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Por Blog da Andréia Sadi
O ex-chefe da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) Alexandre Ramagem disse ao blog nesta quinta-feira (31) que vai depor no final de fevereiro no inquérito que apura a existência de uma Abin Paralela. Ele se queixa de ser chamado um mês após as buscas realizadas pela Polícia Federal e nega qualquer pedido de Carlos Bolsonaro a ele, apesar de tê-lo como amigo.
Ramagem também falou sobre o pedido da assessora de Carlos, Luciana Paula Garcia da Silva Almeida, para que enviasse números de inquéritos que envolveriam o ex-presidente e os filhos. O ex-chefe da Abin chamou a assessora de “desavisada” e diz que não respondeu a mensagem.
Uma das principais preocupações do entorno de Bolsonaro é que as investigações cheguem ao ex-presidente da República. A estratégia, agora, é empurrar a responsabilidade de uma eventual Abin Paralela para general Augusto Heleno. Já Heleno – intimado a depor – deve descrever a relação com Ramagem e dizer que o antigo chefe da Abin despachava diretamente com Bolsonaro.
Ramagem explicou ao blog como era a relação com Bolsonaro e explicou que despachava diretamente com o ex-presidente e o general Heleno.
“Com Heleno, na maioria das vezes, mas às vezes sem Heleno”, diz.
Ramagem acredita que, se Heleno usar isso como defesa, ele só colocará a realidade. O ex-chefe da Abin tinha contato direto com Bolsonaro, além do contato quase que diário com Heleno: “Era meu superior hierárquico”.


