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A Rússia acusou a Ucrânia nesta quinta-feira (19) de ter lançado seis mísseis de longo alcance ATACMS, fabricados nos Estados Unidos, e quatro mísseis Storm Shadow, fabricados no Reino Unido, contra a região de Rostov, no sul da Rússia. Segundo nota do Ministério da Defesa russo nesta quinta-feira (19), o ataque teria ocorrido na quarta.
As forças russas derrubaram todos os ATACMS e três dos quatro Storm Shadow, e a Rússia responderá aos ataques, segundo o ministério.
O comunicado da Defesa russa sobre o ataque ucraniano ocorreu no mesmo dia em que o presidente Vladimir Putin fez uma coletiva de imprensa anual em que atualizou os cidadãos sobre questões do país, como a guerra na Ucrânia, respondeu perguntas e renovou ameaças ao Ocidente, com direito a um desafio aos EUA para um “duelo” de mísseis. (Leia mais abaixo)
A Ucrânia começou a disparar esses mísseis ocidentais contra o território russo no mês passado, após obter permissão dos Estados Unidos e do Reino Unido —algo que Moscou afirma tornar esses países partes diretas no conflito.
Em resposta, a Rússia lançou um novo míssil hipersônico chamado Oreshnik contra a cidade ucraniana de Dnipro, em 21 de novembro, o que surpreendeu o mundo porque até o momento do ataque não se sabia do desenvolvimento do armamento.
O presidente Vladimir Putin afirmou que a Rússia está pronta para disparar mais mísseis Oreshnik, inclusive contra “centros de tomada de decisão” em Kiev, se a Ucrânia continuar usando armas dos EUA e do Reino Unido para atingir a Rússia.
Putin tem promovido seu novo míssil como uma arma invencível. Nesta quinta-feira, ele sugeriu a ideia de um “duelo de alta tecnologia”, no qual a Rússia dispararia Oreshniks contra defesas aéreas de Kiev, em que a Ucrânia tentaria que os interceptar com sistemas de defesa antimísseis fornecidos pelo Ocidente.
Em resposta, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, declarou em uma coletiva de imprensa nesta quinta: “Vocês acham que ele é uma pessoa sã?”
Zelensky também disse que o país precisa de mais garantias de segurança da Europa e dos EUA para deter Putin.


