Cor Litúrgica: Branco
São Pio X, papa, Memória | Quarta-feira
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: “O Reino dos Céus é como a história do patrão que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores uma moeda de prata por dia, e os mandou para a vinha. À nove horas da manhã, o patrão saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, e lhes disse: ‘Ide também vós para a minha vinha! E eu vos pagarei o que for justo’. E eles foram. O patrão saiu de novo ao meio-dia e às três horas da tarde, e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelas cinco horas da tarde, encontrou outros que estavam na praça, e lhes disse: ‘Por que estais aí o dia inteiro desocupados?’ Eles responderam: ‘Porque ninguém nos contratou’. O patrão lhes disse: ‘Ide vós também para a minha vinha’. Quando chegou a tarde, o patrão disse ao administrador: ‘Chama os trabalhadores e paga-lhes uma diária a todos, começando pelos últimos até os primeiros!’ Vieram os que tinham sido contratados às cinco da tarde e cada um recebeu uma moeda de prata. Em seguida vieram os que foram contratados primeiro, e pensavam que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu uma moeda de prata. Ao receberem o pagamento, começaram a resmungar contra o patrão: ‘Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o cansaço e o calor o dia inteiro’. Então o patrão disse a um deles: ‘Amigo, eu não fui injusto contigo. Não combinamos uma moeda de prata? Toma o que é teu e volta para casa! Eu quero dar a este que foi contratado por último o mesmo que dei a ti. Por acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja, porque estou sendo bom?’ Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos”. (Mt 20,1-16a)
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.
Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, hoje, nesta quarta-feira, estamos mais uma vez recebendo o convite do Senhor para olharmos para o nosso interior.
O evangelho de hoje é de grande profundidade e está carregado de muitos ensinamentos. Ele nos mostra como Deus age diante dos fatos e acontecimentos e como nós agimos diante das mesmas experiências.
A justiça de Deus é perfeita, pois Deus é justo. No entanto, muitas vezes temos a tendência de julgar e de querermos ser juízes dos nossos irmãos.
Frequentemente, chegamos até a minimizar a Deus, querendo determinar como Ele deve agir.
Esta passagem reflete nossa vida. Ninguém sabe o dia nem a hora do chamado. Quando será concluído o nosso trabalho? Quanto irei receber pelo que fiz?
No pontificado do Papa Bento XVI, ele sempre dizia: “Qualidade antes da quantidade”.
Jesus afirma em outro evangelho que Ele não julga ninguém; são as nossas atitudes que nos julgam.
Muitas vezes, estamos mais focados no que o outro vai receber do que no nosso próprio trabalho.
O que determina a qualidade do nosso trabalho? Se faço por amor e com amor. Por isso, fica a pergunta: Coloco amor nas coisas que faço? O que realmente busco? Que o bom Deus nos faça ver o mundo de outro ângulo, mais parecido com o Dele.
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo
Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)


