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O sábado foi feito para o homem e não o homem para o sábado

Cor Litúrgica: Vermelho

Santa Inês, virgem e mártir, Memória | Terça-feira


Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”. (Mc 2,23-28).

VIVENDO A PALAVRA

Estimados irmãos e irmãs na fé, queria abrir um parêntese, hoje começamos dentro da celebração da santa missa logo mais às 19h na Catedral, um momento de despedida da nossa querida Apolônia com os seus amigos(as), que aqui construiu ao longo dos 65 anos de moradia nas terras de Afogados da Ingazeira. Ela voltará para as suas raízes familiares de sangue em outra cidade, em outro Estado. Desde já, desejo uma vida plena, começando de novo.

Quanto ao Evangelho de hoje, os líderes, que ao contrário do líder maior que é Jesus, colocam o cumprimento de normas, rituais acima da própria vida. Ao invés de conduzir as pessoas para uma proximidade maior com Deus, estes líderes criam barreiras, dificultando a relação dos filhos com o Pai.

Algumas religiões são cheias de proibições, regras, moralismos que intimidam as pessoas, mostrando um Deus vingativo. Os exploradores da fé vivem como que cegos, alienados, não se dão conta de que Deus só quer nos amar e nunca nos castigar. Os fariseus, embora conhecedores das Escrituras, no cotidiano estavam bem distantes do amor propagado por Jesus, um amor gratuito, desinteressado, um amor que gera vida.

Eles queriam pegar Jesus num argumento legal, mas como os discípulos estavam apanhando espigas de trigo para saciar a fome, eles não puderam atribuir o fato como roubo. Determinados a escandalizar Jesus, procuraram outra forma de incriminá-lo, alegando que os seus discípulos estavam infringindo as leis que proibiam o trabalho em dia de sábado, desconsiderando, assim, a necessidade da sobrevivência deles.

Ao ser criticado pelos fariseus, em nome da Sagrada Escritura, Jesus responde: “Por acaso nunca lestes nas Escrituras o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome?…”

Ainda hoje, presenciamos situações semelhantes a estas, vividas por Jesus. Na realidade, o império da lei é um instrumento de alienação e opressão, que tem como objetivo desviar a atenção do povo. Enquanto o povo fica se ocupando com os pormenores, na observância exagerada de muitas normas, rituais, mentiras, seus líderes sentem-se livres para fazer o que lhes convém. Não apreciamos hoje em nosso meio?

Jesus veio para libertar e fazer desabrochar a vida. Em todos os seus ensinamentos, Jesus sempre deixava claro que a vida tem que estar em primeiro lugar, acima de tudo, portanto, a necessidade de sobrevivência está acima de toda e qualquer lei.

TENHAM TODOS UMA ÓTIMA TERÇA-FEIRA!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira.

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