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O que é preciso fazer para ganhar a vida eterna?

COR LITÚRGICA: VERDE

8ª Semana do Tempo Comum | Segunda-feira


Naquele tempo,  quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo, ajoelhou-se diante dele, e perguntou: “Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?”  Jesus disse: “Por que me chamas de bom? Só Deus é bom, e mais ninguém.  Tu conheces os mandamentos: não matarás; não cometerás adultério; não roubarás; não levantarás falso testemunho; não prejudicarás ninguém; honra teu pai e tua mãe!”  Ele respondeu: “Mestre, tudo isso tenho observado desde a minha juventude”.  Jesus olhou para ele com amor, e disse: “Só uma coisa te falta: vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres, e terás um tesouro no céu. Depois vem e segue-me!”  Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido e foi embora cheio de tristeza, porque era muito rico.  Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos: “Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!” Os discípulos se admiravam com estas palavras, mas ele disse de novo: “Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!  É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no Reino de Deus!”  Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso, e perguntavam uns aos outros: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus olhou para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus tudo é possível”. (Marcos 10,17-27).

IRMÃOS E IRMÃS EM CRISTO JESUS!

O Evangelho de hoje nos apresenta um texto bem conhecido, que é o do jovem rico, que se diz cumpridor da lei e dos mandamentos, e sentindo-se atraído pela pregação de Jesu e alguma coisa se moveu no seu íntimo fazendo com que ele se jogasse aos pés do Mestre. O que será que Jesus falou, que tocou profundamente aquele jovem rico, havia crescido na abundância e herdara os bens da família, que tinha tudo, mas faltava-lhe alguma coisa.

Jesus olha para aquele jovem rico com profunda compaixão, no entanto, ele sai entristecido, quando o Mestre afirma que ele precisa se desfazer dos seus bens, distribuir com os pobres.

Apesar do encantamento e ter declarado que observava a Lei e diante do olhar terno do Senhor, ele ainda não estava preparado e Jesus exigiu dele muito mais do que observar as leis e os mandamentos.

Faltou aquilo que é imprescindível para quem quer seguidor fiel Dele, a fé gratuita, um dom de Deus. Saiu dali Triste, não por ter de deixar seus bens. Triste, ao descobrir, inesperadamente, que não era tão bom quanto pensava. Triste, ao perceber, pela primeira vez, que seu coração estava preso. Uma fé sem dom, sem gratuidade, leva-nos à tristeza e ao desânimo.

Deixemo-nos enlevar pelo olhar amoroso de Jesus, para que atraídos por Ele, saibamos atender o seu apelo, com gratuidade, com generosidade e com o coração pleno de felicidade.

Podemos imaginar o que aconteceu com aquele jovem depois? Será que refletiu e voltou a seguir Jesus. Deixou levar pela fé profunda e seguiu as suas recomendações, tornando-se seu discípulo?


Fátima Oliveira

Ministra da Palavra da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios – Afogados da Ingazeira

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