Cor Litúrgica: Roxo
1ª Semana do Advento | Sábado
Naquele tempo, Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: “A Messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!” E, chamando os seus doze discípulos deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Enviou-os com as seguintes recomendações: “Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!” (Mt 9,35-10,1.6-8)
Paz e bem, amados irmãos em Cristo.
A palavra que ressoa no meu coração ao meditar o evangelho de hoje é o bem. Jesus se compadece da multidão e deseja realizar o bem; chama os discípulos, envia-os em missão para fazer o bem e nos convoca ao mesmo compromisso: de graça recebestes, de graça deveis dar.
Pertencer a Deus é escolher o bem e praticá-lo. Como filhos amados, não podemos nos cansar de fazer o bem, pois o bem faz bem. Cada gesto, por menor que pareça, transforma o ambiente ao nosso redor. E mesmo que demore, os frutos sempre chegam. Quem planta o bem jamais permanece infeliz, porque essa semente nunca fica estéril.
Enquanto temos tempo, façamos o bem. Não sabemos quanto tempo nos resta, por isso não vale a pena desperdiçar oportunidades. O teólogo cristão John Wesley nos recorda: faça todo o bem que puder, por todos os meios que puder, de todas as maneiras que puder, para todas as pessoas que puder, durante o maior tempo que puder.
Não espere por grandes ocasiões para ser bom. São os gestos simples que aliviam dores, aproximam corações e espalham amor pelo mundo.
São Paulo nos adverte para não relaxarmos, pois, se perseverarmos, colheremos o bem. Mesmo que a recompensa não venha de imediato, mesmo que sejamos incompreendidos ou mal julgados, não desistamos. A colheita é certa.
Madre Teresa de Calcutá também nos ensina: o bem que você faz hoje pode ser esquecido amanhã; faça o bem assim mesmo. No fim de tudo, é entre você e Deus. Nunca foi entre você e os outros. E a verdade é que a pessoa mais abençoada pelo bem que você fizer será você mesmo. Fazer o bem sem esperar nada em troca é caminho seguro de felicidade.
Que o Espírito Santo ilumine o nosso coração e fortaleça em nós o desejo de viver para fazer o bem. Amém.
Ana Paula
Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.
