Cor Litúrgica: Verde
13ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira
Naquele tempo, 28 quando Jesus chegou à outra margem do lago, na região dos gadarenos, vieram ao seu encontro dois homens possuídos pelo demônio, saindo dos túmulos. Eram tão violentos, que ninguém podia passar por aquele caminho. 29 Eles então gritaram: “O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Tu vieste aqui para nos atormentar antes do tempo?” 30 Ora, a certa distância deles, estava pastando uma grande manada de porcos. 31 Os demônios suplicavam-lhe: “Se nos expulsas, manda-nos para a manada de porcos”. 32 Jesus disse: “Ide”. Os demônios saíram, e foram para os porcos. E logo toda a manada atirou-se monte abaixo para dentro do mar, afogando-se nas águas. 33 Os homens que guardavam os porcos fugiram e, indo até à cidade, contaram tudo, inclusive o caso dos possuídos pelo demônio. 34 Então a cidade toda saiu ao encontro de Jesus. Quando o viram, pediram-lhe que se retirasse da região deles. (Mt 8,28-34).
Nem sempre somos capazes de perceber no agir de Deus a nossa melhoria de vida. Fixados na perca material (porcos), eles não perceberam a libertação dos irmãos que ali estavam, e ainda que não se importassem com os outros, o risco de ataques por aqueles homens e o desbloqueio do caminho por onde eles ficavam também foram minimizados.
A graça que acontece na vida do outro reflete diretamente em todos que compõem a comunidade, Porém, nem todos conseguem reconhecer isso, chegando inclusive a se felicitar com as desgraças que acontecem na vida dos menos afeiçoados.
Eles se acostumaram com os ataques daqueles homens, ele habituaram a não usar a estrada, eles estavam acomodados à sua realidade, quando Jesus age, tira-os dessa condição, por mais que isso possa melhorar a qualidade de vida de todos, seria melhor continuar da forma como estavam acostumados.
O apego aos bens materiais e ao estilo de vida impede esses homens de encontrarem com Jesus. Eles O veem, eles conversam com Ele, compartilham um momento, recebem a graça da paz e da restituição do caminho, mas decidem por se manterem distantes, pedem que Cristo vá embora, talvez inclusive impedindo que outras pessoas possam experienciar dessa vida na graça.
Nem sempre ser testemunha do agir de Deus, torna-nos discípulos. Peçamos a Deus, no dia de hoje que nos dê um coração aberto à sua graça, que o aceitemos em nossas vidas, ainda que mudanças sejam necessárias e principalmente, que sejamos gratos, para que o agir dEle transforme-nos.
Uma abençoada quarta!
Alanny Veras
Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios.


