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Lula vota em São Bernardo do Campo

O candidato à presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou às 8h13 deste domingo (4) na escola estadual João Firmino, no bairro Assunção, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Após votar, ele beijou o comprovante de votação e deixou a sala.

Lula disputa a Presidência pela sexta vez e é o primeiro candidato de uma federação partidária. A modalidade de aliança, criada em 2021, consiste na união de dois ou mais partidos que deverão atuar como se fossem um só por pelo menos quatro anos.

Cristo Redentor ‘veste’ camisa pedindo paz nas eleições

O Cristo Redentor ganhou, na noite deste sábado (1°), uma “camisa” pedindo paz nas eleições. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) projetou a hashtag #PazNasEleições no monumento entre 19h e 23h.

A ação faz parte da Campanha pela Paz nas Eleições, promovida pelo Tribunal em parceria com a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e times da série A do Campeonato Brasileiro.

A Campanha pela Paz nas Eleições começou no dia 15 de setembro, data em que é celebrado o Dia Internacional da Democracia, durante a partida das semifinais da Copa do Brasil entre Corinthians e Fluminense, em São Paulo.

Uma urna gigante inflável foi colocada no centro do gramado antes da partida, com o objetivo de mostrar o apoio ao sistema eletrônico de votação e o incentivo a eleições pacíficas, limpas e que espelhem fielmente a vontade do povo.

Nesta sexta-feira (30), às 9h30, foi promovido um “tuitaço” pela #PazNasEleições. O público-alvo foram as pessoas envolvidas com o futebol e os torcedores dos times.

A pé e de moto, Lula e Bolsonaro encerram campanha na véspera na eleição

Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro queimam seus últimos cartuchos neste sábado (1º) em São Paulo, a maior cidade do Brasil, antes de medir forças no domingo (2) no primeiro turno das eleições presidenciais.

Bolsonaro, de 67 anos, de casaco preto e sem capacete, liderou uma motociata até o Parque Ibirapuera, para um comício com seus apoiadores. Ao longo da avenida, simpatizantes com a camisa verde e amarela o aplaudiam e pediam selfies com o presidente.

A cinco quilômetros dali, eleitores do ex-presidente Lula, de 76 anos, que lidera as pesquisas, começaram a se reunir na Avenida Paulista, palco de grandes manifestações, para uma “marcha da vitória” no último dia de campanha.

“Brasil, urgente, Lula presidente!” e “Jair, hora de sair!”, gritavam os primeiros manifestantes que se reuniram no ato do candidato de esquerda, que aposta em ganhar a eleição logo no primeiro turno.

“Ninguém aguenta mais o desgoverno Bolsonaro”, disse à AFP Anderson Momesso, de 52 anos. “Bolsonaro simplesmente arrebentou com tudo mundo, é a hora de Lula voltar pra a gente tentar resgatar oito anos atrás e mandar o Brasil para frente novamente”.

Bolsonaro percorreu várias cidades do país de moto com seus apoiadores. Sua equipe de campanha espera uma manifestação barulhenta neste sábado para dar um último impulso ao ex-capitão do Exército, que depois partirá para Santa Catarina, para um último ato que encerrará um mês e meio de campanha.

As propagandas em rádio e televisão estão proibidas desde quinta-feira, mas os eventos presenciais e a distribuição de material eleitoral estão permitidos até este sábado à noite.

Últimas horas “tensas”

Neste sábado também espera-se a publicação da última pesquisa do Instituto Datafolha, que na quinta-feira estimou que Lula estaria à frente com uma ampla vantagem de 14 pontos sobre Bolsonaro, 48% a 34%.

Para obter um terceiro mandato já no domingo, o ex-presidente (2003-2010) precisa de pelo menos 50% dos votos válidos (sem nulos e brancos).

Na pesquisa de quinta-feira, Lula aparecia justamente com 50% desses votos. A margem de erro é de mais ou menos dois pontos percentuais, o que gera incerteza sobre a possibilidade de um segundo turno, previsto para 30 de outubro.

Antecipando uma vitória no primeiro turno, o Partido dos Trabalhadores obteve permissão para reunir seus apoiadores na Avenida Paulista na noite de domingo para comemorar.

As últimas horas da campanha “serão muito tensas, todo o mundo vai observar os mínimos detalhes que possam mover a agulha para um lado ou para o outro”, disse à AFP Jairo Nicolau, cientista político da Fundação Getúlio Vargas (FGV).

As zonas eleitorais abrem às 8h00 e fecham às 17h00 (horário de Brasília) no domingo e os resultados serão anunciados no final do dia.

Teresa Leitão deve ter alta amanhã e vai garantir voto na urna

A candidata ao Senado, Teresa Leitão (PT), que sofreu um pequeno acidente na sexta à noite, durante uma caminhada da Frente Popular em Paulista, terá alta amanhã e já avisou que vai garantir seu voto na urna. Ela foi operada neste sábado (1o) e já está se recuperando. Informações da família são de que ela terá alta neste domingo de manhã e está animada para ir votar.

Segundo ela mesmo informou em suas redes sociais, ela parou em um local para tirar fotos com apoiadores e, quando tentou correr para encontrar o restante da chapa majoritária, acabou tropeçando em uma lombada e caindo. Teresa sofreu uma fratura no fêmur e precisou operar para a colocação de um pino. Teresa está internada no hospital Memorial São José.

Em vídeo divulgado, mais cedo, nas redes sociais da candidata, o cirurgião ortopédico Leonardo Oliveira informou que o procedimento foi “muito bem-sucedido” e que, agora, Teresa segue para a reabilitação total das suas funções.

Suspeitas de crime eleitoral levam à prisão 34 pessoas

Agentes das polícias Federal (PF) e Rodoviária Federal (PRF) já apreenderam mais de R$ 3 milhões que, suspeitam, seria usado para financiar crimes eleitorais, como, por exemplo, a compra de votos; boca de urna; propaganda irregular e transporte ilegal de eleitores.

Além da quantia apreendida entre 16 de agosto, quando começou, oficialmente, o período de propaganda eleitoral, e ontem (30), 34 pessoas foram presas por supostas práticas eleitorais proibidas. As abordagens se intensificaram a partir da última segunda-feira (26), quando foi deflagrada a chamada Operação Eleições, que visa a coibir crimes eleitorais e garantir a segurança dos eleitores e a integridade do pleito que acontece amanhã (2).

Entre as ocorrências já registradas está a apreensão, na noite desta sexta-feira, de pouco mais de R$ 146 mil encontrados com o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, o deputado estadual Marcelo Victor (MDB), em um hotel. Além da quantia em espécie, os agentes federais apreenderam uma lista com nome de supostos eleitores e material de propaganda eleitoral (santinhos) enquanto apuravam uma denúncia sobre suposta compra de votos. Em sua conta no Instagram, Victor negou ter sido preso durante a ação da PF, que instaurou inquérito policial para apurar o caso.

No Amazonas, policiais federais apreenderam, ontem, 38 cheques que, somados, totalizavam R$ 20 mil. Classificados pela PF como “irregulares”, os cheques foram encontrados com um assessor de um candidato ao governo estadual cujo nome não foi divulgado. Também foi apreendido material de campanha do candidato e contratos de serviços suspeitos que, de acordo com a PF, seriam prestados durante o dia da votação. Um inquérito policial foi instaurado para esclarecer os fatos.

Na última quarta-feira (28), outras seis pessoas já tinham sido detidas no Amazonas, na cidade de Tefé, com R$ 78 mil em dinheiro. Segundo a PF, as pessoas detidas no âmbito da Operação Eleições trabalham na prefeitura de Maraã.

Mais ocorrências
Até esta manhã, entre as ocorrências de crimes eleitorais já registradas, uma ocorreu no Paraná, onde quase R$ 340 mil foram apreendidos e duas pessoas foram detidas, e outra no Pará, onde os agentes federais apreenderam R$ 40,7 mil e detiveram dois suspeitos. Em Pernambuco, uma pessoa foi flagrada com R$ 36,4 mil.

Só no Ceará, o reforço da vigilância resultou na apreensão de R$ 704 mil. No Rio Grande do Norte, duas pessoas foram detidas com R$ 10 mil. No Maranhão, com cerca de R$22 mil. No Mato Grosso do Sul, mais R$ 10 mil. No Amapá, um homem e uma mulher, irmã de uma candidata a deputada estadual, foram detidos com R$ 11 mil e santinhos de vários candidatos.

De acordo com a PF, a eventual condenação judicial por compra de voto pode resultar em penas de até quatro anos de reclusão, além do pagamento de multas. E se o envolvimento dos candidatos beneficiados seja comprovada, estes podem perder o mandato caso tenham sido eleitos.

Operação
Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, a Operação Eleições 2022 envolve cerca de 500 mil agentes de segurança pública de instituições federais e de órgãos dos 26 estados, mais o Distrito Federal. Todas as ações realizadas no país com o objetivo de coibir possíveis crimes eleitorais e garantir a segurança dos eleitores e servidores da Justiça Eleitoral serão monitoras a partir do Centro Integrado de Comando e Controle, que funciona na sede da Polícia Rodoviária Federal, em Brasília.

“Esta é uma das maiores operações de segurança pública integrada do país”, afirmou o secretário de Operações Integradas do ministério, Alfredo Carrijo. “Já realizamos mais de 180 atividades em quatro eixos: um [dedicado à] apuração de crimes eleitorais; um que trata de segurança ostensiva, feita, principalmente, pelas polícias militares [dos estados]; um de inteligência e outro de logística”, acrescentou o secretário, explicando que, na prática, o trabalho envolve da escolta de urnas eleitorais eletrônicas ao reforço da segurança próxima aos quase locais de votação.

Polícia da Indonésia diz que 129 pessoas morreram em tumulto em jogo de futebol

Ao menos 129 pessoas morreram depois que torcedores enfurecidos invadiram o gramado após um jogo de futebol em Malang, Indonésia, na noite deste sábado (1º), informaram autoridades locais. Segundo relatos, para tentar conter a invasão, polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo. Muitas vítimas foram pisoteadas até a morte.

“No incidente, 127 pessoas morreram, inclusive dois policiais. Trinta e quatro pessoas morreram dentro do estádio e o restante no hospital”, afirmou no domingo, em um comunicado, o chefe de polícia da província de Java Oriental, Nico Afinta. Veículos também foram incendiados.

Torcedores do Arema FC invadiram o gramado do estádio Kanjuruhan, em Malang, no oeste do país, depois que seu o time perdeu por 3 a 2 para o Persebaya Surabaya. Foi a primeira derrota em mais de duas décadas para o arquirrival da equipe.

A polícia tentou fazer com que os torcedores voltassem às arquibancadas e disparou gás lacrimogêneo na direção das arquibancadas depois que dois policiais foram mortos.

“Eles correram para a saída. Houve, então, uma aglomeração e no processo ficaram sem ar”, relatou Afinta.

O governo indonésio se desculpou pelo incidente e prometeu investigar as circunstâncias da tragédia.

O ministro de Esportes e Juventude da Indonésia, Zainudin Amali, informou que as autoridades devem reavaliar a segurança em jogos de futebol. O governo também considera proibir espectadores nos jogos após o ocorrido.

“Lamentamos pelo incidente […]. Trata-se de um incidente lamentável, que ‘fere’ nosso futebol em um momento em que os torcedores podem assistir a partidas no estádio”, disse Amali à emissora Kompas.

“Nós avaliamos rigorosamente a organização da partida e a presença dos torcedores. Voltaremos a proibir a presença da torcida nas partidas? Isto é o que vamos discutir.”

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Ministro do TSE chama de absurdo pedido da campanha de Bolsonaro de limitar transporte nas eleições

O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Benedito Gonçalves classificou de “absurdo” e negou um pedido da campanha do presidente Jair Bolsonaro (PL) para limitar a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que municípios mantenham a oferta de transporte público para as eleições.

O ministro disse ver riscos de a tese lançada pela campanha se transformar em desinformação – e determinou que o Ministério Público adote providências para evitar a propagação de dados falsos sobre a oferta do serviço pelas prefeituras neste domingo (2).

A campanha de Bolsonaro questionou na Justiça Eleitoral a decisão do ministro do STF Luís Roberto Barroso que havia determinado a manutenção do transporte público urbano em níveis normais durante o domingo das eleições.

A coligação pediu que o TSE delimitasse o alcance da decisão individual de Barroso. O argumento é que isso seria necessário porque a decisão de Barroso tem contradições que, implementadas em larga escala, criaria políticas públicas ilegais e onerosas.

Segundo Gonçalves, é preocupante a narrativa de que a decisão de Barroso poderia lançar prefeitos à prática de crime eleitoral consubstanciado no transporte irregular de eleitores.

“O argumento descamba para o absurdo, ao comparar a não cobrança de tarifa para uso de transporte público regular, em caráter geral e impessoal, com a organização de transporte clandestino destinado a grupos de eleitores, mirando o voto como recompensa pela benesse pessoal ofertada”, escreveu.

O ministro citou que é preciso ler o pedido da coligação dentro de um cenário desafiador das eleições de 2022 com ataque incessante às instituições democráticas. Para Gonçalves, é preciso prevenir que a narrativa apresentada, ainda que de forma não planejada, à criação de fato político capaz de turbar o processo eleitoral.

“O cenário descrito no pedido de providências, de risco generalizado de serem praticados crimes eleitorais nos centros urbanos com aval do STF, pode colocar pessoas de boa-fé em estado de alerta, trazendo insegurança, na véspera do pleito, quanto ao caráter lícito da gratuidade do transporte, onde for implementada, e quanto às consequências para gestores e eleitores”.

Eleições simbolizam ‘respeito à democracia como o único regime político’, diz Moraes em pronunciamento à nação

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, fez um pronunciamento neste sábado (1º) em cadeia nacional de rádio e televisão para reforçar a mensagem de confiança no voto e nas urnas eletrônicas.

Segundo Moraes, as eleições de 2022 “simbolizam o respeito à democracia como o único regime político, onde todo o poder emana do povo e que deve ser exercido pelo bem do povo para garantir o crescimento e fortalecimento da República brasileira.”

“A democracia é uma construção coletiva daqueles que acreditam na liberdade, daqueles que acreditam na paz, que acreditam no desenvolvimento, na dignidade da pessoa humana, no pleno emprego, no fim da fome, na redução das desigualdades, na prevalência da educação e na garantia da saúde de todos os brasileiros e brasileiras”, disse o ministro.

O primeiro turno de votação será neste domingo, das 8h às 17h (horário de Brasília). Em cidades que adotam fusos horários distintos, a votação começa e termina em horários locais diferentes.

Os brasileiros vão às urnas neste domingo para escolher presidente da República, governadores dos Estados e do Distrito Federal, senadores, deputados federais, estaduais e distritais. Ao todo, são 156,4 milhões de eleitores aptos a votar no primeiro turno.

‘Liberdade e segurança’ para votar
No pronunciamento, Moraes defendeu que a “verdadeira democracia” exige que o país ofereça plena liberdade e segurança para o eleitor registrar seu voto – cujo sigilo é plenamente garantido pelas urnas eletrônicas.

“A segurança e liberdade do voto serão efetivadas tanto com a observância do absoluto sigilo do voto, que é plenamente garantido pelas urnas eletrônicas, quanto pelo respeito à ampla e civilizada liberdade de discussão política, afastando qualquer possibilidade de violência ou de coação e pressão por grupos políticos ou econômicos”, disse o presidente do TSE.

Moraes elencou medidas adicionais adotadas neste ano para garantir a segurança e o respeito dos votos, incluindo:

a proibição de levar o celular para as cabines eleitorais;

a proibição do porte de armas em um raio de 100 metros das seções eleitorais,

a proibição do transporte e posse de armas por colecionadores, caçadores e atiradores.

“A Justiça Eleitoral reafirma seu papel de instrumento constitucional para o exercício seguro e transparente das escolhas democráticas realizadas pelas brasileiras e brasileiros, em respeito à soberana vontade popular, valor estruturante, essencial e imprescindível na construção e fortalecimento de uma democracia estável, justa, igualitária e solidária, que é a democracia que todos nós queremos para o Brasil”, declarou o ministro.

CNBB divulga nota e diz que Kelmon não tem vínculo com Igreja Católica

Às vésperas da eleição, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota na tarde desta sexta-feira (30) sobre o candidato do PTB à Presidência da República, Padre Kelmon Luis da Silva Souza.

O texto diz que “em atenção aos fiéis que enviam perguntas à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), esclarecemos:

1- O senhor Kelmon Luís da Silva Souza, candidato que se apresenta como “padre Kelmon”, não é sacerdote da Igreja Católica Apostólica Romana, sendo, portanto, de outra confissão religiosa, sem qualquer ligação com a Igreja sob o magistério do Papa Francisco.

2- Oportuno ressaltar que, conforme vigência na Lei Canônica, os padres da Igreja Católica, em pleno exercício do ministério sacerdotal, não disputam cargos políticos, nem se vinculam a partidos.”

A CNBB é presidida pelo arcebispo metropolitano de Belo Horizonte, dom Walmor Oliveira de Azevedo.

Defesa
Na terça-feira (27), diante do que considerou “calúnias e difamações”, o arcebispo primaz da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa do Peru, Mor Francisco, Ángel Ernesto Morán Vidal, defendeu o candidato PTB à Presidência da República do Brasil, que estaria sendo alvo de acusações por parte de outras jurisdições ortodoxas no país.

Em vídeo, o arcebispo primaz disse: “Cabe manifestar e reafirmar ante difamações e calúnias que vêm acontecendo contra o nosso querido Padre Kelmon. Hoje, como autoridade eclesiástica, a mesma que está subordinado o nosso querido Padre Kelmon, que é um padre com decência pastoral, quero reafirmar que Padre Kelmon é parte de nossa jurisdição eclesiástica”, disse o arcebispo no vídeo, lembrando que a igreja que representa trabalha em 16 países.”

Em 14 e 26 de setembro, a Igreja Sirian Ortodoxa de Antioquia no Brasil informou, em duas notas à imprensa, que Kelmon não integra nenhuma paróquia, nem comunidades, missões e obras sociais. Também afirmou que ele não foi seminarista ou integrante do clero no Brasil ou em qualquer outro país.

Na sequência, a assessoria da campanha do petebista informou, em nota, que, em novembro, Padre Kelmon será sagrado Bispo pela Igreja Católica Apostólica Ortodoxa do Peru, com a missão de iniciar no Brasil a Igreja de Tradição Canônica Siro Ortodoxa Malankar. A partir daí, será transferido a ele os poderes eclesiásticos para conduzir a Igreja no Brasil.

E mais: “Antes de fazer parte da Igreja Católica Apostólica Ortodoxa do Peru, Padre Kelmon foi membro da Igreja Apostólica Ortodoxa da América, onde foi ordenado padre no dia 2 de agosto de 2015 pelo Bispo Kyrios Ioannis de Santa Catarina”.

Burkina Faso sofre segundo golpe militar em oito meses

Nesta sexta-feira (28), o capitão do exército de Burkina Faso, Ibrahim Traore, depôs o líder militar Paul-Henri Damiba, dissolvendo o governo. Este é o segundo golpe no país da África Ocidental em oito meses.

Em um comunicado lido na televisão nacional, na capital Ouagadougou, Traore disse que um grupo de oficiais que ajudou Damiba a tomar o poder em janeiro decidiu destituir seu líder devido à sua incapacidade de lidar com a crescente insurgência islâmica. Damiba havia deposto o ex-presidente Roch Kabore em janeiro, em parte pelo mesmo motivo.

A constituição burkineonse foi suspensa e a carta de transição dissolvida, as fronteiras estão fechadas indefinidamente e todas as atividades políticas e da sociedade civil estão suspensas. Foi declarado um toque de recolher das 21:00 às 05:00, horário local.

“Infelizmente, nosso ideal comum foi traído pelo nosso líder tenente-coronel Paul-Henri Sandaogo Damiba em quem depositamos toda a nossa confiança. Com efeito, a deterioração da situação de segurança que justificou nossa ação foi relegada a segundo plano em favor de infelizes aventuras políticas”, afirmou o oficial Kiswensida Farouk Aziz Sorgho, ao ler o comunicado na TV.

“Longe de libertar os territórios ocupados, as áreas outrora pacíficas ficaram sob o controle de grupos armados terroristas. Nosso valente povo já sofreu o suficiente e ainda está sofrendo”, disse Sorgho.

“Diante da deterioração da situação, tentamos várias vezes fazer com que Damiba reorientasse a transição para a questão da segurança”, disse o oficial.

Segundo o documento, o antigo líder rejeitou as propostas dos oficiais para reorganizar o exército e manteve a estrutura militar que levou à queda do regime anterior. “As ações de Damiba gradualmente nos convenceram de que suas ambições estavam se desviando do que nos propusemos a fazer. Decidimos, neste dia, remover Damiba”, afirmou.

As partes interessadas do país serão convidadas em breve a adotar uma nova carta de transição e designar um novo presidente civil ou militar.

Burkina Faso se tornou o epicentro da violência realizada por grupos ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico que começou no vizinho Mali, em 2012, e se espalhou para outros países da África Ocidental ao sul do deserto do Saara.

Desde então, milhares de pessoas foram mortas em ataques a comunidades rurais e milhões foram forçados a fugir. Esta semana, pelo menos 11 soldados morreram em um ataque no norte de Burkina Faso. Dezenas de civis ainda estão desaparecidos.

O golpe de sexta-feira cria uma situação difícil para o bloco político da África Ocidental, a Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Cedeao), que tentou persuadir os líderes golpistas na região a retornarem ao governo civil o mais rápido possível. A organização suspendeu os burkineonses após o golpe de janeiro, mas, desde então, concordou com uma transição de dois anos de volta às eleições democráticas.

“A Cedeao reafirma sua oposição sem reservas a qualquer tomada ou manutenção do poder por meios inconstitucionais”, afirmou a organização, em comunicado. “[Exigimos] respeito escrupuloso pelo cronograma já acordado com as Autoridades de Transição para um retorno à ordem constitucional o mais tardar em 1º de julho de 2024.”

Guiné
O comandante das forças especiais, coronel Mamady Doumbouya, depôs o presidente Alpha Conde em setembro de 2021. Um ano antes, Conde havia mudado a constituição para contornar os limites que o impediriam de concorrer a um terceiro mandato.

Protestos tomaram conta da capital, Conacri, e deoutras regiões, mas Doumbouya tornou-se presidente interino e prometeu uma transição para eleições democráticas dentro de três anos.

A Cedeao, contudo, rejeitou o cronograma e impôs sanções aos membros da junta e seus parentes, incluindo o congelamento de suas contas bancárias. Em julho, o bloco regional deu à Guiné até 22 de outubro para estabelecer um cronograma “razoável”, ou enfrentar sanções adicionais.

Aneel mantém bandeira tarifária verde para outubro

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) manteve a bandeira verde em setembro para todos os consumidores conectados ao Sistema Interligado Nacional (SIN). Com a decisão, não haverá cobrança extra na conta de luz pelo sexto mês seguido.

A conta de luz está sem essas taxas desde o fim da bandeira de escassez hídrica, que durou de setembro de 2021 até meados de abril deste ano. Segundo a Aneel, na ocasião, a bandeira verde foi escolhida devido às condições favoráveis de geração de energia.

Caso houvesse a instituição das outras bandeiras, a conta de luz refletiria o reajuste de até 64% das bandeiras tarifárias aprovado no fim de junho pela Aneel. Segundo a agência, os aumentos refletiram a inflação e o maior custo das usinas termelétricas neste ano, decorrente do encarecimento do petróleo e do gás natural nos últimos meses.

Bandeiras Tarifárias
Criadas em 2015 pela Aneel, as bandeiras tarifárias refletem os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em níveis, as bandeiras indicam quanto está custando para o SIN gerar a energia usada nas casas, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, significa que a conta não sofre qualquer acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos, que variam de R$ 2,989 (bandeira amarela) a R$ 9,795 (bandeira vermelha patamar 2) a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Quando a bandeira de escassez hídrica vigorou, de setembro de 2021 a 15 de abril deste ano, o consumidor pagava R$ 14,20 extras a cada 100 kWh.

O Sistema Interligado Nacional (SIN) é dividido em quatro subsistemas: Sudeste/Centro-Oeste, Sul, Nordeste e Norte. Praticamente todo o país é coberto pelo SIN. A exceção são algumas partes de estados da Região Norte e de Mato Grosso, além de todo o estado de Roraima. Atualmente, há 212 localidades isoladas do SIN, nas quais o consumo é baixo e representa menos de 1% da carga total do país. A demanda por energia nessas regiões é suprida, principalmente, por térmicas a óleo diesel.

Presidente do TSE, Moraes chama eleitores para comparecerem às urnas e pede ‘paz, consciência e responsabilidade’

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Alexandre de Moraes, escreveu nesta sexta-feira (30) no Twitter um convite para os eleitores comparecerem às urnas no domingo (2) e pediu “paz, consciência e responsabilidade”.

No domingo, 156 milhões de brasileiros estarão aptos a votar no primeiro turno das eleições. A população vai escolher presidente, governador, deputado federal, senador e deputado estadual (ou distrital).

Na rede social, Moraes classificou a votação como a “festa da democracia”.

“Eleitoras e eleitores, compareçam no domingo, 2/10. Vamos todos votar com paz, segurança e harmonia; respeito e liberdade; consciência e responsabilidade. Juntos, todas as brasileiras e brasileiros na grande festa da democracia: as eleições gerais de 2022”, afirmou o ministro.

Moraes vai fazer um pronunciamento em cadeia nacional de rádio e TV no sábado (1º), véspera do pleito.

O TSE é responsável pela organização e realização das eleições e contagem dos votos.

Reunião com observadores internacionais
Na quinta-feira (29), Moraes se reuniu com observadores internacionais que vão acompanhar as eleições no Brasil.

Também estiveram presentes a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Rosa Weber; e o presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

Na ocasião, Moraes lembrou que o país vive, desde o fim da ditadura militar, o maior período de estabilidade de sua história. Ele reafirmou que as eleições no país são limpas, seguras e transparentes.

“Mais de 156 milhões de brasileiros se dirigindo no domingo para escolher seus representantes. A Justiça Eleitoral reafirma seu papel constitucional para a escolha transparente e segura das escolhas democráticas”, disse Moraes aos observadores internacionais.

Lula vai a Salvador e participa de caminhada com candidato do PT ao governo baiano

O candidato do PT à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participou nesta sexta-feira (30) de uma caminhada com apoiadores na região da Cidade Baixa, em Salvador.

A passeata partiu do Largo de Roma, onde fica o Santuário de Santa Dulce dos Pobres, e prosseguiu por pouco mais de um quilômetro em direção à Igreja do Bonfim.

Líder nas pesquisas de intenção de voto, Lula participou do evento em cima de uma caminhonete ao lado de Jerônimo Rodrigues, candidato petista ao governo da Bahia.

O presidenciável do PT aproveitou a última sexta-feira antes do primeiro turno para tentar ajudar apoiadores nas eleições estaduais. Pesquisas Ipec para o governo da Bahia mostram crescimento de Jerônimo, que saltou de 13% para 32% das intenções de voto.

No entanto, o candidato segue em segundo lugar, atrás do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que tem 47%, de acordo com o último levantamento Ipec. Horas antes da passeata de Lula, ACM Neto fez uma caminhada com o mesmo trajeto.

Ainda nesta sexta-feira, Lula visita Fortaleza, onde participa de caminhada ao lado de Elmano de Freitas, candidato do PT ao governo cearense.

Centrão se mexe por mais poder em 2023 e PP e União Brasil discutem fusão por superbancada

De olho em ampliar seu poder no Congresso, partidos como PP e União Brasil vão iniciar, na segunda-feira (3), tratativas para avançar em uma fusão entre as siglas.

O objetivo é criar uma superbancada na Câmara dos Deputados um dia depois do 1º turno. O PP, hoje, tem 58. O União Brasil, 51. A expectativa do União Brasil é eleger 65 deputados no domingo.

Quem conduz a movimentação pelo lado do União Brasil é seu vice-presidente nacional, Antônio Rueda. Pelo PP, o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

Se a fusão acontecer, a ideia de lideranças dos partidos é de que a nova sigla tenha cerca de 120 deputados – ou seja, provavelmente a maior bancada da Casa. Hoje, a maior bancada é a do PL, com 76 deputados.

PP e PL são partidos do Centrão. Já o União Brasil é fruto da fusão do DEM com o PSL – esse último o partido pelo qual Jair Bolsonaro se elegeu em 2018 e, durante o governo, rompeu.

Por ter eleito a maior bancada em 2018, o União Brasil tem direito a um fundão bilionário – usado para custear campanhas eleitorais. Por isso também é um partido cobiçado pelos políticos.

As peças do chamado Centrão estão se mexendo conforme a eleição presidencial começa a caminhar para uma definição.

Se Lula ganhar, o Centrão quer se tornar indispensável, pois sabe que não será a escolha preferencial do candidato do PT dentro do Congresso – já que conta com bancadas de esquerda e, também, de centro – como MDB e PSD.