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O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará

Cor Litúrgica: Verde

7º Semana do Tempo Comum | Terça-feira


Naquele tempo, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia. Ele não queria que ninguém soubesse disso, pois estava ensinando a seus discípulos. E dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue nas mãos dos homens, e eles o matarão. Mas, três dias após sua morte, ele ressuscitará”. Os discípulos, porém, não compreendiam estas palavras e tinham medo de perguntar. Eles chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “O que discutíeis pelo caminho?” Eles, porém, ficaram calados, pois pelo caminho tinham discutido quem era o maior. Jesus sentou-se, chamou os doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, que seja o último de todos e aquele que serve a todos!” Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles, e abraçando-a disse: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças, é a mim que estará acolhendo. E quem me acolher, está acolhendo, não a mim, mas àquele que me envio”. (Mc 9,30-37)

VIVENDO A PALAVRA

Estimados irmãos e irmãs na fé, com alegria a Diocese de Afogados da Ingazeira se prepara para ordenação diaconal de Lucas, Washington e André na quinta-feira, 27 de fevereiro. Deus seja louvado!

No Evangelho de hoje, vemos um claro anúncio da Paixão, Morte e Ressurreição de Jesus. Ele fala pela segunda vez aos discípulos, dando-lhes uma lição de humildade e serviço. No entanto, os discípulos continuam sem compreender suas palavras e não têm coragem de perguntar o que Ele quer dizer. Ainda acreditam que seu Reino é deste mundo. Pelo caminho, discutem entre si sobre quem seria o maior no grupo do Mestre.

Assim como acontece conosco hoje, os discípulos de Jesus buscavam seu espaço e desejavam posições de destaque, deixando em segundo plano o serviço humilde. Estavam preocupados em saber quem lideraria o grupo após a partida de Jesus. Ao chegarem em casa, o Mestre os questiona sobre o que conversavam pelo caminho. Então, senta-se com eles e explica qual deve ser a atitude daquele que deseja segui-lo: para ser o primeiro, é preciso se dispor a ser o último de todos, tornando-se pequeno e simples, como uma criança.

Conhecendo a fragilidade humana, Jesus alerta os discípulos sobre o perigo da vaidade, que poderia desviá-los do verdadeiro propósito do Reino de Deus. Mesmo convivendo diretamente com Ele, os discípulos ainda não haviam compreendido a essência de sua missão, permanecendo presos à mentalidade do mundo.

Enquanto Jesus lhes falava de sua morte, eles estavam em outra sintonia, preocupados em saber quem ocuparia um lugar de destaque após sua partida. Mas Jesus os lembra: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último e aquele que serve a todos.”

Para exemplificar a verdadeira grandeza que agrada a Deus, Jesus coloca uma criança no meio deles e diz: “Quem acolher em meu nome uma destas crianças, estará acolhendo a mim mesmo.” Com esse gesto, Ele ressalta a importância da pureza de coração e do desprendimento da vaidade, convidando-nos a sermos puros como uma criança.

A criança que Jesus colocou no meio dos discípulos representa aqueles que possuem um coração puro, livre de rancores e vaidade. Para Ele, ninguém se destaca por sua posição social ou pelo cargo que ocupa, mas sim pelo amor que cultiva no coração — um amor transformado em serviço.

Jesus se fez pequeno. Sua verdadeira grandeza estava em ser Filho, em sua total dependência do Pai. Da mesma forma, somos chamados a nos esvaziar de nós mesmos e nos tornarmos totalmente dependentes de Deus, assim como uma criança é dependente de seus pais.

Que possamos viver esse ensinamento em nosso dia a dia.

TENHAM TODOS UMA ÓTIMA TERÇA-FEIRA!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

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