Cor Litúrgica: Vermelho
São Barnabé, Apóstolo – Memória | Quarta-feira
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9 Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10 nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11 Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12 Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13 Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz”. (Mt 10,7-13).
Quando Jesus anuncia a proximidade do Reino dos Céus, Ele exprime nossa capacidade de vivê-lo já aqui na terra. Cada vez que agimos conforme a vontade de Deus, fazemos o Céu acontecer já neste momento em nossas vidas e na dos nossos irmãos.
O discípulo de Cristo leva a graça de Deus à vida das pessoas, e muitas expressões dessa graça se manifestam desde situações corriqueiras até os atos que, aos nossos olhos, seriam impossíveis. Ou seja, se expressa desde o ordinário até o extraordinário. Pois, em Deus, não existe limite; nós é que, às vezes, não nos preparamos para receber a graça que Ele nos concede e deixamos a oportunidade passar ou não a aproveitamos para nos aproximar d’Ele.
E, para experienciarmos esse Reino, precisamos identificar em quem apoiamos nossa confiança, pois não há riqueza terrena que nos dê garantias. Vemos inundações que levam casas com tudo o que está dentro; vemos secas destruírem plantações extensas; vemos o fogo devastar produções que elaboramos; vemos tempestades devastarem regiões inteiras. Nada do que temos é seguro, exceto nossa fé em Deus e o Seu agir em nossas vidas. O que temos, o que trabalhamos e o que construímos faz parte do nosso sustento, e é justo o recebermos quando o buscamos.
O viver em Deus dá-nos a garantia da paz, e essa é expandida para todos que conosco vivem. Embora nem todos a acolham, quem promove a discórdia, o desânimo, o descontentamento, o entristecimento — próprios de quem não vive em paz — não é capaz de contagiar quem a tem. Nem a paz que é oferecida a estes se perde; ela se multiplica na vida de quem a promove.
Que sejamos sinais do Cristo, levando a paz por onde caminharmos!
Alanny Veras
Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios.


