Cor Litúrgica: Roxo
Semana Santa | Segunda-feira
Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos. Ali ofereceram a Jesus um jantar; Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Maria, tomando quase meio litro de perfume de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo. Então, falou Judas Iscariotes, um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar: “Por que não se vendeu este perfume por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?” Judas falou assim não porque se preocupasse com os pobres, mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela. Jesus, porém, disse: “Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura. Pobres, sempre os tereis convosco, enquanto a mim, nem sempre me tereis”. Muitos judeus, tendo sabido que Jesus estava em Betânia, foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos. Então, os sumos sacerdotes decidiram matar também Lázaro, porque, por causa dele, muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus. (Jo 12,1-11).
Irmãos e irmãs: Eis o tempo favorável!
Iniciando a Semana Santa deste ano de 2025, somos chamados a refletir sobre os acontecimentos decorrentes do Domingo de Ramos, quando celebramos a entrada triunfante de Jesus em Jerusalém, aclamado por todos.
O Evangelho desta segunda-feira nos apresenta Maria, irmã de Lázaro, que acolhe Jesus ungindo seus pés com um precioso perfume — um gesto de gratidão, doação, amor e fé. Com esse sinal, Maria entrega a Jesus o que há de mais valioso, o melhor que possuía, mesmo diante da reprovação de Judas, que, com falsidade, afirmava que seria melhor vender o bálsamo para ajudar os pobres.
Jesus, ciente de que sua hora estava chegando e de que vivia seus últimos momentos aqui na terra, já se despedia dos amigos. Por isso, responde a Judas: “Pobres sempre tereis convosco, mas a mim nem sempre tereis.”
Com isso, o Senhor nos faz compreender a efemeridade da vida. Precisamos estar atentos para perceber os sinais da misericórdia de Deus nos momentos difíceis e acolher, com gratidão, as dádivas que Ele nos concede.
Devemos aprender com Maria a oferecer o que há de mais precioso em nossa vida: o perfume da oração, os gestos concretos de caridade, o amor pelos mais necessitados. Também devemos cultivar a prática do perdão e da reconciliação com as pessoas com quem convivemos, dedicando-nos às causas do Reino.
Que nesta Semana Santa tenhamos a oportunidade de derramar aos pés de Jesus os nossos bens mais preciosos: nossa gratidão, nosso amor e, sobretudo, nossa fé. Assim, poderemos celebrar dignamente os mistérios da sua Paixão, Morte e Ressurreição.
Fátima Oliveira
Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira


