
A “criatividade” das campanhas em casos de compra de votos chamou a atenção da Polícia Federal (PF) neste ano, que investiga o crime em municípios de pelo menos 11 Estados.
Os casos envolvem diversos tipos de vantagens oferecidas indevidamente, para além do pagamento em dinheiro vivo, que é mais comum.
Há suspeitas de candidatos que tenham trocado votos por exames médicos, cestas básicas, combustíveis e até pagamento de multas.
Nesta semana, em Juazeiro do Norte (CE), quatro pessoas foram presas por envolvimento em esquema de troca de exames médicos por votos. Elas pagaram fiança e foram soltas.
Em São Simão (GO), as investigações apuram o uso de verba pública para compra de gasolina, que seria “doada” a eleitores para que eles votassem em um certo candidato.
Investigados foram flagrados pagando multas eleitorais de cidadãos de Itaguaí (RJ) — a resolução das pendências também era moeda de troca para favorecer um candidato.
Mais de 370 cestas básicas foram apreendidas pela PF em Campina Grande (PB) na sexta-feira. Os alimentos seriam distribuídos em troca de votos a um candidato a vereador.
Também houve apreensão de dinheiro em espécie. Em São Luís (MA), por exemplo, foram mais de R$ 830 mil que seriam destinados à compra de votos.
Em vários dos casos em apuração, como em Santa Quitéria (CE), Lagarto (SE) e Mucajaí (RR), foram localizadas listas de eleitores com os respectivos valores que seriam recebidos.
As irregularidades seguem em apuração pela PF, com participação do Ministério Público, para responsabilização dos envolvidos.


