Cor Litúrgica: Branco
Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja, Memória | Quarta-feira
Naquele tempo, disse Jesus: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, pois, a medida de vossos pais!” (Mt 23,27-32)
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.
Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, hoje a Igreja lembra a memória de um grande santo: Santo Agostinho.
Ao olhar para este Santo, além de todas as suas virtudes e testemunhos, sobressai o poder da intercessão. Quem está por trás dele? Santa Mônica e Santo Ambrósio. Santa Mônica rezou 30 anos pelo seu filho, e Santo Ambrósio entrou na vida dele e foi, poderíamos dizer, o seu catequista.
Fica essa lição: não desistir de rezar uns pelos outros, mesmo em casos difíceis. Perseverança sempre.
O contexto em que viveu Santo Agostinho era de tempos difíceis também, mas Deus transformou a vida dele, pois para Deus nada é impossível.
Na liturgia de hoje, o Evangelho nos faz lembrar uma frase de Santa Teresa: “O demônio coloca na nossa cabeça que temos virtudes, então nos tornamos presas fáceis.”
Pois por fora sou uma coisa, e por dentro sou outra. Urge a necessidade de saber quem realmente somos. Muitas vezes somos fracos e pensamos que somos fortes.
Outras vezes confiamos nas nossas fraquezas e esquecemos a força de Deus.
Achamos que estamos limpos, mas, na verdade, somos um sepulcro caiado. O inimigo é astuto, pois, se olharmos para a nossa vida, sempre caímos nas mesmas armadilhas.
Por isso Santo Agostinho foi grande. Na vida dele, a primeira coisa que fez quando foi eleito Bispo foi escrever a sua história. Mostrou para todos quem ele era, ou seja, não deixou brechas para que dissessem que ele pregava uma coisa e vivia outra.
Mas o que fica mais forte hoje: todos precisamos de conversão e oração. Que o Bom Deus nos ajude nesta luta diária.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo
Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)


