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Presidente da Coreia do Sul evita impeachment graças a boicote de deputados de seu partido

Yoon Suk Yeol, presidente da Coreia do Sul (Foto: HANDOUT/South Korean Presidential Office/AFP
)

O presidente da Coreia do Sul, Yoon Suk Yeol, sobreviveu neste sábado (7) à votação no Parlamento de uma moção de impeachment, graças ao boicote dos deputados de seu partido e em meio a grandes protestos na capital.

Yoon provocou uma crise política na terça-feira (3) ao anunciar a aplicação da lei marcial e ordenar o envio de tropas ao Parlamento, uma medida que foi obrigado a abandonar algumas horas depois, devido a uma votação dos deputados contra o decreto.

Os partidos de oposição apresentaram a proposta de votar uma moção de destituição neste sábado. Para avançar no plenário, e medida precisava da maioria de dois terços dos deputados.

Mas quase todos os deputados do partido do presidente Yoon, o Partido do Poder Popular (PPP), abandonaram a Assembleia Nacional e condenaram a moção ao fracasso.

O número de membros que votaram não atingiu a maioria de dois terços exigida“, anunciou o presidente do Parlamento, Woo Won-shik, o que tornou o resultado da moção “inválido”.

O PPP afirmou que decidiu bloquear a moção para evitar “grandes divisões e caos” no país e prometeu que “a crise terá uma resolução mais ordenada e responsável”.

O resultado decepcionou milhares de pessoas – 150.000 segundo a polícia ou um milhão de acordo com os organizadores – que protestaram diante do Parlamento em Seul.

Os manifestantes gritaram e choraram de frustração quando os deputados do partido governista deixaram o plenário.

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