Cor Litúrgica: Branco
2ª Semana da Páscoa | Quarta-feira
Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.
O Amor de Deus é infinito, ao ponto de entregar quem Ele mais amava, seu Filho unigênito, uma pessoa justa, sem pecado, bom, inigualável em virtudes, por nós. Mesmo sendo seres limitados, fracos, que cometem vários desvios ao longo da vida, que O ignoramos, que O trocamos, que O negamos, que O desprezamos…
Nós nem sempre damos a Deus motivos para que Ele nos ame, ainda assim, Ele o faz, apesar de qualquer circunstância. Ele, a todo instante, nos preenche de motivos de amor por Ele, mas nossa desconfiança, nosso imediatismo, nosso apego, por vezes, nos faz perder a graça envolvida nesse amor.
E mesmo Ele sendo tão misericordioso conosco, mostrando-nos como devemos tratar nossos irmãos, não temos essa capacidade: julgamos, condenamos, matamos (por nossas ações).
A chave para a Vida Eterna é crer em Jesus, apenas isso. Porém, um ato que parece tão simples torna-se complexo por nossa falta de fé, por nossas dúvidas, por nossas desesperanças… E, embora muitos vejam a Cristo como alguém carrasco, que nos condena pelos nossos erros, Ele veio ao mundo, pelo oposto: para nos salvar, para justificar nossas faltas. Deus não é um Pai opressor, e sim acolhedor. Porém, exige de nós que vivamos em conformidade com o exemplo que Cristo nos deixou. A condenação não vem da parte de Deus/Cristo, ela é consequência das nossas ações baseadas em más escolhas.
A Luz de Cristo nos favorece uma nova vida, pautada na verdade, na dedicação, na esperança, no serviço, e tira de nós as marcas do pecado. Que, se hoje as trevas estiverem dominando nossa vida, busquemos a Cristo, que está sempre à nossa espera, que se deixa encontrar no Sacrário, no Altar, na Eucaristia, nos nossos irmãos e em nós mesmos, desde que abramos espaço para Ele em nossas vidas.
As relações que vivenciamos às vezes obscurecem o Amor de Deus por nós. Que não permitamos que as decepções que tivemos encubram ou distorçam esse Amor que Ele quer nos dar. Ele está sempre em nossa presença. Que usufruamos dessa graça plenamente.
Que, quando eu não sentir mais nada em minha vida, faze-me capaz de me reconhecer amada por Ti, Senhor! E ajuda-me a Te amar na mesma intensidade com que me amas.
Alanny Veras
Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios.


