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Pernambuco registra terceiro caso de óbito fetal com Febre Oropouche

 (Foto: Arquivo )

Pernambuco registrou mais um caso de óbito de feto que estava com a Febre Oropouche.

A informação foi confirmada pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), nesta terça-feira (20), em que a pasta apresentou a terceira ocorrência de óbito fetal com quadro positivo para o vírus.

O novo caso aconteceu na cidade de Machados, no Agreste do Estado, e a mãe do bebê tem 43 anos e estava com 34 semanas de gestação.

De acordo com a SES-PE, em apenas um deles, até o momento, chegou-se à conclusão que o Oropouche foi motivo do óbito.

No dia 3 deste mês, o Ministério da Saúde confirmou a informação, classificando a primeira morte fetal pela doença no país.

Contudo, a SES-PE salientou que o último caso de óbito fetal vinculado ao vírus registrado no Estado continua em investigação.

“Não é possível determinar se a perda gestacional, ocorrida na cidade de Machados, no Agreste Setentrional do Estado, foi motivada pela infecção do vírus.”, disse a pasta, por meio de nota.

Os outros dois casos de óbitos de fetos com o vírus foram notificados em julho deste ano.

Um deles em Ipojuca, no Grande Recife, e outro em Rio Formoso, na Zona da Mata Sul.

Segundo a pasta, o diagnóstico desse novo caso foi realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Pernambuco (LACEN/PE), a partir de amostras da mãe e do feto, que serão encaminhadas ao Instituto Evandro Chagas (IEC), em Belém, capital do Estado do Pará (PA).

“A mãe do bebê, de 43 anos, não apresentava comorbidades e contava com 34 semanas de gestação. O acompanhamento, realizado pela SES-PE, se deu em função de a mulher ter apresentado sintomatologia condizente às arboviroses, entre elas a Febre do Oropouche”, detalhou a SES, em nota.

Em relação aos casos confirmados, a SES-PE informou que até o momento, 122 casos de infecção pelo vírus já foram confirmados.

Ainda conforme a pasta, a Vigilância do Óbito Fetal de Pernambuco tem servido de referência nacional em função do êxito em localizar, captar e investigar estes casos para ajudar o Sistema Único de Saúde (SUS) a ter evidências que, num futuro próximo, possam ajudar a evitar o adoecimento e as respectivas perdas observadas no Estado.

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