Cor Litúrgica: Verde
10ª Semana do Tempo Comum | Sábado
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 33 “Vós ouvistes o que foi dito aos antigos: ‘Não jurarás falso’, mas ‘cumprirás os teus juramentos feitos ao Senhor’. 34 Eu, porém, vos digo: Não jureis de modo algum: nem pelo céu, porque é o trono de Deus; 35 nem pela terra, porque é o suporte onde apoia os seus pés; nem por Jerusalém, porque é a cidade do Grande Rei. 36 Não jures tampouco pela tua cabeça, porque tu não podes tornar branco ou preto um só fio de cabelo. 37 Seja o vosso ‘sim’: ‘sim’, e o vosso ‘não’: ‘não’. Tudo o que for além disso vem do Maligno”. (Mt 5,33-37).
Paz e bem, amados irmãos em Cristo!
O Evangelho de hoje nos convida a refletir sobre a coerência entre nossas palavras e nossas ações.
Na cultura da época de Jesus, jurar por algo era uma forma de garantir a veracidade do que se dizia — um modo de valorizar a própria palavra. Mas Jesus vai além da antiga lei. Ele não apenas diz para não jurar falsamente, mas orienta a não jurar de forma alguma.
Com isso, o Senhor nos mostra que o ideal cristão é viver com tamanha integridade e transparência que não precisemos de juramentos para sermos acreditados. O simples “sim” ou “não” de uma pessoa justa deve bastar. A nossa palavra precisa ser confiável por si mesma.
Jesus nos propõe uma vida em que a verdade esteja nos lábios porque já habita o coração. Ao afirmar que o que passa disso “vem do Maligno”, Ele nos alerta contra o perigo da duplicidade — da mentira disfarçada de boas intenções.
Se vivermos em conformidade com o Evangelho, não precisaremos de garantias ou promessas para que creiam em nós. A verdade será nosso selo.
Ser amigo da verdade nos livra da indecisão e da falsidade que nos faz vacilar entre o sim e o não.
Desejo a você um sábado abençoado, cheio de luz, verdade e paz!
Ana Paula
Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira.


