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Até as boas coisas podem ser um obstáculo se não tivermos Deus

Cor Litúrgica: Verde

25ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas. Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa-Nova e fazendo curas em todos os lugares. (Lc 9,1-6)

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, neste mês de setembro, dedicado à Bíblia, somos chamados a mergulhar mais profundamente no conhecimento de Cristo e em sua mensagem. É uma oportunidade de renovarmos nosso compromisso com o Evangelho e de crescermos na fé.

No Evangelho de hoje, nos deparamos com o primeiro envio dos doze discípulos. Mas, antes desse envio, vemos que Jesus realiza uma catequese. Ele os prepara para a missão, que não é fácil. Em outra passagem, Ele mesmo nos adverte que a missão será como estar entre lobos.

Jesus, antes de enviá-los, convida ao discipulado. Eles precisam primeiro conhecer profundamente Jesus para, então, levar sua mensagem, que é a Boa-Nova. Isso nos faz refletir: Como posso anunciar a Cristo se não O conheço bem? Sem esse conhecimento, corremos o risco de levar outras coisas, ou até mesmo a nós mesmos, em vez de levarmos a verdadeira mensagem de Cristo. Assim, surge a pergunta: O que estou levando pelo caminho?

Jesus nos orienta no Evangelho: “Não leveis nada para o caminho, nem cajado, nem sacola, nem pão, nem dinheiro, nem mesmo duas túnicas.” Ele nos pede desapego completo, para que nossa confiança esteja somente em Deus e em sua Palavra. Isso nos ensina que Ele é o nosso alimento e tudo o que precisamos.

São João da Cruz, o santo do desapego, nos lembra no Cântico dos Cânticos que até das flores, símbolos das coisas boas, não devemos nos apegar. Até as boas coisas podem ser um obstáculo se não tivermos Deus como nosso único fim.

O caminho é reto e certo, e o nosso destino é Deus. Que o Bom Deus nos ajude a percorrer essa estrada com fé e desprendimento, tendo sempre em vista o nosso fim último, que é a união com Ele.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém!


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Tudo aqui é passageiro

Cor Litúrgica: Verde

23ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados, vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós, que agora chorais, porque havereis de rir! Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós, que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós, que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas”. (Lc 6,20-26)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

O Senhor nos chama a refletir sobre as Bem-aventuranças, os bem-aventurados, ou melhor, os verdadeiramente felizes. Este mesmo evangelho aparece no famoso Sermão da Montanha. De imediato, fica claro: caminhar com Cristo é andar na contramão ou, como se diz, remar contra a maré.

Porque, como diriam seus conterrâneos, Ele parece louco. Afinal, para Ele, é feliz quem é pobre, quem passa fome, quem chora e quem é caluniado.

Mas por que essa “loucura”? Simples: Jesus nos mostra que tudo isso é passageiro, que este mundo é uma passagem. Somos eternos.

Não esqueçamos que este mundo nos prende. Quando estamos alegres, felizes, temos dificuldade de lembrar deste fato determinante para nossa condição humana.

Tudo aqui é passageiro. É por isso que o Livro do Êxodo é tão significativo: ele mostra a passagem da escravidão à liberdade. Nascemos para a Luz, que é Deus, mas muitas vezes buscamos as trevas.

Quando nos apegamos às coisas deste mundo, esquecemos as eternas. Por isso Jesus considera feliz aquele que mantém sua realidade última, a eternidade, diante dos seus olhos.

Que o Bom Deus nos ajude nesta caminhada rumo à eternidade. Amém.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Ele é o Caminho

Cor Litúrgica: Verde

22ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. E pregava nas sinagogas da Judeia. (Lc 4,38-44)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

Estamos iniciando o mês de setembro, conhecido como o mês da Bíblia. Este é um tempo propício para aprofundarmos, meditarmos e conhecermos a Palavra de Deus.

Vivemos tempos de muitas inverdades, e é por isso que nossa vida deve estar firmemente alicerçada na Rocha. Como diz a Palavra de Deus, uma casa construída sobre a rocha está segura.

Então, o que o Evangelho de hoje tem a nos dizer?

Primeiro, que Jesus é a cura de todas as nossas enfermidades, sejam elas físicas ou espirituais. Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Quem O encontra não consegue deixar de propagar o bem recebido. Após a cura, coloca-se a serviço.

Outro ponto importante: não basta apenas conhecer; é necessário ir além. Discipulado. O demônio conhece quem é Jesus e todas as Escrituras. Ou seja, Deus nos convida a ir além.

Por último, devemos propagar a vida e a Palavra de Deus até os confins do mundo.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

O demônio coloca na nossa cabeça que temos virtudes, então nos tornamos presas fáceis

Cor Litúrgica: Branco

Santo Agostinho, bispo e doutor da Igreja, Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Aí de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, pois, a medida de vossos pais!” (Mt 23,27-32)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, hoje a Igreja lembra a memória de um grande santo: Santo Agostinho.

Ao olhar para este Santo, além de todas as suas virtudes e testemunhos, sobressai o poder da intercessão. Quem está por trás dele? Santa Mônica e Santo Ambrósio. Santa Mônica rezou 30 anos pelo seu filho, e Santo Ambrósio entrou na vida dele e foi, poderíamos dizer, o seu catequista.

Fica essa lição: não desistir de rezar uns pelos outros, mesmo em casos difíceis. Perseverança sempre.

O contexto em que viveu Santo Agostinho era de tempos difíceis também, mas Deus transformou a vida dele, pois para Deus nada é impossível.

Na liturgia de hoje, o Evangelho nos faz lembrar uma frase de Santa Teresa: “O demônio coloca na nossa cabeça que temos virtudes, então nos tornamos presas fáceis.”

Pois por fora sou uma coisa, e por dentro sou outra. Urge a necessidade de saber quem realmente somos. Muitas vezes somos fracos e pensamos que somos fortes.

Outras vezes confiamos nas nossas fraquezas e esquecemos a força de Deus.

Achamos que estamos limpos, mas, na verdade, somos um sepulcro caiado. O inimigo é astuto, pois, se olharmos para a nossa vida, sempre caímos nas mesmas armadilhas.

Por isso Santo Agostinho foi grande. Na vida dele, a primeira coisa que fez quando foi eleito Bispo foi escrever a sua história. Mostrou para todos quem ele era, ou seja, não deixou brechas para que dissessem que ele pregava uma coisa e vivia outra.

Mas o que fica mais forte hoje: todos precisamos de conversão e oração. Que o Bom Deus nos ajude nesta luta diária.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

A justiça de Deus é perfeita, pois Deus é justo

Cor Litúrgica: Branco

São Pio X, papa, Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. À nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: ‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”. (Mt 20,1-16a)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, hoje, nesta quarta-feira, estamos mais uma vez recebendo o convite do Senhor para olharmos para o nosso interior.

O evangelho de hoje é de grande profundidade e está carregado de muitos ensinamentos. Ele nos mostra como Deus age diante dos fatos e acontecimentos e como nós agimos diante das mesmas experiências.

A justiça de Deus é perfeita, pois Deus é justo. No entanto, muitas vezes temos a tendência de julgar e de querermos ser juízes dos nossos irmãos.

Frequentemente, chegamos até a minimizar a Deus, querendo determinar como Ele deve agir.

Esta passagem reflete nossa vida. Ninguém sabe o dia nem a hora do chamado. Quando será concluído o nosso trabalho? Quanto irei receber pelo que fiz?

No pontificado do Papa Bento XVI, ele sempre dizia: “Qualidade antes da quantidade”.

Jesus afirma em outro evangelho que Ele não julga ninguém; são as nossas atitudes que nos julgam.

Muitas vezes, estamos mais focados no que o outro vai receber do que no nosso próprio trabalho.

O que determina a qualidade do nosso trabalho? Se faço por amor e com amor. Por isso, fica a pergunta: Coloco amor nas coisas que faço? O que realmente busco? Que o bom Deus nos faça ver o mundo de outro ângulo, mais parecido com o Dele.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

O que ligares na terra será ligado no céu

Cor Litúrgica: Vermelho

São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir | Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”. (Mt 18,15-20)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

O tempo comum revela Jesus e a sua missão, mostrando a Face Amorosa e Misericordiosa do Pai. Ele nos ensina que somos seus filhos e filhas, que Ele nos ama e espera com Amor o nosso retorno ao Seu Coração. Por isso, devemos constantemente trabalhar o perdão e oferecê-lo a todos que necessitam.

A vida comunitária é o pano de fundo desta mensagem. Não nascemos para viver sozinhos. A comunidade começa na família, se estende ao social e culmina na Igreja. O Evangelho mostra a autoridade do Papa como representante de Cristo. A Pedro, o Senhor concedeu a missão de guiar a Sua Igreja: “O que ligares na terra será ligado no céu”.

A obediência aos nossos superiores é essencial. Todos que têm esta missão árdua e bela, seja nosso pároco, nosso Bispo ou nosso Papa, merecem nossa consideração e respeito.

Por isso, evoco o tema “confissão e reconciliação”. São temas que se destacam na Quaresma, mas que devemos sempre lembrar. A comunidade, a Igreja, deve ser o lugar da cura e do perdão. Cristo nos deixou o exemplo, e que Ele nos torne fortes neste caminho.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

O que ligares na terra será ligado no céu

Cor Litúrgica: Vermelho

São Maximiliano Maria Kolbe, presbítero e mártir | Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se o teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles” (Mt 18,15-20)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

O tempo comum revela Jesus e a sua missão, mostrando a Face Amorosa e Misericordiosa do Pai. Ele nos ensina que somos seus filhos e filhas, que Ele nos ama e espera com Amor o nosso retorno ao Seu Coração. Por isso, devemos constantemente trabalhar o perdão e oferecê-lo a todos que necessitam.

A vida comunitária é o pano de fundo desta mensagem. Não nascemos para viver sozinhos. A comunidade começa na família, se estende ao social e culmina na Igreja. O Evangelho mostra a autoridade do Papa como representante de Cristo. A Pedro, o Senhor concedeu a missão de guiar a Sua Igreja: “O que ligares na terra será ligado no céu”.

A obediência aos nossos superiores é essencial. Todos que têm esta missão árdua e bela, seja nosso pároco, nosso Bispo ou nosso Papa, merecem nossa consideração e respeito.

Por isso, evoco o tema “confissão e reconciliação”. São temas que se destacam na Quaresma, mas que devemos sempre lembrar. A comunidade, a Igreja, deve ser o lugar da cura e do perdão. Cristo nos deixou o exemplo, e que Ele nos torne fortes neste caminho.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira

Jesus, Filho de Davi, tende piedade de nós!

Cor Litúrgica: Verde

18ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-lo aos cachorrinhos”. A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada. (Mt 15,21-28)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, a Palavra de Deus é viva e eficaz, cortante como uma espada de dois gumes, que penetra até o mais profundo de nossa alma.

No evangelho de hoje, somos testemunhas de uma profunda Profissão de Fé. No testemunho de uma mulher pagã, Jesus opera um grande milagre, acompanhado de um notável elogio.

Jesus estava em uma região de pagãos, mas sua fama já era amplamente conhecida. Ele fica maravilhado com a fé da mulher. Podemos reconhecer essa oração fervorosa em nossas próprias vidas: “Jesus, Filho de Davi, tende piedade de nós”, uma oração que também saiu dos lábios de um cego à beira da estrada.

Os contextos são um pouco semelhantes. O cego grita e os discípulos pedem para que ele se cale, mas, ao contrário, ele grita ainda mais alto.

Na Idade Média, época do nascimento de muitas devoções, encontramos o relato do Peregrino Russo, que se baseia nesta mesma frase: “Jesus, Filho de Davi, tem piedade de mim.”

O que também chama a atenção é a resposta de Jesus à mulher, que à primeira vista pode parecer grosseira. Contudo, Ele conhecia o coração dela, sabia de sua necessidade e intenção.

Os que estavam ao redor precisavam deste testemunho. Que possamos refletir sobre a importância de nosso próprio testemunho. Muitas vezes, as coisas não acontecem como planejamos, nem no momento que esperamos.

Que o Bom Pastor nos guie em nosso caminho de salvação. Somente Ele pode nos ajudar e iluminar.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Amém.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira

O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo

Cor Litúrgica: Branco

Santo Inácio de Loyola, presbítero, Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus à multidão: “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”. (Mt 13,44-46)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus. O evangelho nos mostra duas parábolas: o tesouro e a pérola. São pequenas e clara a sua explicação. Como sempre, Jesus se faz simples com os simples.

Ele se coloca como este tesouro e esta pérola. Exige busca e também desprendimento. É preciso do movimento de saída (a busca) e, ao encontrar, exige despojamento.

Quem experimenta o Cristo não consegue ser mais o mesmo. Exige uma mudança radical.

Esta parábola nos faz lembrar a quaresma, como também um grande místico da Igreja: São João da Cruz.

Sem criticar ninguém ou pensar que somos melhores, ele diz que espiritualmente somos como crianças. Temos muitas vezes o egoísmo e a posse, e que temos dificuldade de dividir.

Mas, se nos é oferecido algo melhor e maior, não pensamos duas vezes e somos capazes de trocar.

São João da Cruz coloca o exemplo do pirulito. A criança não quer doar, mas, se é um pirulito maior, ela é capaz de doar e trocar.

Cristo é o tesouro escondido e também a pérola; se não O buscarmos, como O encontraremos?

Sabendo que, como disse São Paulo, Deus não se deixa vencer em generosidade. Busquemos enquanto Ele se deixa encontrar.

Glória ao Pai, glória ao Filho e glória ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira

Como está o meu coração?

COR LITÚRGICA: VERDE

16ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz. Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas. Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. Quem tem ouvidos, ouça!” (Mt 13,1-9)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

Jesus é o verdadeiro Senhor e Mestre. Fala com autoridade e sabe falar na hora certa e no momento certo. Quando começa a ensinar, fala com simplicidade e usa sempre parábolas com exemplos fáceis de compreensão.

Temos parábolas conhecidas como a do Bom Pastor, a do campo, a do filho pródigo, a da moeda perdida e tantos outros exemplos. Hoje é a do semeador.

A Palavra de Deus também recebe vários nomes: a semente, a chuva e, como lembraremos no momento, a espada de dois gumes. Temos também o fermento e a pequena semente de mostarda. Neste evangelho, o próprio Cristo explica. Temos quatro terrenos e o semeador, que é Deus, não faz discriminação de terrenos, sabendo que os diferentes terrenos são os nossos corações.

Pensando assim, o que difere os terrenos é simplesmente como se encontra o terreno quando a semente cai. Pensemos: como está o meu coração? Tenho-o preparado para acolher a Palavra de Deus?

Se não, tenho pelo menos o desejo de fazer algo novo? Que o Bom Deus nos fortaleça e que tenhamos força para deixar Deus agir.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira

Nós temos dificuldade de sermos pequenos

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Bem-aventurado Inácio de Azevedo, presbítero, e companheiros, mártires, Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.  Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar”. (Mt 11,25-27)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos amados e amadas em Cristo Jesus, hoje a liturgia nos convida a refletir sobre um tema muito familiar ao Carmelo. Santa Teresinha do Menino Jesus nos fala muito sobre: abandono, pequenez e simplicidade.

Outro santo que nos vem à memória é São Felipe de Néri, quando diz que o evangelho é tão simples que complicamos demais.

Olhando o louvor que Jesus faz pelos pequenos, sabemos que não se refere à estatura, mas ao coração.

Quando Santa Teresinha deseja ser pequena, ela entendeu o mistério da encarnação. Deus se fez pequeno para nos mostrar o caminho.

Nós temos dificuldade de sermos pequenos. E Jesus diz: somente quem é pequeno pode ver o Pai e aquele que Ele quiser revelar.

Poderíamos nos perguntar se acaso estamos entre esses que conhecem o Pai? Desejamos qual sabedoria? A que é de Deus ou aquela que é do mundo?

Que o Espírito Santo nos ilumine e não nos deixe fraquejar nos nossos anseios e desejos mais profundos.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira

Qual é a minha missão?

COR LITÚRGICA: VERDE

14ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo'”. (Mt 10,1-7)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos refletindo hoje sobre o chamado e a missão dos doze apóstolos. Pessoas bastante distintas e diferentes em todos os aspectos, mas com os mesmos desejos e anseios.

Lembrando que no Antigo Testamento eram doze tribos de Israel. Agora são doze apóstolos. Jesus disse que não veio para mudar nada, mas para aprofundar a lei e torná-la plena no Amor.

Estamos diante do primeiro ensaio. Após três anos de catequese, os apóstolos saem em missão, fazendo aquilo que Jesus fazia: curar e evangelizar.

Como era a primeira vez, acredito que Jesus tenha dito: vamos devagar e não muito longe, somente nos arredores.

Vamos primeiro aos próximos e depois aos outros. Lembrando também que só após a ressurreição eles foram capazes de se abrir para todos: judeus, gregos e pagãos.

Devemos pensar: Qual é o meu chamado? Qual é a minha missão? Assim como chamou os doze, hoje Ele chama a todos nós.

Que o Bom Deus nos ilumine e nos conceda discernimento para entender o que Deus nos pede hoje.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira

Meu Senhor e meu Deus

COR LITÚRGICA: VERMELHO

São Tomé, Apóstolo | 13ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


 Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”. Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei.” Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco” Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos iniciando o mês de julho, no meio popular conhecido como o mês de Santana, ou melhor, Santa Ana, a mãe de Nossa Senhora. Nos tempos atuais no Carmelo, é o mês de Nossa Senhora do Carmo e do Profeta Santo Elias.

Hoje, dia 03 de julho, a nossa Igreja lembra um dos discípulos do Senhor. Segundo a liturgia, este é o dia em que o corpo do Santo foi transladado de Edessa (século VI), Síria, atualmente Turquia.

O Santo é São Tomé. Diríamos hoje, na nossa cultura, que ele duvidou e não acreditou que o Senhor Jesus havia ressuscitado. Com certeza já sabia também da aparição a Maria Madalena.

Com a sua dúvida, abre espaço para nós também. Demonstra que no grupo havia todos os tipos e temperamentos. Era preciso ver com os próprios olhos e tocar com as suas mãos.

Deus é maravilhoso, tira um bem de tudo. Inclui todos nós, quando diz: “Bem-aventurados os que creram sem terem visto.”

Outra coisa maravilhosa é que Tomé faz como Pedro e como Maria, irmã de Lázaro, a Profissão de Fé: “Meu Senhor e meu Deus.”

Nesta profissão, ele reconhece Jesus como o Filho de Deus. O Senhor do céu e da terra. O Todo-Poderoso, o Senhor do corpo e da alma. O único Deus.

Se antes duvidou, com sua Profissão de Fé, não há mais espaço para dúvidas.

Meditemos hoje sobre as nossas dúvidas e nossos fracassos. E peçamos a Deus que aumente a nossa fé. Se ela está pequena e fraca, que se torne forte e firme como a de São Tomé.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira

A máscara cai rápido

COR LITÚRGICA: VERDE

12ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Cuidado com os falsos profetas: Eles vêm até vós vestidos com peles de ovelha, mas por dentro são lobos ferozes. Vós os conhecereis pelos seus frutos. Por acaso se colhem uvas de espinheiros ou figos de urtigas? Assim, toda árvore boa produz frutos bons, e toda árvore má, produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar frutos maus, nem uma árvore má pode produzir frutos bons. Toda árvore que não dá bons frutos é cortada e jogada no fogo. Portanto, pelos seus frutos vós os conhecereis”. (Mt 7,15-20)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, hoje estamos sendo convidados a praticar o evangelho na nossa vida concreta.

Em cada época, Deus suscita pessoas a serem santas e trilharem este caminho, que até parece contrário ao de todas as outras pessoas.

Na história da Igreja, nos momentos de crise, foi assim que aconteceu. Pelo testemunho de vida, refletem o Amor de Deus.

Exemplo: na Igreja Primitiva, quando alguém dizia “sou cristão e católico”, era executado. Morreram multidões que não concordavam com essa maneira de pensar.

Dando um salto para a Idade Média, temos o gigante Francisco de Assis. A pobreza era reinante e o desprezo pelos sofridos e doentes era comum.

Então, um jovem rico deseja ser mais pobre do que eles. Com sua vida e testemunho, mudou e fez muitos mudarem e serem melhores.

Um pouco adiante, onde a juventude estava perdida e sem horizontes, surge São João Bosco. Outro momento difícil e crucial para a nossa humanidade.

No evangelho de hoje, vemos o reflexo de hoje. O que é santidade hoje?

Acho que é coerência. Pois vivemos em um mundo de aparências. Hoje, procura-se aparecer; não é mais nem o ser e nem o ter. Por isso, o evangelho cita o exemplo do lobo com aparência de cordeiro e das frutas que não podem dar o que não têm.

A máscara cai muito rápido, não converte ninguém e não dura muito. Sejamos cristãos autênticos e não de fachada. Se não o somos, Deus nos dá a oportunidade diária.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira

Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

COR LITÚRGICA: VERDE

11ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. (Mt 6,1-6.16-18)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, o evangelho de hoje nos faz lembrar da Santa Quaresma, onde este tripé está sempre presente: esmola, oração e jejum. Lembrando que Quaresma é um tempo abençoado, tempo de avaliação, tempo de conversão, ou seja, de mudar de direção.

É o próprio Deus que nos convida a uma vida nova. E o convite é pessoal e particular. Ou seja, ao convite devo estar aberto à mudança. A correção não é para o vizinho ou a vizinha, mas para mim que escuto.

Comecemos pela esmola: devo dar porque fui convidado por Deus, primeiramente a partilhar, não para aparecer e crescer aos olhos humanos. Por isso Jesus diz: não publique.

A oração é uma relação entre Deus e a alma; não precisa que todos saibam que você está em comunhão com o Criador. Os frutos falarão por você.

O jejum, tradição antiga, nos torna sensíveis e abertos ao outro, nos faz mais leves e humanos.

São práticas simples e transformadoras que nos libertam de nós mesmos, mas se feitas do jeito certo. Qual é esse jeito certo?

Diríamos um exemplo: um raio de luz que passa por uma lente, ele se divide e se multiplica em várias luzes. Assim, quando a nossa ação passa por Deus, ela se multiplica em várias ações ao chegar nos irmãos.

Deus é para quem dirijo a minha ação. Ele é quem devo agradar e não o contrário. Pois a recompensa é garantida. Ele vê tudo e sabe de tudo.

Ele nos dará a recompensa por nossas ações. O perigo é que queremos tudo para hoje e aqui. Ele diz sempre: não é para este mundo. Que o Bom Deus nos oriente em seus caminhos.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)