípulos: “Tomai cuidado com o fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. 2 Não há nada de escondido, que não venha a ser revelado, e não há nada de oculto que não venha a ser conhecido. 3 Portanto, tudo o que tiverdes dito na escuridão, será ouvido à luz do dia; e o que tiverdes pronunciado ao pé do ouvido, no quarto, será proclamado sobre os telhados. 4 Pois bem, meus amigos, eu vos digo: não tenhais medo daqueles que matam o corpo, não podendo fazer mais do que isto. 5 Vou mostrar-vos a quem deveis temer: temei aquele que, depois de tirar a vida, tem o poder de lançar-vos no inferno. Sim, eu vos digo, a este temei. 6 Não se vendem cinco pardais por uma pequena quantia? No entanto, nenhum deles é esquecido por Deus. 7 Até mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais”. (Lc 12,1-7).

Amados irmãos e irmãs,
que a paz do Senhor e o amor de Maria estejam com todos vocês.

Ao alertar contra a hipocrisia dos fariseus, Jesus nos convida a não temer o testemunho do compromisso com o Messias dos pobres, em toda e qualquer ocasião.

Nem mesmo a morte — que pode alcançar o discípulo por causa do seu testemunho — deve ser motivo de medo, pois Deus é o Senhor da vida.

Quem se compromete com Jesus tem a certeza de que sua missão é conduzida pelo Espírito Santo. Por isso, não deve recuar diante das difamações e hostilidades, nem recorrer aos mesmos meios usados pelos opositores.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

O Senhor há de julgar o mundo inteiro com justiça

Cor Litúrgica: Verde

27ª Semana do Tempo Comum | Sexta-feira


Naquele tempo, Jesus estava expulsando um demônio. 15 Mas alguns disseram: “É por Belzebu, o príncipe dos demônios, que ele expulsa os demônios”. 16 Outros, para tentar Jesus, pediam-lhe um sinal do céu. 17 Mas, conhecendo seus pensamentos, Jesus disse-lhes: “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído; e cairá uma casa por cima da outra. 18 Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo, como poderá sobreviver o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que eu expulso os demônios. 19 Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios, vossos filhos os expulsam por meio de quem? Por isso, eles mesmos serão vossos juízes. 20 Mas, se é pelo dedo de Deus que eu expulso os demônios, então chegou para vós o Reino de Deus. 21 Quando um homem forte e bem armado guarda a própria casa, seus bens estão seguros. 22 Mas, quando chega um homem mais forte do que ele, vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava, e reparte o que roubou. 23 Quem não está comigo, está contra mim. E quem não recolhe comigo, dispersa. 24 Quando o espírito mau sai de um homem, fica vagando em lugares desertos, à procura de repouso; não o encontrando, ele diz: ‘Vou voltar para minha casa de onde saí’. 25 Quando ele chega, encontra a casa varrida e arrumada. 26 Então ele vai, e traz consigo outros sete espíritos piores do que ele. E, entrando, instalam-se aí. No fim, esse homem fica em condição pior do que antes”. (Lc 11,15-26).

Amados irmãos e irmãs que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.

Alguns dos presentes não conseguem reconhecer a ação divina em Jesus. Mesmo vendo um milagre, um homem curado de sua mudez, preferem atribuir o bem ao mal, acusando Jesus de agir em nome de Belzebu. Muitas vezes, por orgulho, cegueira espiritual ou medo, preferimos desacreditar o que vem de Deus. Há também uma tentação constante de interpretar o mundo com base em nossos preconceitos. O mal, por vezes, tenta se disfarçar como bem, mas também acontece o oposto: o bem é injustamente atacado como se fosse mal.

Jesus responde com clareza: um reino dividido não subsiste. Se Satanás está lutando contra si mesmo, então seu fim está próximo. Jesus desmonta a lógica dos acusadores com sabedoria. O Reino de Deus é harmonia, unidade e clareza. Onde há divisão e confusão, muitas vezes há ação do maligno. Essa passagem também nos chama a discernir os sinais dos tempos: se vemos frutos bons, é sinal da presença de Deus.

Jesus diz que expulsa os demônios pelo “dedo de Deus”, uma expressão que remete ao poder divino, como no Êxodo e nos Dez Mandamentos. A libertação verdadeira vem de Deus. Quando ele age, não há dúvidas. A presença do Reino se manifesta onde há libertação, cura, vida nova. Mas é preciso reconhecer esse dedo de Deus nos pequenos e grandes sinais da vida.

Jesus conta uma breve parábola: um homem forte guarda seus bens, mas vem outro mais forte e o vence. Aqui, o “homem forte” representa Satanás, e o “mais forte” é o próprio Cristo. Jesus é mais forte que todo mal. Ele veio para desarmar o inimigo e libertar aqueles que estavam presos. Mas isso também exige de nós decisão: estamos com Jesus ou contra ele? Não há neutralidade na vida espiritual.

Jesus adverte: quando um espírito maligno sai de alguém, ele procura descanso. Se volta e encontra a “casa varrida e arrumada, mas vazia “, traz outros sete piores. A condição final da pessoa torna-se pior que antes. Não basta ser liberto do mal,é preciso preencher-se de Deus. O mal aproveita o vazio. O coração humano, uma vez limpo, precisa ser habitado pelo Espírito Santo, pela palavra, pela oração, por boas obras. Caso contrário, o risco de recaída e até piora espiritual é real.

Tenham todos uma abençoada sexta-feira!


Mauricéia Araújo

Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.