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Quem ama, obedece

COR LITÚRGICA: VERDE

10ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”. (Mt 5,17-19)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus,

Hoje, o Senhor nos convida a refletir sobre a plenitude da Lei, que é o Amor, e também sobre a importância do testemunho e do ensinamento.

Quando Jesus diz: “Não vim abolir a Lei, mas dar-lhe pleno cumprimento”, Ele nos mostra que a Lei não é abolida, mas transformada e elevada ao seu pleno sentido através do Amor. Dois mil anos depois, pode parecer óbvio e fácil para nós, mas na época de Jesus, não era assim tão simples.

Vamos voltar no tempo: O que a Lei dizia sobre o sábado? Que não se podia trabalhar, e era um dia consagrado ao Senhor. Um dia de descanso e de oração.

O que Jesus fazia? Curava os doentes e enfermos e ainda colhia espigas nesse dia. Nos mandamentos, não se podia pronunciar o Nome de Deus, mas Jesus chama Deus de paizinho, papai.

Jesus era tido como Mestre, mas muitos não conseguiam compreender suas ações; para eles, era um absurdo, contrário à Lei.

Somente com o Seu Espírito podemos compreender as Palavras e Atitudes do Mestre. Ele repete várias vezes: Vim torná-la plena, no Amor. O Amor é a totalidade da Lei.

Santa Teresa de Jesus, em 1565, em Ávila, Espanha, escreveu um livro para suas filhas, as monjas Carmelitas, e nele contém um conselho para as futuras madres. Ela diz: “Se queres ser obedecida, se faça amada”, ou seja, se queres que lhe obedeçam, seja amada por elas. Quem ama, obedece.

Aí também está o perigo e um conselho importante: se caímos no erro, já é ruim e é pecado, e quem o pratica sofre. Mas quem comete erros e ainda ensina outros a errar é muito mais grave, pois começa a arrastar outros.

Devemos ter cuidado com os caminhos que estamos trilhando e, mais ainda, se outros estão nos seguindo.

Peçamos ao Bom Deus que nos conceda os Seus dons, e principalmente aquele dom de que mais necessitamos.

Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Ó Senhor, para vós eu levanto meus olhos

COR LITÚRGICA: VERMELHO

9ª Semana do Tempo Comum | São Bonifácio, bispo e mártir | Quarta-feira


Naquele tempo, vieram ter com Jesus alguns saduceus, os quais afirmam que não existe ressurreição e lhe propuseram este caso: “Mestre, Moisés deu-nos esta prescrição: Se morrer o irmão de alguém, e deixar a esposa sem filhos, o irmão desse homem deve casar-se com a viúva, a fim de garantir a descendência de seu irmão”.  Ora, havia sete irmãos, o mais velho casou-se, e morreu sem deixar descendência. O segundo casou-se com a viúva, e morreu sem deixar descendência. E a mesma coisa aconteceu com o terceiro. E nenhum dos sete deixou descendência. Por último, morreu também a mulher. Na ressurreição, quando eles ressuscitarem, de quem será ela mulher? Por que os sete se casaram com ela!” Jesus respondeu: “Acaso, vós não estais enganados, por não conhecerdes as Escrituras, nem o poder de Deus? Com efeito, quando os mortos ressuscitarem, os homens e as mulheres não se casarão, pois serão como os anjos do céu. Quanto ao fato da ressurreição dos mortos, não lestes, no livro de Moisés, na passagem da sarça ardente, como Deus lhe falou: ‘Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó’?  Ora, ele não é Deus de mortos, mas de vivos! Vós estais muito enganados”. (Mc 12,18-27)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado. Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos no Evangelho segundo Marcos, onde podemos ver muitos debates e confrontos. Naquele tempo, existiam muitos grupos, mas geralmente vemos o grupo dos saduceus e o grupo dos fariseus.

Como é conhecido, o grupo dos saduceus não acreditava na ressurreição, enquanto o grupo dos fariseus acreditava. Nos Atos dos Apóstolos, naquele episódio da prisão de São Paulo, ocorre aquela divisão e tumulto por causa das divergências entre esses dois grupos. Um tema forte é a ressurreição dos mortos.

Sabemos que o que está em questão aqui não é simplesmente a ressurreição, mas um motivo para que pudessem pegar Jesus em contradição.

Jesus foi tentado e perseguido durante toda a sua vida. A lei estava acima de tudo e de todos. Até Jesus, essa era a regra de ouro. Não importava o ser humano e muito menos qualquer vida neste mundo.

Jesus, ao realizar milagres, não focava na pessoa curada e libertada. A pergunta era: a lei permite isso?

O próprio Jesus diz: Moisés criou essa lei pela dureza de vossos corações. Vejamos no evangelho lido, a mulher não é perguntada ou considerada. Imaginemos casar 07 vezes ou até mais vezes, só porque a lei diz.

O tema da ressurreição era só um pretexto para saber se Ele era conhecedor da lei. Nascemos para viver em grupos, a organização é necessária, mas não deve ser contrária e muito menos mais importante do que a pessoa. Jesus traz uma nova visão: o Amor está acima da lei.

O importante aqui é a mensagem que Jesus deixa, que não devemos olhar para o secundário, mas para o principal. Parece óbvio para nós essa mensagem, mas naquele tempo e naquele contexto não era. Aí está o perigo, como Jesus mesmo disse: têm olhos mas não veem, têm ouvidos mas não ouvem.

Que a nossa mente esteja impregnada da sua Palavra e o nosso coração do seu Amor. Pois Ele caminha hoje conosco, como prometeu, e aqui afirma: Deus é o Deus dos vivos e não dos mortos.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Quem quer ser maior seja o menor

COR LITÚRGICA: VERDE

8ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, os discípulos estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com medo. Jesus chamou de novo os Doze à parte e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele: “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos. Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará”. Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”. Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?” Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado. Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”. Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João. Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam. Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo; e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos. Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos no tempo comum, caminhando com o Evangelista Marcos. Hoje temos os relatos e diríamos o retrato de como é ser discípulos e discípulas do Senhor. Não nos parece uma vida monótona, mas cheia de altos e baixos, louros e também muita perseguição.

Estão a caminho de Jerusalém, onde acontecerá o desfecho final. Neste momento o Senhor já tem muitos inimigos e já é procurado pelas autoridades judaicas. Mas na cabeça dos discípulos era o momento que o Senhor iria se manifestar e tomar o poder das mãos dos opressores romanos. Por isso a preocupação de quem será os seus auxiliares mais próximos.

Nada novo debaixo desse sol, segundo a gíria popular. Não podemos nem julgar ou condenar os discípulos. Quem quer morrer ou ser torturado? Sempre pensamos: Conosco será diferente. Mas dependendo das nossas escolhas, tem fins que são inevitáveis.

Nos evangelhos, Cristo mostrou um caminho novo, diferente, falava a verdade, ia de contra a maneira de pensar e principalmente quem estava no poder. O desfecho era a morte, não qualquer morte, mas a pior forma de condenação, a morte de cruz.

O que fica para nós? Que devemos mudar a nossa maneira de pensar. Os pensamentos de Deus são diferentes dos nossos. No final do evangelho é radical. Quem quer ser maior seja o menor. Quem quer ser o mestre seja o servo.

Por isso, caros irmãos e irmãs, não desistam diante das cruzes. A nossa vitória é certa, pois Cristo disse: “Eu estarei convosco até os confins do mundo”. Ele é fiel.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Quem não é contra nós é a nosso favor

COR LITÚRGICA: VERDE

7ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, João disse a Jesus: “Mestre, vimos um homem expulsar demônios em teu nome. Mas nós o proibimos, porque ele não nos segue”. Jesus disse: “Não o proibais, pois ninguém faz milagres em meu nome para depois falar mal de mim. Quem não é contra nós é a nosso favor”. (Mc 9,38-40)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos amados e amadas em Cristo Jesus,

Estamos continuando o Tempo Comum, na sétima semana do Tempo Comum. O foco principal é mostrar quem é Jesus e sua missão, destacando principalmente os seus milagres. Nos perguntamos: o que devemos fazer para nos assemelhar ao Mestre? Qual é a nossa missão e qual o caminho que devemos trilhar?

O Evangelho de São Marcos é pequeno e direto. O de hoje contém apenas dois versículos. Mesmo sendo um texto curto, ele não deixa a desejar em profundidade e ensinamento.

Sabemos que São Marcos foi o primeiro dos quatro evangelhos a ser escrito e, como toda a Palavra de Deus, ele permanece atual. No evangelho de hoje, sobressaem vários sentimentos ruins inerentes à nossa natureza: ciúmes, competição e inveja.

É próprio do ser humano viver em grupos, sendo o nosso primeiro grupo a nossa família. Podemos ver, assim, o grupo de seguidores do Senhor. Jesus mostra com sua vida e palavras que entre nós não deve ser assim. Em tantos momentos, Ele nos dá um puxão de orelhas.

No entanto, pobres de nós, nascemos em grupos que, desde a infância, nos treinam para competir e sobressair. É uma luta constante para agir de maneira diferente. Por isso, a busca pelo Senhor deve ser diária, pois é difícil arrancar esses sentimentos negativos que estão enraizados em nós.

Que o Bom Deus nos ilumine e nos faça ver a Verdade em Seu Próprio Filho, Jesus. Busquemos diariamente a graça de viver conforme os ensinamentos de Cristo, superando a competição e a inveja, e abraçando o amor, a humildade e a união.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Pai santo, guarda-os em teu nome

COR LITÚRGICA: BRANCO

7ª Semana da Páscoa | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos para o céu e rezou, dizendo: “Pai santo, guarda-os em teu nome, o nome que me deste, para que eles sejam um assim como nós somos um. Quando eu estava com eles, guardava-os em teu nome, o nome que me deste. Eu guardei-os e nenhum deles se perdeu, a não ser o filho da perdição, para se cumprir a Escritura. Agora, eu vou para junto de ti, e digo estas coisas, estando ainda no mundo, para que eles tenham em si a minha alegria plenamente realizada. Eu lhes dei a tua palavra, mas o mundo os rejeitou, porque não são do mundo, como eu não sou do mundo. Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno. Eles não são do mundo, como eu não sou do mundo. Consagra-os na verdade; a tua palavra é verdade. Como tu me enviaste ao mundo, assim também eu os enviei ao mundo. Eu me consagro por eles, a fim de que eles também sejam consagrados na verdade”. (Jo 17,11b-19)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos na semana dedicada à oração pela unidade dos cristãos. Uma semana onde iremos refletir sobre o ser cristão e também como caminhar na unidade em meio a uma grande diversidade de ideias e caminhos.

Lembrando também que estamos no Retiro de Pentecostes. Como a liturgia coloca: “A unidade é sinal da presença do próprio Deus, oportunidade singular de testemunho da ação salvífica”.

É tempo de oração e discernimento. No evangelho, Jesus está se aproximando de sua paixão, morte e ressurreição, em sua hora crucial. Neste momento, Ele começa a olhar para o que ainda falta retocar.

Ele prepara os discípulos para o grande momento. Então, hoje sobressai a unidade. Permanecer unidos entre si e principalmente a Ele, que é a videira, o caminho, a verdade e a vida.

Era como se Ele dissesse: “Vocês passaram por muitas tribulações, mas coragem, Eu venci. Permaneçam unidos entre si, mas primeiramente a Mim.

Todo o caminho já mostrei. Tudo que o meu Pai mandou. Agora façam como Eu fiz. Permaneçam ligados e sigam tudo o que fiz e mostrei.

Jesus é: Caminho, Verdade e Vida. Até se rejeitarem vocês, antes rejeitaram a mim. Faz parte do percurso.

Lembrando que tudo é passageiro. Somente Ele é para sempre.

Que neste retiro de Pentecostes o Espírito Santo nos conceda a força e os seus dons.

Sejamos um com o Pai, pois Ele é Um.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

“A ressurreição do Senhor é sinal de esperança.”

COR LITÚRGICA: BRANCO

6ª Semana da Páscoa | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Tenho ainda muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora. Quando, porém, vier o Espírito da Verdade, ele vos conduzirá à plena verdade. Pois ele não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido; e até as coisas futuras vos anunciará. Ele me glorificará, porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará. Tudo o que o Pai possui é meu. Por isso, disse que o que ele receberá e vos anunciará, é meu”. (Jo 16,12-15)

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos na 6ª semana do tempo Pascal, estamos nos aproximando da grande Solenidade de Pentecostes. O Espírito Santo desce sobre os Apóstolos e a Virgem Maria. Onde tudo será revelado.

No evangelho de hoje nos apresenta o dom do discernimento, “tenho muitas coisas a dizer-vos, mas não sois capazes de as compreender agora”. Por quê? Simplesmente estavam amedrontados, inseguros, mas após o Espírito Santo os revestir com seus dons, foram novas criaturas.

Primeiramente não entendem nada. As palavras ditas não têm sentido. Depois não conhecem a verdade e nem compreendem o momento atual e nem o futuro.

Mas tudo muda com o Espírito Santo e até anunciar a Palavra são capazes.

Trazendo para a nossa vida, devemos passar por situações de morte, para ressuscitar. A vida é um ciclo. Jesus disse se Ele não partir o Paráclito não virá. Na nossa vida se o homem velho não morrer o novo não nascerá.

O Espírito Santo caminha conosco. Abramos a nossa alma e a nossa mente para que possamos ressuscitar. A Verdade que Ele anuncia é o Cristo Ressuscitado.

Como os discípulos não tenhamos medo de anunciar: O Cristo vivo está. Que o Espírito Santo nos faça novas criaturas.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor

COR LITÚRGICA: BRANCO

5ª Semana da Páscoa | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus disse a seus discípulos:  “Eu sou a videira verdadeira e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que em mim não dá fruto ele o corta; e todo ramo que dá fruto, ele o limpa, para que dê mais fruto ainda. Vós já estais limpos por causa da palavra que eu vos falei. Permanecei em mim e eu permanecerei em vós. Como o ramo não pode dar fruto por si mesmo, se não permanecer na videira, assim também vós não podereis dar fruto, se não permanecerdes em mim. Eu sou a videira e vós os ramos. Aquele que permanece em mim, e eu nele, esse produz muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer. Quem não permanecer em mim, será lançado fora como um ramo e secará. Tais ramos são recolhidos, lançados no fogo e queimados. Se permanecerdes em mim e minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes e vos será dado. Nisto meu Pai é glorificado: que deis muito fruto e vos torneis meus discípulos”. (Jo 15,1-8)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos iniciando o mês de maio, o mês mariano. Muitas paróquias, comunidades e vilarejos estarão em festa, louvando a Maria Mãe de Jesus.

Também hoje é quarta-feira, dia dedicado ao nosso querido pai São José e dia de São José Operário. Rezemos, amados, pedindo ao Bom Deus por todas as famílias neste mês que começa e termina com a Sagrada Família.

Por isso, o evangelho nos faz refletir sobre a parábola da videira. Jesus é um Mestre Experiente, trazendo o dia a dia para evangelizar.

Quem de vocês já visitou um parreiral?

No ano passado, tivemos a oportunidade de conhecer, em Petrolina. O cuidado, o tempo e o dinheiro são ferramentas essenciais para o sucesso. Não é trabalho fácil e a poda tem o tempo certo, a maneira certa e até o tamanho, coisa de especialista.

Por isso que Jesus diz: “Eu sou a videira e meu Pai o agricultor e nós os ramos.”

O segredo do sucesso desta vinha é Permanecer. São citados oito vezes este verbo. Algo repetido tanto é para ser lembrado e jamais esquecido. Tem que estar ligada à árvore e um especialista no comando.

Sozinhos jamais produziremos frutos, pode até ser, mas serão podres e pequenos. Pois não suportamos as podas. Elas doem e até ferem, mas é necessário e sem elas não teremos frutos bons.

Queridos irmãos, deixemos Deus tomar conta das nossas vidas. Ele sabe de tudo e nos conhece a fundo. Que tenhamos fé que tudo está em suas mãos e que Ele sabe o que é melhor e o que nos convém.

Que o Bom Deus nos abençoe sempre.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Nós temos que escolher, permanecer nas trevas ou irmos para a luz

COR LITÚRGICA: BRANCO

4ª Semana da Páscoa | Quarta-feira – Ano B


Naquele tempo: Jesus exclamou em alta voz: “Quem crê em mim, não é em mim que crê, mas naquele que me enviou. Quem me vê, vê aquele que me enviou. Eu vim ao mundo como luz, para que todo aquele que crê em mim não permaneça nas trevas. Se alguém ouvir as minhas palavras e não as observar, eu não o julgo, porque eu não vim para julgar o mundo, mas para salvá-lo. Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz: a palavra que eu falei o julgará no último dia. Porque eu não falei por mim mesmo, mas o Pai, que me enviou, ele é quem me ordenou o que eu devia dizer e falar. E eu sei que o seu mandamento é vida eterna. Portanto, o que eu digo, eu o digo conforme o Pai me falou”. 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos amados e amadas em Cristo, estamos na quarta semana do tempo Pascal, e hoje o Evangelista João nos leva a refletir sobre Jesus, seu testemunho e sua missão.

Ao observarmos sua trajetória relâmpago e os seus três anos de acompanhamento e catequese, Jesus não coloca mais véus. Tudo é dito às claras.

Ele fala abertamente que Ele é o Filho de Deus e a verdadeira Face do Pai. Por isso diz: quem o vê, vê o Pai.

Neste evangelho pequeno, mas muito denso, aparecem muitos verbos: crer, ver, ouvir, permanecer, observar, julgar, rejeitar, aceitar, falar, enviar, ordenar e também o verbo dizer.

Resumindo: Ele fez tudo o que poderia ser feito, não está mais em suas mãos. Já temos consciência de tudo. Agora não somos mais inocentes, a decisão é nossa.

Nós temos que escolher, permanecer nas trevas ou irmos para a luz. Por isso Jesus diz: “Quem me rejeita e não aceita as minhas palavras já tem o seu juiz, a palavra que eu falei o julgará no último dia.”

Não existe outro caminho e nem outra pessoa pela qual podemos ser salvos. Somente Ele nos conduz à Vida Eterna.

Como disse São Paulo, corramos pelo prêmio que é a Vida Eterna. Jesus conclui este evangelho com essa verdade. Deus quer que sejamos salvos, que todos cheguemos ao grande prêmio, mas não existe outro caminho.

Que todos nós cheguemos à vida nova e em Cristo Ressuscitemos para uma nova vida.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Jesus, o pão da vida

COR LITÚRGICA: BRANCO

3ª Semana da Páscoa | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus à multidão:  “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede.  Eu, porém, vos disse que vós me vistes, mas não acreditais. Todos os que o Pai me confia virão a mim, e quando vierem, não os afastarei. Pois eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia. Pois esta é a vontade do meu Pai: que toda pessoa que vê o Filho e nele crê tenha a vida eterna. E eu o ressuscitarei no último dia”. (Jo 6,35-40)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs, amados e amadas em Cristo Jesus. O evangelista João continua a narrativa dos acontecimentos após a multiplicação dos pães, quando Jesus, após dois dias de evangelização, sacia uma multidão faminta, que contava apenas com homens, totalizando 5.000. Com certeza, se contássemos as mulheres e crianças, o número seria muito maior.

Após a multiplicação dos pães, ocorreu o milagre de Jesus caminhar sobre as águas, convidando Pedro a encontrá-lo e acalmando o mar.

Apesar disso, a multidão não se dispersou e continuou a seguir Jesus, pois ainda estava com fome e sede.

É aqui que Jesus começa a ensinar sobre o Mistério Eucarístico, mostrando que Ele é o verdadeiro Pão do Céu. O que Ele oferece não sacia apenas o corpo, mas também a alma. Ele é o pão que satisfaz a fome e a sede da alma de uma vez por todas, proporcionando alimento para a vida eterna.

No entanto, apesar de estarem famintos, muitos não compreendiam e não enxergavam. Mas por que isso acontecia? Porque a chave que abre tudo é a fé.

Jesus diz: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim nunca mais terá fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.”

É evidente que todo aquele que vê também crê e recebe a vida eterna. Cada milagre que Jesus realizou era motivado pela fé que Ele via naquela pessoa.

Devemos observar todos os milagres e reconhecer se a fé não estava à frente deles.

Por isso, todos os dias, devemos pedir como os discípulos: “Senhor, aumenta a nossa fé.” E mesmo antes de Pedro trair Jesus, Ele disse: “Pedro, orei por você para que sua fé não desfaleça.”

Que o Espírito Santo nos fortaleça.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Eu vos louvarei, Senhor, entre os povos, e anunciarei o vosso nome aos meus irmãos, aleluia

COR LITÚRGICA: BRANCO

2ª Semana da Páscoa | Quarta-feira


Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos vivenciando o período da Ressurreição. Cristo ressuscitou, trazendo vida nova.

O Evangelho de São João, conhecido como o mais espiritual e místico, é simbolizado pela águia, que vê mais longe e mais alto. Fala profundamente sobre o Amor, não como o conhecemos, mas o Amor Ágape, o amor de Deus pela humanidade.

Sabemos que existem três tipos de amor: Ágape, Filia e Eros. O Amor Ágape é aquele que Deus tem e chega à loucura, dando seu próprio Filho para nos salvar. Ele não condena nem julga, mas salva e ilumina.

Jesus diz que somos nós que julgamos e nos condenamos pelas nossas atitudes e escolhas.

Na Santa Missa, o Padre diz que Ele tira o pecado do mundo, não pecados, pois o maior pecado é o desamor. Se não amamos, já estamos condenados, pois estamos fechados a tudo e a todos. São João da Cruz disse: “Seremos julgados pelo amor”.

Afinal, é o Amor que transforma tudo. Cristo é Amor. Não percamos tempo; deixemos o Ressuscitado reinar em nossos corações e que Sua luz brilhe em nossas vidas.

Só o Amor é o que conta. Deus amou tanto o mundo que deu seu Filho para nos salvar. Foquemos no que é realmente necessário e no que realmente nos leva a Deus.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Exulte o coração dos que buscam o Senhor

COR LITÚRGICA: BRANCO

Oitava da Páscoa | Quarta-feira


Evangelho (Lc 24,13-35)

— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! (Sl 117)

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.

— Glória a vós, Senhor.

13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido.

15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: “Que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?

19 Ele perguntou: “Que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”.

25 Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele.

28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía.

31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.


Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos na Oitava da Páscoa, mas a nossa Diocese de Afogados da Ingazeira amanheceu em festa. Hoje teremos início aos festejos do Apóstolo da terra, Dom Francisco. O início do centenário deste grande pastor. Unam-se a nós e propaguemos este profeta. Momentos de relembrar e comemorar.

Páscoa é a passagem, como toda grande festa, essa data ressoa por oito dias. O povo que estava escravo foi liberto. São tantas passagens. A maior de todas é aquela do homem velho para o homem novo.

Hoje o relato do segundo encontro com Cristo Ressuscitado. Aparentemente, é um casal. Só cita o nome de um, Cleófas, que significa “glória do pai”, mas em outro evangelho aparece Maria de Cleófas.

Este evangelho é cheio de simbolismo. Dois, lembrando do envio de dois a dois. Três dias após os fatos acontecidos. O retorno para a antiga vida. Somente à mesa, ao partir do pão, reconhecem o Senhor e o fato de permitirem um “estranho à mesa”.

Neste fato, lembramos a quinta-feira Santa, a instituição da Eucaristia. A Santa Ceia.

Pois é, meus amados irmãos e irmãs, vivamos e deixemos o nosso coração aberto para ouvir e acolher a Palavra do Mestre. Que o nosso coração transborde de alegria e que seja contagiante.

Que o Ressuscitado reine em cada um de nós. Que aconteça em cada coração essa passagem de uma vida velha para uma vida nova.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Tenho Deus como Pai?

COR LITÚRGICA: ROXO

5ª Semana da Quaresma | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus disse aos judeus que nele tinham acreditado: ‘Se permanecerdes na minha palavra, sereis verdadeiramente meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.’ Responderam eles: ‘Somos descendentes de Abraão, e nunca fomos escravos de ninguém. Como podes dizer: ‘Vós vos tornareis livres’?’ Jesus respondeu: ‘Em verdade, em verdade vos digo, todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. O escravo não permanece para sempre numa família, mas o filho permanece nela para sempre. Se, pois, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres. Bem sei que sois descendentes de Abraão no entanto, procurais matar-me, porque a minha palavra não é acolhida por vós. Eu falo o que vi junto do Pai; e vós fazeis o que ouvistes do vosso pai.’ Eles responderam então: ‘O nosso pai é Abraão.’ Disse-lhes Jesus: ‘Se sois filhos de Abraão, praticai as obras de Abraão! Mas agora, vós procurais matar-me, a mim, que vos falei a verdade que ouvi de Deus. Isto, Abraão não o fez. Vós fazeis as obras do vosso pai.’ Disseram-lhe, então: ‘Nós não nascemos do adultério, temos um só pai: Deus. ‘Respondeu-lhes Jesus: ‘Se Deus fosse vosso Pai, vós certamente me amaríeis, porque de Deus é que eu saí, e vim. Não vim por mim mesmo, mas foi ele que me enviou. (Jo 8,31-42)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, o evangelho tirado de São João mostra sempre o lado espiritual. Jesus fala neste evangelho na necessidade que temos de ser verdadeiramente filhos e filhas do Pai. Somente os filhos e filhas são livres.

Então qual é o caminho? Permanecer na Palavra. Jesus não veio mudar nada, mas dá um novo sentido. A verdade está diante de nós e não a acolhemos.

Podemos ver por trás das palavras o tema da quaresma que é a Oração. Se não tivermos tempo para aprofundar e mergulhar, não seremos capazes de reconhecer Deus como Pai. Também Jesus como Caminho, Verdade e Vida.

Tudo aquilo que nos afasta do Caminho que é Cristo, também nos coloca fora da graça. O pecado nos aprisiona, nos faz fracos na fé e nos torna escravos.

Os judeus tinham tudo na mente, mas até hoje somos também assim. Devemos destruir toda forma de pensar, pois às vezes estamos distantes da Verdade.

Esse período é cheio de pistas para a conversão. Devemos pensar: Tenho Deus como Pai? Cristo é a Verdade para mim? Sou livre?

Que o Bom Deus nos fortaleça e nos faça crescer na fé, esperança e principalmente no Amor.”


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Ele está perto da pessoa que o invoca, de todo aquele que o invoca lealmente

COR LITÚRGICA: ROXO

4ª Semana da Quaresma | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus respondeu aos judeus: “Meu Pai trabalha sempre, portanto também eu trabalho”. Então, os judeus ainda mais procuravam matá-lo, porque, além de violar o sábado, chamava Deus o seu Pai, fazendo-se, assim, igual a Deus. Tomando a palavra, Jesus disse aos judeus: “Em verdade, em verdade vos digo, o Filho não pode fazer nada por si mesmo; ele faz apenas o que vê o Pai fazer. O que o Pai faz, o Filho o faz também. O Pai ama o Filho e lhe mostra tudo o que ele mesmo faz. E lhe mostrará obras maiores ainda, de modo que ficareis admirados. Assim como o Pai ressuscita os mortos e lhes dá a vida, o Filho também dá a vida a quem ele quer. De fato, o Pai não julga ninguém, mas ele deu ao Filho o poder de julgar, para que todos honrem o Filho, assim como honram o Pai. Quem não honra o Filho, também não honra o Pai que o enviou. Em verdade, em verdade vos digo, quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou, possui a vida eterna. Não será condenado, pois já passou da morte para a vida. Em verdade, em verdade, eu vos digo: está chegando a hora, e já chegou, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus e os que a ouvirem viverão. Porque, assim como o Pai possui a vida em si mesmo, do mesmo modo concedeu ao Filho possuir a vida em si mesmo. Além disso, deu-lhe o poder de julgar, pois ele é o Filho do Homem. Não fiqueis admirados com isso, porque vai chegar a hora em que todos os que estão nos túmulos ouvirão a voz do Filho e sairão: aqueles que fizeram o bem, ressuscitarão para a vida; e aqueles que praticaram o mal, para a condenação. Eu não posso fazer nada por mim mesmo. Eu julgo conforme o que escuto, e meu julgamento é justo, porque não procuro fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou. (Jo 5,17-30)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Meus queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, a antífona de entrada na liturgia, coloca o Salmo 68, 14, nos traz uma grande mensagem. “Para vós elevo minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus!”

A Quaresma em si já é esse tempo. Mas, meus irmãos e irmãs, enquanto estamos vivos e também enquanto o Senhor se deixa encontrar, é o tempo favorável.

Cristo é o modelo, Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Ele nos conduz ao Pai.

Ele praticamente falava no Pai diariamente. Falava tanto que até irritava os seus ouvintes. No evangelho Ele diz: “Trabalho porque o Pai trabalha, Amo porque Sou amado, Ressuscito porque Ele também ressuscita os mortos.”

Tudo que Jesus faz nos aponta para a nossa vida. É a nossa conversão. Tudo nos leva ao Pai. Até o próprio Cristo disse: “Eu vim do Pai e ao Pai voltarei.”

Quando caímos no pecado, morremos aos poucos. O pecado gera a morte. Quando diz que deve trabalhar é na nossa conversão. O julgamento, só Ele que pode nos julgar. É tão fácil cair no pecado pelo julgar, mas só cabe a Deus.

É muito claro. Só Cristo pode nos tirar dos nossos pecados. Só Ele é a Ressurreição. O diabo é como um leão a rugir, para devorar. Revestimo-nos da couraça da Justiça e tenhamos pensamentos santos.

Que o Senhor nos dê força para trabalharmos no nosso crescimento espiritual. Uma abençoada Quaresma.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Glorifica o Senhor, Jerusalém!

COR LITÚRGICA: ROXO

3ª Semana da Quaresma | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:  “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. Portanto, quem desobedecer a um só desses mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”. (Mt 5,17-19)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre, seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, vivenciando esse tempo quaresmal, que também é tempo de recomeçar, vamos juntos e juntas retomar o caminho para o Pai.

Na liturgia de hoje, o tema forte é sobre a Lei. Sabemos o quanto ela é importante e também até onde ela vai. A Lei foi dada por Deus a Moisés para ajudar o povo que se encontrava vagando pelo deserto. Naquele momento, uma verdadeira pedagoga.

Na primeira leitura, Moisés fala ao povo sobre as leis e decretos que o povo precisava fazer e ainda transmitir para as futuras gerações. Ficava encravada na alma e no coração, mas em Cristo ela toma um novo vigor, pois veio torná-la plena. Seu objetivo é favorecer e dar vida. Jesus nos ensina outra maneira. Ele agora nos mostra a plenitude da Lei que é o Amor.

Na transfiguração, Jesus convida Moisés e Elias, a Lei e os Profetas. Como já ouvimos, a Lei pode levar à morte, mas o Amor dá vida.

No evangelho, Ele nos dá um lembrete: quem desobedecer e ainda ensinar aos outros o erro será pequeno no Reino dos Céus. Diríamos até que Ele nos dar um puxão de orelhas.

Meus irmãos e minhas irmãs, cuidado com o testemunho, pois quando peco e ainda levo outros ao erro, a coisa fica mais complicada e difícil.

Que nesta quaresma possamos aproveitar o que o Senhor nos quer ensinar!


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor

COR LITÚRGICA: ROXO

2ª Semana da Quaresma | Quarta-feira


Naquele tempo, enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”. A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. Jesus perguntou: “Que queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. Jesus, então, respondeu-lhe: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos”. Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”. (Mt 20,17-28)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos no período quaresmal, tempo de conversão e renovação. Os exercícios espirituais nos ajudam, como nos disse São Paulo, todo atleta precisa de treino.

Hoje, a liturgia nos ensina que esse processo é diário, nunca podemos dizer, estou pronto ou pronta.

Jesus está a caminho de Jerusalém, já caminha com os seus discípulos há três anos. Foi três anos de ensinamentos e aprendizagem.

Jesus fala do que irá acontecer: morte e ressurreição. Já os discípulos estão em outro plano. Diríamos em outro nível.

Por três anos, Jesus ensina como ser livre, em despojamento e, principalmente, que somos irmãos e que temos um Pai que nos ama. Ao mesmo tempo, nos falam do contrário, pedem o inverso.

Humanamente é difícil ouvir, mas Jesus aproveita a oportunidade para dar outro ensinamento.

Então, amados de Deus, a lição que podemos tirar é que a conversão é diária, pois ninguém consegue sozinho ou sozinha. Precisamos de vigilância. Ficai atentos, pois o diabo nos rodeia como um leão faminto.

Que nesta quaresma o Senhor nos conceda a conversão e não permita que a ilusão deste mundo, sendo fama, dinheiro, prestígio, nos faça cegos aos ensinamentos do Mestre.

Uma abençoada quaresma.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)