
Desde janeiro de 2023, início do governo Raquel Lyra (PSDB), Pernambuco registrou um policial militar expulso da corporação a cada seis dias. Nas exclusões mais recentes, os motivos envolvem desde denúncias de tortura e extravios de bens apreendidos a até mesmo agente que foi punido porque participou de manifestação.
É o que mostra levantamento do Diário de Pernambuco, feito com base na aba Servidores Expulsos, disponível no Portal da Transparência do Estado. Segundo a ferramenta, 16 PMs foram retirados das fileiras da corporação de janeiro a maio deste ano, o dado mais recente. O número, que inclui policiais da ativa e da reserva remunerada, considera a soma de licenças ex-officio e de exclusões a bem da disciplina.
Em diversos casos, a expulsão de policial acontece mais de cinco anos após a ocorrência pelo qual foi denunciado. Entre as punições formalizadas neste ano, por exemplo, está o caso de seis PMs que roubaram bens durante uma operação, realizada em 2017, em uma casa de “caça-níquel”.
Segundo o processo, os PMs usaram capuz para esconder os rostos durante a ação, danificaram as câmeras de segurança e “deixaram de entregar” os equipamentos apreendidos. A expulsão foi publicada no Diário Oficial em abril de 2024.
No mesmo mês, outros quatro policiais tiveram a punição formalizada por torturar um traficante no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife, em maio de 2018. Segundo a denúncia, os agentes chegaram até a usar o cassetete para estuprar o suspeito.
As exclusões deste ano incluem também o caso de um PM que participou e incitou manifestantes na “Marcha da Família dos Policiais e Bombeiros Militares”, em Boa Viagem, Zona Sul do Recife, em 2017, e de outro agente que faltou ao trabalho, em 2020, e apresentou um documento falso para justificar a ausência.


