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Pentágono diz que não há limites para uso de armas dos EUA pela Ucrânia se Coreia do Norte entrar no conflito; ‘Muito perigoso’, diz Biden

Sabrina Singh, porta-voz do Pentágono — Foto: Air Force Tech. Sgt. Jackie Sanders / Divulgação

A Ucrânia não terá nenhuma nova restrição ao uso de armas dos Estados Unidos em seu conflito contra a Rússia caso tropas da Coreia do Norte realmente se juntem ao Exército russo, informou o Pentágono nesta segunda-feira (28).

Desde semana passada, os Estados Unidos, a Coreia do Sul e outros líderes internacionais denunciam que milhares de soldados norte-coreanos teriam sido enviados para a Rússia e estariam em treinamento para reforçar a frente de batalha na região de Kursk, onde as tropas ucranianas fizeram uma incursão.

“Uma parte desses soldados já se aproximou da Ucrânia, e estamos cada vez mais preocupados que a Rússia pretenda usar esses soldados em combate ou para apoiar operações de combate contra forças ucranianas na região russa de Kursk, perto da fronteira com a Ucrânia”, disse a porta-voz do Pentágono, Sabrina Singh.

Segundo o Pentágono, a Coreia do Norte enviou cerca de 10 mil tropas à Rússia para serem treinados e lutarem na guerra na Ucrânia “nas próximas semanas”.

Pouco depois do pronunciamento do Pentágono, Joe Biden também falou sobre o tema e disse que ter as tropas norte-coreanas ajudando a Rússia é “muito perigoso”.

Desde agosto, Volodymyr Zelensky, o presidente da Ucrânia, e outras autoridades do país vêm usando constantes ataques da Rússia para conseguir que aliados autorizem o uso de armas de longo alcance contra o território inimigo.

Mais cedo, o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, disse que as unidades militares da Coreia do Norte já estariam na região. A porta-voz se recusou a confirmar a informação.

Esta foi a primeira vez que a Otan confirmou a participação de Pyongyang na guerra da Ucrânia, uma informação que havia sido levantada pelos serviços de inteligência da Ucrânia e da Coreia do Sul, o que alimentou temores de uma ampliação do conflito.

Rutte disse que o envio representa “uma escalada significativa da guerra ilegal da Rússia”.

“Eu posso confirmar que tropas da Coreia do Norte foram enviadas para a Rússia, e que unidades militares norte-coreanas foram deslocadas para a região de Kursk (no extremo leste da Rússia)”, disse o secretário-geral da Otan.

A informação sobre o envio de tropas da Coreia do Norte foi levantada pela primeira vez no início do mês pelo presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, com base no serviço de inteligência de seu país. Dias depois, o serviço de espionagem da Coreia do Sul– tecnicamente ainda em guerra com a Coreia do Norte, também confirmou a movimentação, e disse ter identificado que soldados norte-coreanos foram enviados a bases no extremo leste da Rússia para treinar.

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