COR LITÚRGICA: BRANCO
2ª Semana da Páscoa | Sexta-feira
Naquele tempo, Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com seus discípulos. Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus. Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”. Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: “Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens. Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!” Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
Amados irmãos e irmãs, que a paz do Senhor e o amor de Maria esteja com todos vocês.
O quarto e o quinto sinal, e a discussão sobre o pão da vida que vem logo depois, fazem lembrar a história do êxodo (Ex12-18); não é à toa que para o quarto evangelho tudo isso ocorre na época da páscoa. Jesus celebra a festa da libertação bem longe de Jerusalém, saciando a fome do povo; atravessa o mar e faz a promessa do pão da vida, que recorda o caminho dos hebreus pelo mar e o dom do maná.
As discussões com o povo em geral e mesmo com alguns discípulos só fazem crescer, devido às exigências colocadas por Jesus a quem queira estar com ele, o compromisso: “para que o mundo tenha vida “de 6,51). De volta a Jerusalém, o conflito com as autoridades religiosas também fica mais grave, com acusações de ambos os lados, e é desse meio que vai sendo desenvolvida e confirmada a convicção a respeito de Jesus e de sua relação especial com o pai.
A Páscoa que Jesus celebra com seus discípulos e com a multidão carente mostra-o como novo Moisés (Cf. Ex12), comprometido com a vida e a liberdade de seu povo. A fartura do momento leva ao reconhecimento dele como Profeta esperado. Mas não se esperem soluções fáceis: não ajuda muito saber quem Jesus é, se projetam nele expectativas que não são coerentes com o projeto que ele está apresentando. Por isso, Jesus se retira. Esta páscoa não é mais celebrada em Jerusalém, junto ao Templo: a nova comunidade congrega em torno de Jesus, adora o Pai “em espírito e verdade”.
Tenham todos uma abençoada sexta-feira!
Mauricéia Araújo
Ministra da Eucaristia da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira



Esse e um dos episódio mais bonito de Jesus! Jesus realiza a multiplicação dos pães para saciar aquela multidão que tinha fome e sede. Somos convidados buscar em Jesus a força com alimento solido e verdadeiro peçamos ao Senhor que venha alimentar nossas almas do seu amor e da sua misericordia 🙏🕊