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Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei

Cor Litúrgica: Roxo

Depois das Cinzas | Sábado


Naquele tempo, 27 Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me.” 28 Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29 Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30 Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” 31 Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32 Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão”. (Lc 5,27-32).

No evangelho de hoje Jesus se apresenta como médico, sua resposta tem tom irônico, pois não quis dizer que os fariseus eram justos, pelo contrário, critica-os porque se acham “santos” “justos” “sadios”. Só procura um médico quem se reconhece doente, só procura Jesus quem reconhece seus pecados, sua miséria. Portanto, quem procura Jesus é porque reconhece a necessidade.

O Senhor detesta hipocrisia, por isto, a cura só chega para quem se reconhece ferido. Não cura quem finge estar bem, Deus cura quem se deixa tocar em sua verdade. Ele não se afasta do pecador, Ele se afasta da soberba que se disfarça de virtude. Somos convocados a imitar nosso senhor, acolhendo o pecador mais não apoiando seu pecado.

Deus com certeza não espera que demos apoio a quem anda no pecado, mas que tenhamos o coração aberto para acolher e conduzir os que não O conhecem. A vontade do Senhor é que todos entrem pela sua porta para a eternidade. Portanto não nos cabe o julgamento, pois “o homem vê aparências, mas Deus vê o coração”.

O Senhor não exige perfeição, exige fidelidade. No seguimento a Jesus não se vive de aparências, mas de luta diária para acertar sem desanimar jamais.

Um abençoado sábado pela intercessão da Bem aventurada, a nossa mãe santíssima Maria!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Ó Senhor, ensinai-me os vossos mandamentos

Cor Litúrgica: Verde

4ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, 30 os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto, e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32 Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33 Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34 Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. (Mc 6,30-34).

Paz e bem amados irmãos!

Os discípulos voltam da missão com grande animação, gente chegando de todo lado, demandas sem parar. Algo muito forte é mencionado: não havia tempo nem para o essencial, comer!

O evangelista Marcos descreve um cenário muito familiar nos dias de hoje. Vivemos sob a exigência de rapidez: respostas imediatas, produtividade constante, presença online, cobrança de resultados. Fazer mais, mais rápido, o tempo todo. E quase sem perceber, o essencial vai ficando para depois: o descanso, a escuta, a interioridade, o cuidado consigo e com o outro.

Jesus percebe isso antes mesmo que os discípulos reclamem. O convite ao deserto não é fuga da realidade, mas condição para continuar nela sem se perder.

O Olhar atento de Jesus se cruza com duas realidades tocantes: A necessidade de descansar e se alimentar dos apóstolos e a sede do povo em ouvi-lo. Nada passa despercebido aos olhos do Nosso Senhor.

Hoje somos convidados por Jesus a voltar nosso olhar para nossas necessidades, sobre o que é essencial! O Evangelho nos alerta: quando tudo é urgente, o essencial pode ser negligenciado. E sem o essencial, até as boas ações se tornam pesadas, vazias ou mecânicas. Deus não exige performance, mas presença, inteireza, que tenhamos vida em abundância.

Ouça as necessidades do seu corpo, da sua alma e da sua mente. Que a pressa não te impeça de cuidar-se! Como nos diz a Sagrada Escritura: “há um tempo para cada coisa”, só precisa se organizar.

Um abençoado dia!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Nossa vida é uma seta que aponta Jesus

Cor Litúrgica: Branco

Tempo do Natal antes da Epifania | Sábado


No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!” (Jo 1,19-28)

Paz e bem amados irmãos em Cristo!

Joao Batista é o último dos profetas, aquele que disse ter vindo preparar os caminhos do Senhor e que a cada santa Missa recordamos o que ele falou: “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. De fato, Joao se tornou a seta que apontava sempre para Jesus. E assim como João, essa também é nossa missão, de sermos setas que apontam para Jesus, pois aquele que se encontrou com Ele não pode guardar esta experiência só para si. Muitas outras pessoas podem ser tocadas e transformadas a partir do nosso testemunho.

Quem é íntimo de Deus não guarda a revelação para si. João passa da contemplação ao testemunho. Sua vida inteira foi preparada para este momento: ver, reconhecer e apontar. Ele não retém discípulos, não disputa centralidade, não constrói prestígio. Sua alegria é desaparecer para que o Filho seja manifestado.

Joao afirma que não o conhecia. Mas de onde vinha a certeza de que Jesus era o filho de Deus?

João confessa que não conhecia Jesus por si mesmo, nem por laços humanos, mas por revelação direta de Deus. A intimidade de João com Deus manifesta-se no fato de ele escutar, guardar e reconhecer o sinal dado. Joao vivia para a missão de preparar os caminhos, vivia mergulhado na Palavra para que pudesse reconhecer os sinais dos tempos. Joao vivia em constante oração para não se desviar do propósito do Senhor na sua vida e para toda a humanidade.

Nós também temos a necessidade de buscar essa amizade com Deus para que escutemos dEle as decisões e atitudes que precisamos tomar em nossas vidas. Pois, o que Ele tem para cada um de nós é sempre o melhor. Que o Espirito Santo nos conduza neste novo ano com sabedoria e discernimento no rumo de Sua vontade.

Um abençoado sábado para você!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Um coração contemplativo

Cor Litúrgica: Branco

São João, Apóstolo e Evangelista – Festa | Sábado


No primeiro dia da semana, 2 Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. 3 Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. 4 Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. 5 Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. 6 Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão 7 e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. 8 Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu, e acreditou. (Jo 20,2-8).

Paz e bem, amados irmãos em Cristo!

Hoje celebramos a memória do Apostolo e Evangelista João. Ele é indicado na sagrada escritura como aquele que Jesus mais amava, este é um relato que não representa apenas uma preferência, porque Deus não faz distinção de pessoas, Ele ama a todos; mais a palavra traz esse fato para indicar que João era dos mais chegados, talvez o mais íntimo de Jesus.

De acordo com Santo Agostinho enquanto Pedro representa a Igreja ativa na autoridade e missão, João representa a Igreja contemplativa representada no amor e permanência. Foi a Pedro que o Senhor confiou os cuidados na condução da Igreja, mas quem esteve até o fim junto a Jesus foi João.

Aos pés da Cruz ele permaneceu, assumiu os cuidados para com Nossa Senhora. Jesus conhecia profundamente os seus apóstolos, suas fortalezas e fraquezas, e de acordo com as capacidades de cada um lhes confiou a evangelização.

O relato do evangelho mostra o quanto João respeitava a autoridade de Pedro. Sendo jovem, correu mais depressa e chegou primeiro, mas aguardou Pedro entrar. Ao entrar viu aquele cenário e já acreditou na ressurreição de jesus. Seu coração era contemplativo, cheio de fé, conhecia bem seu Mestre e guardou suas palavras no coração.

Peçamos hoje a intercessão do Apóstolo João para que também nós sejamos cada dia mais contemplativos, guardando a Palavra no coração e colocando-a em prática, a fim de que permaneçamos fieis até o fim Aquele que nos ama e se entregou por nós.

Um santo e abençoado Natal!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Alegra-te


COR LITÚRGICA: ROXO
3ª Semana do Advento | Sábado


26 No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27 a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28 O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” 29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30 O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31 Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32 Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33 Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. 34 Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35 O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36 Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37 porque para Deus nada é impossível”. 38 Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lc 1,26-38)

Bom dia queridos irmãos! Paz e bem!

É natal! Que benção e que alegria estarmos neste tempo lindo da nossa fé!

Alegra-te! Esta é a vontade de Deus para nós seus filhos amados! O desejo de Deus para nós meus irmãos é a felicidade; portanto, o que está fora da nossa felicidade não é plano de Deus para nós. O desejo de Deus para vocêé felicidade!

A mesma mensagem do anjo Gabriel a Maria eu quero dizer a você, meu irmão, minha irmã, você encontrou graça diante de Deus! Sabe porquê? Por que Ele mandou o seu Filho para nos salvar, para expiar a culpa que pesava sobre todos nós. Não por merecimento nosso, mas por bondade, por misericórdia, Deus nos concedeu sua graça.

Diz a palavra em Eclesiástico 30,23 que a alegria é a vida do homem. A alegria nos faz ver a beleza da vida. Façamos um esforço de olhar a vida pela lente da alegria. Eu sei que muito mais temos motivos para louvar e se alegrar em Deus, do que se entristecer e lamentar. A gratidão nos ajuda a estarmos alegres, pois reconhecemos quanto bem nos faz o Senhor a todo instante e isto enche o nosso coração de satisfação, de fé e amor pelo dom da vida.

A alegria é um fruto do Espirito Santo, então peçamos constantemente que Ele nos conceda esta graça de estarmos sempre alegres. Mesmo em meio as  tribulações, ainda assim é possível mantermos nosso espirito alegre, ainda assim é possível nos mantermos gratos ao Senhor de nossas vidas.

Nos disse o profeta Neemias 8, 10: “Não estejais na tristeza, pois a alegria do Senhor será a vossa força” Faça da alegria a tua bandeira, pois nos diz o Eclesiástico que a tristeza matou a muitos e não há nela utilidade alguma. Não se entregue a tristeza, não desanime, Deus te quer sorrindo. Coragem valente guerreiro, valente guerreira! A tempestade vai passar, alimente a fé na certeza de que Deus não te criou para a infelicidade. O projeto de Deus para você é f-e-l-i-c-i-d-a-d-e!

Que o Espirito Santo derrame sobre todos nós o dom da alegria e a graça da gratidão. Amem!

Um santo e abençoado sábado!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios

Ser do bem, faz bem!

Cor Litúrgica: Roxo

1ª Semana do Advento | Sábado


Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Enviou-os com as seguintes recomendações: “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!” (Mt 9,35-10,1.6-8)

Paz e bem, amados irmãos em Cristo.

A palavra que ressoa no meu coração ao meditar o evangelho de hoje é o bem. Jesus se compadece da multidão e deseja realizar o bem; chama os discípulos, envia-os em missão para fazer o bem e nos convoca ao mesmo compromisso: de graça recebestes, de graça deveis dar.

Pertencer a Deus é escolher o bem e praticá-lo. Como filhos amados, não podemos nos cansar de fazer o bem, pois o bem faz bem. Cada gesto, por menor que pareça, transforma o ambiente ao nosso redor. E mesmo que demore, os frutos sempre chegam. Quem planta o bem jamais permanece infeliz, porque essa semente nunca fica estéril.

Enquanto temos tempo, façamos o bem. Não sabemos quanto tempo nos resta, por isso não vale a pena desperdiçar oportunidades. O teólogo cristão John Wesley nos recorda: faça todo o bem que puder, por todos os meios que puder, de todas as maneiras que puder, para todas as pessoas que puder, durante o maior tempo que puder.

Não espere por grandes ocasiões para ser bom. São os gestos simples que aliviam dores, aproximam corações e espalham amor pelo mundo.

São Paulo nos adverte para não relaxarmos, pois, se perseverarmos, colheremos o bem. Mesmo que a recompensa não venha de imediato, mesmo que sejamos incompreendidos ou mal julgados, não desistamos. A colheita é certa.

Madre Teresa de Calcutá também nos ensina: o bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã; faça o bem assim mesmo. No fim de tudo, é entre você e Deus. Nunca foi entre você e os outros. E a verdade é que a pessoa mais abençoada pelo bem que você fizer será você mesmo. Fazer o bem sem esperar nada em troca é caminho seguro de felicidade.

Que o Espírito Santo ilumine o nosso coração e fortaleça em nós o desejo de viver para fazer o bem. Amém.


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Perseverar na oração

Cor Litúrgica: Verde

32ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, Jesus contou aos discípulos uma parábola, para mostrar-lhes a necessidade de rezar sempre, e nunca desistir, dizendo: “Numa cidade havia um juiz que não temia a Deus, e não respeitava homem algum. Na mesma cidade havia uma viúva, que vinha à procura do juiz, pedindo: ‘Faze-me justiça contra o meu adversário!’ Durante muito tempo, o juiz se recusou. Por fim, ele pensou: ‘Eu não temo a Deus, e não respeito homem algum. Mas esta viúva já me está aborrecendo. Vou fazer-lhe justiça, para que ela não venha a agredir-me!'” E o Senhor acrescentou: “Escutai o que diz este juiz injusto. E Deus, não fará justiça aos seus escolhidos, que dia e noite gritam por ele? Será que vai fazê-los esperar? Eu vos digo que Deus lhes fará justiça bem depressa. Mas o Filho do homem, quando vier, será que ainda vai encontrar fé sobre a terra?” (Lc 18,1-8)

Paz e bem amados irmãos em Cristo!

A parábola é plano de fundo para mostrar a necessidade de orar sempre. Jesus usa de parábolas para facilitar nossa compreensão. Fala de um juiz que não teme a Deus, mas que pela insistência da viúva lhe faz justiça.

O temo central da parábola é sobre a constância na oração; se a viúva não tivesse insistido, não teria alcançado justiça. Não é que Deus se recuse a fazer justiça, mas Ele age no tempo certo. A demora de Deus não deve nos fazer esmorecer, desanimar na fé; é por isso que Jesus questiona, se quando Ele voltar encontrará fé sobre a terra, pois a fé deve ser a base para a oração, sem fé não existe oração.

Na carta de São Paulo aos colossenses 4,2, ele nos exorta a perseverar na oração, pois a oração não é algo fácil a ser realizado. Para alguns se trata apenas de um diálogo comum ou repetição de palavras; mas pelo lado espiritual sabemos que se torna difícil muitas vezes, pois há um combate espiritual que se trava a fim de que desistamos da oração e de seus benefícios.

Não precisamos de perseverança para aquilo que é fácil, pois logo o conseguimos sem dificuldade, mas o apostolo nos diz para sermos perseverantes na oração devido ao seu valor espiritual, ao poder que a oração nos confere, e por isto surgem as dificuldades. Logo, se não é fácil nos manter firmes na oração, precisamos nos disciplinar para não desanimar na prática diária.

Muitos irmãos desistem da oração por falta de organização. Se sabemos que há um combate que quer impedir nossa comunicação com Deus, a primeira coisa que devemos organizar é nosso tempo disponível para Ele.

Qual organização você precisa fazer para perseverar na oração?

Deus abençoe e conduza suas escolhas. Abençoado sábado!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

O amor ao dinheiro nos rouba da presença de Deus

Cor Litúrgica: Verde

31ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Usai o dinheiro injusto para fazer amigos, pois, quando acabar, eles vos receberão nas moradas eternas. Quem é fiel nas pequenas coisas também é fiel nas grandes, e quem é injusto nas pequenas também é injusto nas grandes. Por isso, se vós não sois fiéis no uso do dinheiro injusto, quem vos confiará o verdadeiro bem? E se não sois fiéis no que é dos outros, quem vos dará aquilo que é vosso? Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou odiará um e amará o outro, ou se apegará a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro”. Os fariseus, que eram amigos do dinheiro, ouviam tudo isso e riam de Jesus. Então, Jesus lhes disse: “Vós gostais de parecer justos diante dos homens, mas Deus conhece vossos corações. Com efeito, o que é importante para os homens, é detestável para Deus”.(Lc 16,9-15)

Paz e bem amados irmãos em Cristo!

O Senhor nos alerta que quem serve a Deus não pode servir ao dinheiro. Isto significa que o dinheiro é ruim? O dinheiro não é ruim, o problema não é o dinheiro, o problema está em nossa ambição pelo dinheiro. O dinheiro é uma moeda de troca; é com o dinheiro que compro o que preciso para sobreviver e posso fazer muitas coisas boas com ele.

E como saber se o dinheiro é ou não o meu Senhor? Papa Francisco disse que “o apego ao dinheiro destrói a fraternidade humana e adoece as pessoas”. Não é o dinheiro que destrói ou adoece, é o apego ao dinheiro, ou seja, a idolatria ao dinheiro. Então, se o apego ao dinheiro me impede de ajudar a quem precisa, isto é um alerta, e significa que amo mais o dinheiro que ao irmão, e isto vai contra a lei que o Senhor nos ordenou: amai-vos uns aos outros.

Saibamos preferir sempre os bens espirituais, pois os bens materiais passam. O dinheiro serve ao nosso corpo, as nossas necessidades, isto é importante, mas não mais que os bens celestiais. Observemos que as coisas mais importantes, mais preciosas para nós, não se compra. Ninguém consegue comprar amor, amizade, fé, valores.

Em nossas escolhas estejamos atentos para escolher o que não passa, aquilo que levaremos para a eternidade; cuidado com as pequenas escolhas que colocam Deus de lado, pois de forma muito discreta é que o amor ao dinheiro vai nos roubando da presença de Deus.

O próprio Jesus nos questiona: Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?( Marcos 8:36). Meus irmãos o problema não é ter dinheiro, é permitir que a sede de ter sempre mais, nos impeça de socorrer o próximo.

Já nos disse Santo Agostinho que: “O supérfluo dos ricos é propriedade dos pobres”. Este é o motivo de tantas desigualdades: a má distribuição das riquezas. O luxo de alguns sustenta a miséria de milhares.

Lutemos pelo céu, peçamos ao Senhor a graça de não ter o coração corrompido pela ambição, mas que a caridade nos acompanhe em todos os dias de nossas vidas; pois se somos fieis no pouco, Ele nos confiará mais.

Abençoado sábado!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Ide, este é o convite do Senhor

Cor Litúrgica: Vermelho

São Lucas, Evangelista | Festa | Sábado


Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’ “. (Lc 10,1-9).

Paz e bem, amados irmãos em Cristo!

Jesus envia dois a dois, para nos ensinar que a união em prol de uma causa é essencial; que contar com alguém é alento em meio as adversidades, coragem mesmo querendo fraquejar, é alegria no caminhar.

Os discípulos são instruídos a orar para que o Senhor envie missionários; é pela oração que vem o reforço. Por mais que desejemos juntar pessoas pela causa do Reino, com nossas forças apenas, é inútil. Tudo pode ser mudado pela força da oração, Jesus nos ensinou, e isto revela nossa dependência no seu poder, nossa humildade em reconhecer que Ele é onipotente.

Jesus afirmava que a colheita era grande se referindo aos corações, aos muitos corações que precisavam ser conquistados para o Senhor, que precisavam ouvir falar sobre o amor de Deus. Hoje, mais do que nunca temos necessidade de operários, evangelizadores que amem e deem a vida pelo Reino de Deus, pois somente aqueles que se deixam transbordar em amor serão capazes de levar a mensagem do Deus amor. A boa nova precisa alcançar os quatro cantos da terra, precisa ser propagada a verdade de que o Reino de Deus está próximo, está no meio de nós, começa em nós.

Ele envia os seus discípulos com a mensagem de paz, o compromisso é de paz. Como cordeiros entre lobos são enviados para significar que, mesmo em meio às adversidades, precisariam dar o testemunho de mansidão, de embaixadores da paz. O próprio Cristo nos ensinou que pelos frutos se conhece a arvore, portanto aquele que se diz discípulo de Jesus precisa estar comprometido com a paz, ser mensageiro desta.

O ide não foi apenas para aquele tempo, Jesus continua a chamar pessoas dispostas a lutar por uma causa, a construção da civilização do amor. Na liberdade de filho amado de Deus, deixe-se conduzir pelo Espirito Santo, para que através de você, muitos venham a conhecer e amar Jesus, princípio e razão de tudo.

Um abençoado sábado para você!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

A felicidade ao alcance de todos

Cor Litúrgica: Verde

27ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, enquanto Jesus falava, uma mulher levantou a voz no meio da multidão e lhe disse: “Feliz o ventre que te trouxe e os seios que te amamentaram”. Jesus respondeu: “Muito mais felizes são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a põem em prática”.(Lc 11,27-28)

Paz e bem, amados irmãos em Cristo!

Jesus está em um de seus discursos, sua sabedoria encanta as multidões, e do meio do povo, alguém se levanta em louvor para bendizer Maria por tê-lo trazido ao mundo. Aquela mulher se sentia tão grata a Deus que necessitava expressar sua alegria. Mas o que Jesus ensina a partir desta situação é muito mais importante.

Alguns até tentam descredibilizar Maria pela forma como Jesus falou, mas na verdade, Ele a exaltou mais ainda, mostrou que ela era mais bem-aventurada por ter acreditado do que por ter concebido. A concepção de Jesus só aconteceu porque antes Maria acreditou nas palavras do anjo e se colocou a inteira disposição do Senhor.

É bem-aventurado, ou seja, é feliz quem ouve a Palavra de Deus e a coloca em prática. Enquanto muitos buscam a felicidade em coisas e pessoas, poder e fama; aqui está o segredo para alcança-la: Obedecer a Palavra. As sagradas escrituras possuem um inesgotável tesouro de orientações para bem viver e alcançar a salvação.

Jesus nos ensina ainda hoje, que por mais importante que nos sintamos, por mais conquistas que tenhamos alcançado, bens que tenhamos juntado; nada se compara a alegria de conhecê-lo e obedecer-lhe. Esta felicidade está ao alcance de todos, porque Ele se deixa encontrar (Isaias 55,6).

E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o coração e a mente de vocês em Cristo Jesus. (Filipenses 4,7) Essa paz tão almejada está ao alcance de todos; viver na vontade de Deus é o caminho, portanto, conhecer os planos dEle para nossas vidas é possível por meio da Sua santa palavra.

Busque e encontrará (Mateus 7,7).

Um abençoado sábado para você!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Alegre-se em ter o nome no céu!

Cor Litúrgica: Branco

São Francisco de Assis, religioso | Memória | Sábado


Naquele tempo, 17 os setenta e dois voltaram muito contentes, dizendo: “Senhor, até os demônios nos obedeceram por causa do teu nome”. 18 Jesus respondeu: “Eu vi Satanás cair do céu, como um relâmpago. 19 Eu vos dei o poder de pisar em cima de cobras e escorpiões e sobre toda a força do inimigo. E nada vos poderá fazer mal. 20 Contudo, não vos alegreis porque os espíritos vos obedecem. Antes, ficai alegres porque vossos nomes estão escritos no céu”. 21 Naquele momento, Jesus exultou no Espírito Santo e disse: “Eu te louvo, Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste essas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste aos pequeninos. Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 22 Tudo me foi entregue pelo meu Pai. Ninguém conhece quem é o Filho, a não ser o Pai; e ninguém conhece quem é o Pai, a não ser o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. 23 Jesus voltou-se para os discípulos e disse-lhes em particular: “Felizes os olhos que veem o que vós vedes! 24 Pois eu vos digo que muitos profetas e reis quiseram ver o que estais vendo, e não puderam ver; quiseram ouvir o que estais ouvindo, e não puderam ouvir”. (Lc 10,17-24).

Paz e bem amados irmãos em Cristo!

São 72 discípulos que voltam radiantes da missão, o motivo é que os espíritos malignos lhes eram submissos. Este poder, o Senhor concede a todos os que lhes são fiéis. A certeza que precisa reinar em nossa vida, é que o Senhor nos concede o poder para submeter a Satanás, ou seja, não podemos ter medo do diabo; estar debaixo da proteção do Altíssimo é a garantia da vitória.

Aquele que se constitui discípulo de Cristo, a nenhum poder do mal precisa temer, pois nos disse Jesus: “…o príncipe deste mundo já está julgado e condenado” (Joao 16,11). Assumir Jesus como Senhor das nossas vidas, nos confere viver sem temer mal algum.

A missão concedida aos 72, Jesus também conferiu a mim e a você, mas este não deve ser o motivo maior da nossa alegria, Jesus anuncia que a nossa maior alegria, deve consistir em ter o nome escrito no céu.

Como de fato, ter o nome escrito no céu?

Esta pergunta, nos remete ao que disse Jesus em Mateus 7:21 que “nem todo aquele que diz senhor, senhor entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu pai que está nos céus”. Todo aquele que quer seu nome escrito no céu, que deseja passar a eternidade junto de Deus, deve fazer a vontade do Pai. Há muitos falando de Deus, servindo na igreja, mas o coração está distante dEle, segundo as escrituras: “sem santidade, ninguém verá a Deus” (Hebreus 12,14), portanto estamos numa caminhada de conversão, trilhamos o caminho de volta para a casa do Pai, e isto exige mudança de vida, conformar a vida com os evangelho.

Um abençoado sábado para você!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

O importante é ser solo fértil para frutificar

Cor Litúrgica: Vermelho

Santos André Kim Tae-gon, presbítero, Paulo Chóng Hasang e companheiros, mártires | Memória | Sábado


Naquele tempo, 4 reuniu-se uma grande multidão, e de todas as cidades iam ter com Jesus. Então ele contou esta parábola: 5 “O semeador saiu para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada e os pássaros do céu a comeram. 6 Outra parte caiu sobre pedras; brotou e secou, porque não havia umidade. 7 Outra parte caiu no meio de espinhos; os espinhos cresceram juntos, e a sufocaram. 8 Outra parte caiu em terra boa; brotou e deu fruto, cem por um”. Dizendo isso, Jesus exclamou: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 9 Os discípulos lhe perguntaram o significado dessa parábola. 10 Jesus respondeu: “A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus. Mas aos outros, só por meio de parábolas, para que olhando não vejam, e ouvindo não compreendam. 11 A parábola quer dizer o seguinte: A semente é a Palavra de Deus. 12 Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouviram, mas, depois, vem o diabo e tira a Palavra do coração deles, para que não acreditem e não se salvem. 13 Os que estão sobre a pedra são aqueles que, ouvindo, acolhem a Palavra com alegria. Mas eles não têm raiz: por um momento acreditam; mas na hora da tentação voltam atrás. 14 Aquilo que caiu entre os espinhos são os que ouvem, mas, com o passar do tempo, são sufocados pelas preocupações, pela riqueza e pelos prazeres da vida, e não chegam a amadurecer. 15 E o que caiu em terra boa são aqueles que, ouvindo com um coração bom e generoso, conservam a Palavra, e dão fruto na perseverança”. (Lc 8,4-15).

Paz e bem amados irmãos em Cristo!

A semente é a Palavra de Deus, e conta-nos o Senhor, que a semente foi lançada em vários terrenos, a beira do caminho, em solo pedregoso, entre os espinhos e a terra boa. Não vamos nos deter em nos vários tipos de terreno, pois só um nos interessa: o solo fértil, o solo que produz os frutos.

Se hoje a palavra não tem produzido frutos em sua vida, é hora de buscar preparar melhor o terreno para colher os frutos benditos da Palavra de Deus. Assim como nos ensina a Palavra, cada tipo de solo precisa de um tipo de tratamento, de manejo, portanto, quero lhe sugerir algumas orientações para ser solo sempre fértil:

Antes de tudo a palavra precisa se tornar seu alimento diário, ou seja, todos os dias é necessário ler e meditar as escrituras. Para isto é importante que você determine um tempo para a Palavra. Qual a hora mais propicia para você se alimentar da Palavra? Pode começar com alguns minutos, ou escolher um versículo para meditar durante o dia, e assim você irá se abrindo mais a palavra e intensificando esse tempo. Importante é ser fiel a este tempo.

E antes de iniciar cada leitura você precisa pedir o auxílio do Espirito Santo para compreender o que vai ler; é Ele que vem em auxílio as nossas fraquezas. Permita que o Espirito Santo ilumine teu entendimento e você testemunhará maravilhas através da Palavra.

Uma terceira orientação, sugiro que você busque ouvir pregações sempre que possível, para que se habitue a interpretar a palavra, pois “a fé vem pelo ouvir”, e quanto mais você ouvir, mais facilidade terá de compreender.

E para finalizar, tenha cuidado com o que você tem ouvido, com as conversas e músicas que você dá atenção, ao dar atenção a quaisquer palavras, seu coração se torna pedregoso; pode até acolher a palavra com alegria mais pouco tempo depois a perde porque na pedra a raiz morre. Cuide de seu coração e de seus pensamentos. Intensifique o cultivo do seu terreno para que produza muitos frutos.

Um abençoado fim de semana para você!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Jesus é o Senhor da Lei!

Cor Litúrgica: Verde

22ª Semana do Tempo Comum | Sábado


1 Num sábado, Jesus estava passando através de plantações de trigo. Seus discípulos arrancavam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. 2 Então alguns fariseus disseram: “Por que fazeis o que não é permitido em dia de sábado?” 3 Jesus respondeu-lhes: “Acaso vós não lestes o que Davi e seus companheiros fizeram, quando estavam sentindo fome? 4 Davi entrou na casa de Deus, pegou dos pães oferecidos a Deus e os comeu, e ainda por cima os deu a seus companheiros. No entanto, só os sacerdotes podem comer desses pães”. 5 E Jesus acrescentou: “O Filho do Homem é senhor também do sábado”. (Lc 6,1-5).

Paz e bem, amados irmãos em Cristo!

O Evangelho de hoje nos coloca diante de uma cena em que Jesus é criticado pelos fariseus porque seus discípulos, num dia de sábado, colhem algumas espigas para matar a fome. Para os fariseus, essa atitude era uma violação da lei. Mas para Jesus, era a revelação de algo muito mais profundo: Eu quero a misericórdia e não o sacrifício! (Mat 9,13)

A questão aqui não é simplesmente uma regra quebrada, mas o sentido da Lei. Os fariseus olhavam para a norma; Jesus olhava para a vida. Isto não significa afirmar que Jesus condenava a lei, ou que não devemos observa-la, pois o próprio Jesus disse: Não julgueis que vim abolir a Lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição. (Mat, 5,17)

A lei surgiu para servir ao homem, para orienta-lo e proporcionar o encontro com Deus. O Senhor nos ensina que a misericórdia e a necessidade humana estão acima de um legalismo frio. Não é a Lei que dá sentido à vida, é a vida que revela o verdadeiro espírito da Lei.

O sábado, que deveria ser sinal de descanso e comunhão com Deus, havia se tornado um peso, um fardo. A lei sem a misericórdia é tirana. Por isso é importante refletir hoje como temos vivenciado a nossa fé, vivido a religião. Será que esta, se tornou um fardo ou temos vivido segundo a orientação de Jesus?

Hoje somos chamados a rever nossa relação com Deus: não como servos de uma norma, mas como filhos que vivem no amor do Pai.

Abençoado sábado a todos!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.

Talento não se enterra, se multiplica!

Cor Litúrgica: Verde

21ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “Um homem ia viajar para o estrangeiro. Chamou seus empregados e lhes entregou seus bens. A um deu cinco talentos, a outro deu dois e ao terceiro, um; a cada qual de acordo com a sua capacidade. Em seguida viajou. O empregado que havia recebido cinco talentos saiu logo, trabalhou com eles, e lucrou outros cinco. Do mesmo modo, o que havia recebido dois lucrou outros dois. Mas aquele que havia recebido um só, saiu, cavou um buraco na terra, e escondeu o dinheiro do seu patrão. Depois de muito tempo, o patrão voltou e foi acertar contas com os empregados. O empregado que havia recebido cinco talentos entregou-lhe mais cinco, dizendo: ‘Senhor, tu me entregaste cinco talentos. Aqui estão mais cinco que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Chegou também o que havia recebido dois talentos, e disse: ‘Senhor, tu me entregaste dois talentos. Aqui estão mais dois que lucrei’. O patrão lhe disse: ‘Muito bem, servo bom e fiel! Como foste fiel na administração de tão pouco, eu te confiarei muito mais. Vem participar da minha alegria!’ Por fim, chegou aquele que havia recebido um talento, e disse: ‘Senhor, sei que és um homem severo, pois colhes onde não plantaste e ceifas onde não semeaste. Por isso fiquei com medo e escondi o teu talento no chão. Aqui tens o que te pertence’. O patrão lhe respondeu: ‘Servo mau e preguiçoso! Tu sabias que eu colho onde não plantei e que ceifo onde não semeei? Então devias ter depositado meu dinheiro no banco, para que, ao voltar, eu recebesse com juros o que me pertence’. Em seguida, o patrão ordenou: ‘Tirai dele o talento e dai-o àquele que tem dez! Porque a todo aquele que tem será dado mais, e terá em abundância, mas daquele que não tem, até o que tem lhe será tirado. Quanto a este servo inútil, jogai-o lá fora, na escuridão. Ali haverá choro e ranger de dentes!'” (Mt 25,14-30)

Paz e bem, amados irmãos em Cristo!

A parábola dos talentos não fala apenas de dinheiro ou habilidades humanas. O “talento” representa aquilo que Deus deposita em nossas mãos: dons espirituais, responsabilidades, carismas, oportunidades de amar e servir. O Senhor confia a cada um de nós algo precioso e espera que sejamos administradores fiéis.

Uns recebem mais, outros menos, mas todos têm algo a oferecer. A comparação não deve nos paralisar; o que o Senhor espera é que coloquemos em movimento os dons, sem medo, sem enterrar a graça recebida.

O servo que enterrou o talento justificou-se dizendo: “Tive medo”. Eis o perigo que muitas vezes nos paralisa: o medo de falhar, o comodismo… Quantas vezes, por insegurança, deixamos de evangelizar, de ajudar um irmão, de servir na comunidade, de viver nossa vocação com coragem! Mas quem enterra os dons desperdiça as dádivas que Deus lhe confiou.

Ao contrário, quem se arrisca no amor, quem doa tempo, energia, criatividade e vida pelo Reino, esse experimenta a alegria de ouvir as belas palavras que só o Senhor pode dizer: “Servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor”.

Portanto, hoje o Senhor nos convida a olhar para dentro de nós e perguntar: Quais talentos recebi do Senhor? Tenho multiplicado ou enterrado? Tenho sido um colaborador fiel do Reino?

Que Maria Santíssima, que colocou sua vida inteira nas mãos de Deus, nos ensine a responder com generosidade e coragem, para que um dia também possamos ouvir: “Vem, servo bom e fiel, entra na alegria do teu Senhor”.


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

Aumentai, Senhor, a nossa fé!

Cor Litúrgica: Verde

18ª Semana do Tempo Comum | Sábado


Naquele tempo, chegando Jesus e seus discípulos junto da multidão, um homem aproximou-se de Jesus, ajoelhou-se e disse: “Senhor, tem piedade do meu filho. Ele é epilético, e sofre ataques tão fortes que muitas vezes cai no fogo ou na água. Levei-o aos teus discípulos, mas eles não conseguiram curá-lo!” Jesus respondeu: “Ó gente sem fé e perversa! Até quando deverei ficar convosco? Até quando vos suportarei? Trazei aqui o menino”. Então Jesus o ameaçou e o demônio saiu dele. Na mesma hora o menino ficou curado. Então, os discípulos aproximaram-se de Jesus e lhe perguntaram em particular: “Por que nós não conseguimos expulsar o demônio?” Jesus respondeu: “Porque a vossa fé é demasiado pequena. Em verdade vos digo, se vós tiverdes fé do tamanho de uma semente de mostarda, direis a esta montanha: ‘Vai daqui para lá’ e ela irá. E nada vos será impossível”.(Mt 17,14-20)

O Evangelho nos apresenta duas forças miraculosas: o poder da fé e o poder da intercessão. Um pai se aproxima de Jesus para pedir pelo filho que sofre; ele é movido pela fé. É a fé que o leva a interceder. É crendo que Jesus tem poder que esse pai decide buscar a cura para seu filho. Assim somos nós quando rezamos por alguém: fazemos isso porque acreditamos que nossa oração move a mão de Deus — e isso é intercessão.

Jesus repreende os discípulos por terem uma fé fraca. Ele se desaponta, pois eles já O tinham visto realizar muitos milagres, mas ainda não tinham fé suficiente para agir do mesmo modo. Essa realidade, porém, seria transformada após a ressurreição, quando Jesus envia o Espírito Santo, que lhes concede o dom da fé — uma fé extraordinária, capaz de alcançar coisas impossíveis. É o que Cristo disse: “Aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e fará ainda maiores do que estas, porque vou para junto do Pai. E tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome, vo-lo farei, para que o Pai seja glorificado no Filho.” (Jo 14,12-13)

Muitas vezes, é nas maiores provações da vida que encontramos nossa fé revigorada e fortalecida. Como disse São Paulo: “Quando me sinto fraco, então é que sou forte” (2Cor 12,10). É quando nos vemos sem saída que somos tomados por uma fé inabalável, capaz de alcançar milagres. Quando nossa única esperança é Deus, nos apegamos a Ele com todo o coração e tomamos posse do milagre até que ele se realize. Tomar posse de realidades que ainda não vemos, viver como se já tivéssemos recebido — isso é fé (Hb 11,1).

Que esse seja um pedido constante em nossas orações: “Senhor, aumenta a minha fé!” Sim, ela pode ser aumentada. Deus ouve nossas súplicas, e por meio delas podemos interceder por aqueles que amamos.

Um abençoado sábado!


Ana Paula

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira