
Pernambuco já soma 127 casos confirmados de pessoas infectadas com o vírus da Febre Oropouche. A informação foi divulgada, nesta segunda-feira (26), pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).
A pasta informou que o último boletim epidemiológico sobre a doença apontou que cinco casos a mais foram detectados, subindo de 122, no último dia 20 deste mês, para os atuais 127 confirmados clinicamente, nesta segunda (26).
A nova quantidade de casos confirmados veio quatro dias após o Governo de Pernambuco anunciar a criação de um comitê técnico formado por vários setores para enfrentar a Febre Oropouche.
Com isso, o estado recomenda a intensificação da vigilância de transmissão vertical do vírus, provocada pelo maruim.
Para criar o comitê, o governo considerou a Nota Técnica nº 21/2024, que confirmou a identificação de casos de transmissão local de febre do Oropouche, com comprovação de transmissão vertical e óbito fetal.
Também considerou a necessidade de adotar medidas eficazes para o controle, prevenção e tratamento da doença, bem como para minimizar os impactos à saúde da população.
Outra questão apontada é a importância da articulação entre os diversos setores da sociedade para enfrentamento e respostas a emergências em saúde pública.
Óbitos
Pernambuco registrou mais um caso de óbito de feto que estava com a Febre Oropouche.
A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) no dia 20 deste mês, em que a pasta apresentou a terceira ocorrência de óbito fetal com quadro positivo para o vírus.
O novo caso aconteceu na cidade de Machados, no Agreste do Estado, e a mãe do bebê tem 43 anos e estava com 34 semanas de gestação.
De acordo com a SES-PE, em apenas um deles, até o momento, chegou-se à conclusão que o Oropouche foi motivo do óbito.
No dia 3 deste mês, o Ministério da Saúde confirmou a informação, classificando a primeira morte fetal pela doença no país.
Contudo, a SES-PE salientou que o último caso de óbito fetal vinculado ao vírus registrado no Estado continua em investigação.
“Não é possível determinar se a perda gestacional, ocorrida na cidade de Machados, no Agreste Setentrional do Estado, foi motivada pela infecção do vírus.”, disse a pasta, por meio de nota.



