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Criai em mim um coração que seja puro

COR LITÚRGICA: ROXO

1ª Semana da Quaresma | Quarta-feira


Naquele tempo, quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior que Salomão. No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas”. (Lc 11,29-32)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos no começo da Santa Quaresma, tempo de graças e bênçãos e também tempo de conversão. Tempo de avaliação, mas principalmente tempo de buscar a Deus com toda a nossa mente e com toda as nossas forças. Como diz a Palavra de Deus, busquemos enquanto Ele se deixa encontrar.

Como sabemos esse tripé: Oração, jejum e esmola – são práticas quaresmais que nos ajudam no fim principal, o encontro com Deus.

Na liturgia de hoje o tema principal é jejum. Mas, primeiramente, é preciso anunciar. Jonas é convidado por Deus para anunciar e convidar a todos os ninivitas a mudar de caminho. Sair do pecado e mudar de direção.

Aparecem tanto na leitura como no evangelho números simbólicos, mas muito significativos.

Jonas três dias na barriga da baleia, 40 dias para o castigo sobre a cidade e três dias para atravessar a cidade e, por último, o sinal de Jonas. Jesus passará três dias no seio da terra.

Os três estão interligados, oração, jejum e esmola. Mas tudo parte da Palavra. Jonas anuncia a conversão a partir da prática do jejum. Primeiro saciar da Palavra e depois passa-la aos irmãos. É sempre o movimento, escuta se sacia e depois esvazia e passa para o outro. Não existe conversão sem escuta. Não existe renúncia sem antes estarmos saciados.

Que o Bom Deus nos conceda a graça de entender e viver o verdadeiro sentido que é este período quaresmal. Vivamos com intensidade e com disponibilidade.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

“Lembra-te que és pó, e ao pó hás de voltar”

COR LITÚRGICA: ROXO

Quarta-feira de Cinzas


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar de pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Ao contrário, quando orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, para que os homens não vejam que estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”. (Mt 6,1-6.16-18)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos iniciando o tempo da Quaresma, tempo de graças e bênçãos, tempo de penitência e de conversão.

A igreja nos encaminha e convida a refletir e aprofundar com o tema da Campanha da Fraternidade. Este ano: “Fraternidade e Amizade Social” e o lema: “Vós todos sois irmãos e irmãs”.

Então, neste tempo favorável, momento de reflexão o evangelho de hoje nos oferece três subsídios para orientar a nossa quaresma.

O primeiro é a esmola, o segundo a oração, e o terceiro o jejum. Serão apresentados durante todo esse percurso quaresmal. Os três estão interligados e quando vivido um automaticamente vivenciamos os demais.

A prática da esmola é fruto de uma vida de oração, pois quando feita de coração, nasce da necessidade de levar o outro ao encontro Daquele que nos ama e nos ampara nas nossas necessidades.

O jejum é uma forma de fortalecer o corpo e o espírito. Abdicar de algo em favor de outro. O jejum é uma renúncia.  Segundo a tradição, o corpo fica leve e ajuda o espírito. Quando jejuo, alimento o espírito e o torno forte e decidido.

Devemos ver a quaresma e os seus caminhos penitências de forma positiva e não negativa, e que nos tira certas liberdades. Pelo contrário, todas essas práticas nos fazem fortes e mais seguros.

A esmola, a oração e o jejum devem ser práticas cotidianas não só neste tempo quaresmal, mas durante toda a nossa vida. O que deve mudar é a intensidade com o qual vivenciamos.

Que o Bom Deus nos ajude e nos fortaleça neste percurso para o alto.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Quem tem ouvidos para ouvir ouça

COR LITÚRGICA: VERDE

5ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus chamou a multidão para perto de si e disse: “Escutai todos e compreendei: o que torna impuro o homem não é o que entra nele vindo de fora, mas o que sai do seu interior. Quem tem ouvidos para ouvir ouça”.Quando Jesus entrou em casa, longe da multidão, os discípulos lhe perguntaram sobre essa parábola. Je;;sus lhes disse: “Será que nem vós compreendeis? Não entendeis que nada do que vem de fora e entra numa pessoa pode torná-la impura, porque não entra em seu coração, mas em seu estômago e vai para a fossa?” Assim Jesus declarava que todos os alimentos eram puros. Ele disse: “O que sai do homem, isso é que o torna impuro. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo. Todas estas coisas más saem de dentro e são elas que tornam impuro o homem”. (Mc 7,14-23)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, a liturgia nos apresenta ontem e hoje a mesma linha de pensamento. O que é principal? o que é secundário?

Ontem refletiamos sobre o que mais importante, o mandamento que é alimento para a alma que foi dado por Deus a Moisés, ou o preceito ou conduta de limpeza, que também foi dado por Deus a Moisés para higiene do corpo. Como também o mandamento de honrar pai e mãe que torna livre quem é consagrado ao Senhor.

Hoje é tambem um olhar para o secundário e esquecendo o principal. Todo alimento é puro, não vai contaminar a alma, pois vai para o estômago. Agora o que sai do nosso coração pode tanto alimentar como também matar.

Poderíamos usar aquele provérbio que diz: muitas vezes agente coa um mosquito e engole um elefante. Como também o que é importante, transformamos em secundário e vice-versa.

Jesus nos convida a deixarmos a hipocrisia e o farisaismo. É um convite bem atual. Busquemos o que realmente nos leva para Deus e deixemos de lado tudo que nos afasta Dele.

Que o Bom Deus nos conceda o dom da Sabedoria e nos faça agradáveis aos seus olhos.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)


ESTAMOS NO SPOTIFY COM A REFLEXÃO 

Tenho fé nas palavras de Jesus?

COR LITÚRGICA: BRANCO

São João Bosco, presbítero – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?” E ficaram escandalizados por causa dele. Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. (Mc 6,1-6)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos no tempo comum, ou também conhecido como o tempo ordinário, tempo na ordem diária das coisas. Como o nome já diz: ‘tempo que as coisas acontecem e que muitas vezes nem valorizamos e nem se quer registramos, pois não deixam marcas’. Caso seja com pessoas que não são do nosso convívio, aí é que passam no anonimato.

No evangelho de hoje é mostrado isso com Jesus. Durante 30 anos não foi nem se quer valorizado, ficou apenas a profissão, pelo jeito nada de extraordinário. Primeiro por ser judeu, deve ter frequentado a sinagoga, como é colocado a impressão que nunca tenha tomado a iniciativa de falar na sinagoga. É óbvio que agora falava com sabedoria. Mas será que nunca tenha falado ou nunca tenham escutado durante esses longos anos?

Esse evangelho é muito atual, pois mostra a falta de fé em Cristo Jesus, diria melhor a falta nos seus mais próximos. Diria também os rótulos tão atuais. Como também falamos tanto de conversão, mudança de vida e até aceitação e acolhimento do outro, mas parece que não mudou muita coisa. Nessa altura dos fatos, Jesus já estava em plena missão. Já tinha feito muitos milagres. Mas surge o ditado até hoje vigente: “o profeta não é aceito na própria terra”.

Trazendo para o hoje, levemos para a nossa reflexão: Estou agindo diferente dos conterrâneos de Jesus? Tenho fé nas palavras de Jesus? A sua vida é sua missão, traz esperança e desejo de mudança? Pois é o momento é agora, o tempo favorável, como disse São Pedro: Senhor aumenta a minha fé”.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Jesus nos chama a sermos seus discípulos

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: “Escutai! O semeador saiu a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? O semeador semeia a Palavra. Os que estão na beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem. Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”. (Mc 4,1-20)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, hoje o evangelho nos faz lembrar São José, quando Jesus nos diz: “Escutai”. São José é o homem do silêncio e da escuta, toda quarta-feira é dedicada ao nosso protetor e pai adotivo de Jesus.

Hoje também a Igreja nos faz lembrar do testemunho de São Francisco de Sales, bispo e doutor da Igreja. Todos aqueles que souberam escutar, hoje suas palavras ecoam nos nossos ouvidos.

Jesus nos chama a sermos seus discípulos. O primeiro pré-requisito é saber escutar, acreditem escutar é uma arte.

Por isso que Jesus diz: “Escutai”. Cabe a cada um de nós, no dia de hoje, perguntar a partir deste evangelho e da sua explicação, qual é o terreno que o meu coração se identifica?

O próprio Jesus mostra os tipos de terrenos. Diz que a semente é a Sua Palavra e o agricultor é o seu Pai.

Meditemos para que o nosso coração esteja aberto e que a semente não encontre resistência. Que o Espírito Santo derrame graças e luzes e nos ajude a retirar tudo que dificulta e faz o nosso terreno fraco e até estéreo. Que o Bom Deus nos ajude nesta árdua missão.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

O que realmente importa?

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santo Antão, abade, Memória | Quarta-feira


Naquele tempo,  Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. (Mc 3,1-6)

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos na segunda semana do tempo comum, neste tempo é apresentado a vida e a missão de Jesus, principalmente os milagres.

O Evangelista Marcos apresenta Jesus como o Messias, o enviado do Pai, ao mesmo tempo que mostra os contrastes e os atritos e, principalmente, as rejeições que Ele sofreu. Assim, poderíamos dizer um pouco conflituoso que Ele veio mostrar o quanto o Pai nos ama e a nossa dificuldade de enxergar isso.

Os que acompanhavam não era tanto porque acreditasse, mas esperavam um deslize ou alguma falha na Lei. Como todo bom judeu a Lei estava acima da pessoa, justamente por isso Ele diz: “Não vim para mudar a Lei, mas fazê-la plena”.

No evangelho de ontem, a polêmica era porque Jesus pegava as espigas no roçado para matar a fome. Hoje – cura no sábado também. É nítido que a Lei está acima da pessoa. Não interessava o ser humano. Não entenderam nada e nem enxergaram nada. Por isso Jesus fica triste e com muita ira.

Desta forma, Jesus repete que o cumprimento da Lei é o amor. Tudo que favorece a vida é maior do que tudo que gera morte. Agora é muito fácil dizer que não entenderam e que não aceitaram Jesus. Vamos trazer para o hoje.

Estamos nos dias de hoje, colocando a pessoa acima das leis que temos no nosso tempo? O que realmente é importante para nós nos dias atuais? Somos também como os fariseus?


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida

COR LITÚRGICA: VERDE

1ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus.  E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los. À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era. De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”.  Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. (Mc 1,29-39)

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, hoje o Senhor nos convida a meditar sobre o valor da oração. Ele mostra o caminho, como Ele mesmo disse: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida”. 

No evangelho, Ele está na sinagoga e vai à casa de Pedro, fala da oração comunitária. No segundo momento, Ele vai ao deserto e em particular reza ao Pai.

A oração é a porta do autoconhecimento, como também do encontro consigo mesmo e com Deus. Como o próprio nome diz: orar para agir. O nosso Papa Francisco sempre nos fala da Igreja em saída.

Estão na sinagoga e vão para casa. Ocorre a cura da sogra. Imediatamente ela vai servir, Jesus é a cura física e espiritual. Jesus fala dos passos para evangelizar.

Santa Teresa diz que: “Oração é encontro com Aquele que sabemos que nos ama”. Um detalhe é a presença dos demônios, não é suficiente conhecer a Deus se não se produz frutos. Pois eles sabem quem Ele é, mas não vai além disso.

O exemplo da verdadeira evangelização é que levo alguém e não desejo sobresair. Ele não está interessado em aparecer.

Por isso que os passos já foram dados e precisamos entender que temos o caminho a seguir. Experiência na vida de oração e logo em seguida leva-Lo aos irmãos.

Que o Bom Deus nos conduza e nos ajude na nossa vida de oração.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Eis o Cordeiro de Deus

COR LITÚRGICA: BRANCO

Tempo do Natal antes da Epifania | Quarta-feira


No dia seguinte, João viu Jesus aproximar-se dele e disse: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo. Dele é que eu disse: Depois de mim vem um homem que passou à minha frente, porque existia antes de mim. Também eu não o conhecia, mas se eu vim batizar com água, foi para que ele fosse manifestado a Israel”. E João deu testemunho, dizendo: “Eu vi o Espírito descer, como uma pomba do céu, e permanecer sobre ele. Também eu não o conhecia, mas aquele que me enviou a batizar com água me disse: ‘Aquele sobre quem vires o Espírito descer e permanecer, este é quem batiza com o Espírito Santo’. Eu vi e dou testemunho: Este é o Filho de Deus!” (Jo 1,29-34)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos iniciando mais um ano, 2024. Que ele traga muitas alegrias e paz para todos nós.

A liturgia de hoje nos apresenta o evangelho onde segundo os estudiosos é o divisor de águas. João Batista indica o Messias, como ele mesmo diz: “Eis o Cordeiro de Deus, que tira os pecados do mundo”, aponta para Aquele que ele anunciava, o qual ele não é digno de desatar as sandálias. Lembrando que, quem fazia esse serviço eram os escravos.

Com o batismo de Jesus inicia-se a sua missão e João termina a sua. Neste evangelho, aparece a humildade de João, ele indica a quem devem seguir. O sinal para João Batista é o Espírito Santo que desce e permanece no Cristo.

Podemos pensar se realmente João não conhecia o seu primo Jesus, ou se, naquele momento, ele não estava transfigurado?

Surgem inúmeras perguntas, pois é Jesus quem vai ao deserto para ser batizado. Talvez João estivesse sempre nos arredores da cidade ou somente no Espírito Santo olhasse diferente .

Deus se manifesta dentro do tempo, apesar D’Ele mesmo não necessitar, pois João diz: “eu não o conhecia, mas já existia antes de mim”.

Neste momento aparece um novo batismo, o do Espírito Santo. Até então era o batismo com água, o da purificação. Jesus batiza com o Espírito Santo. Ele faz nova todas as coisas. Como Ele mesmo disse não vim para mudar, mas para tornar tudo novo, transformar, dá um novo vigor.

Que o Espírito Santo seja derramado sobre todos nós e que possamos testemunhar que Ele nasceu, morreu e que vivo está no meio e em nós. Somente com o Espírito Santo podemos anunciar e testemunhar as maravilhas que estão nos nossos corações.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Ele nasceu e nos convida a sair deste aconchego e viver novas experiências

COR LITÚRGICA: BRANCO

São João, Apóstolo e Evangelista – Festa | Quarta-feira


No primeiro dia da semana,  Maria Madalena saiu correndo e foi encontrar Simão Pedro e o outro discípulo, aquele que Jesus amava, e lhes disse: “Tiraram o Senhor do túmulo, e não sabemos onde o colocaram”. Saíram, então, Pedro e o outro discípulo e foram ao túmulo. Os dois corriam juntos, mas o outro discípulo correu mais depressa que Pedro e chegou primeiro ao túmulo. Olhando para dentro, viu as faixas de linho no chão, mas não entrou. Chegou também Simão Pedro, que vinha correndo atrás, e entrou no túmulo. Viu as faixas de linho deitadas no chão e o pano que tinha estado sobre a cabeça de Jesus, não posto com as faixas, mas enrolado num lugar à parte. Então entrou também o outro discípulo, que tinha chegado primeiro ao túmulo. Ele viu e acreditou. (Jo 20,2-8)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado!!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos celebrando a Festa de São João Apóstolo e Evangelista, dentro da Oitava do Natal. Toda grande festa ou acontecimento grandioso tem um eco que ressoa durante dias, por isso o Natal é festejado durante oito dias.

O interessante é que durante a oitava têm festas sangrentas que parecem destoar do clima natalino. Segundo os exegetas ou estudiosos, o único dos Apóstolos que não foi martirizado foi São João Evangelista.

Acho que se fôssemos aprofundar teríamos muitas explicações para esse fato. Vamos olhar sobre a ótica do evangelho de hoje e dos três personagens: Maria Madalena, Pedro e João.

Deus veio morar entre nós e assume a nossa humanidade com os limites. Lembrei até dos acontecimentos, duvidaram da Maria Madalena, correram para o túmulo e se não vissem e tocassem nos panos não teria acreditado nas palavras da Maria Madalena.

O Natal acontece também dentro de muitas incertezas e inseguranças. No estábulo entre animais e rejeitados da sociedade, Ele nasceu e nos convida a sair deste aconchego e viver novas experiências.

A nossa vida é dinâmica, não podemos parar nem no gostoso e bom. No evangelho, há o relato da experiência do Ressuscitado. O curioso que é cheio de humanidade: dúvidas, cansaço e muita fragilidade.

Pedro e João correm, cada um no seu limite. Pedro devagar e João rápido. O interessante é o respeito e o reconhecimento do seu papel dentro da história.

Perguntemos: Jesus já nasceu, para onde estou correndo? Estou olhando para quem está ao meu lado na mesma estrada?

Que nesta oitava do Natal saibamos olhar o mundo com um olhar diferente e que o Natal aconteça nos corações.

Feliz Natal e um abençoado 2024.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Deixemos o Espírito de Deus agir em nós

COR LITÚRGICA: ROXO

3ª Semana do Advento | Quarta-feira


No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo então disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lc 1,26-38)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado.

Queridos irmãos e irmãs, estamos no tempo do Advento, tempo de graça e de bênçãos. Estamos na semana mais forte de espera Daquele que vem

Desde o dia 17 ao dia 24, vivenciamos a semana das Antifonas do “O”. Hoje – nos deparamos com o evangelho da Anunciação. Como já comentamos em outro momento, esse não é na Bíblia o único anúncio, pois existem vários anúncios. Por exemplo, o do evangelho do nascimento de João Batista. É claro que essa Anunciação não se compara a nenhuma outra e nunca terá igual. Simplesmente, por estarmos falando da Anunciação do nascimento do Nosso Salvador.

Jesus entra na nossa história e se faz carne para nos salvar.

A narrativa desse grande momento exige toda uma época e um contexto específico. Uma jovem que apesar da pouca idade demonstra maturidade e disponibilidade. Ela questiona, pois sabe das consequências.

O “sim” de Maria torna-lhe mãe da humanidade. Poderíamos pensar: pronto, tudo está feito, posso cruzar os braços e descansar. Engano nosso …

O “sim” da nossa Mãe é o início da nossa libertação. É agora a nossa vez de responder o nosso sim.

Por isso, é agora o tempo favorável. Eu convido a cada um de nós a construir a nossa manjedoura. De madeira e palha? Não, de gestos e de atitudes.

Que neste momento estejamos abertos e abertas ao Deus que nasce diariamente nos nossos corações, e que muitas vezes, a manjedoura não está disponível, muitas vezes nem queremos acolher o Cristo que deseja nascer.

Que neste Advento a exemplo de Nossa Mãe Santíssima, coloquemos tudo o que temos à disposição da vontade divina que nos convida e chama todos os dias. Deixemos o Espírito de Deus agir em nós.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

O que entendo por mansidão?

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santa Luzia, virgem e mártir – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, tomou Jesus a palavra e disse: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”. (Mt 11,28-30)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos em pleno Advento, tempo propício para nossa avaliação pessoal.

Hoje o Senhor Jesus nos convida a imitá-lo com duas virtudes, que mostram a Sua Grandeza e nossa pequenez.

A virtude da mansidão e a da humildade. No pentecostes, elas aparecem como presentes que só o seu Espírito Santo nos pode proporcionar.

Essas virtudes nos fazem lembrar o período que aparecem na Igreja como devoções que foi na Idade Média.

Vários santos propagaram e graças ao Bom Deus estão presentes até hoje. Por exemplo, a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.

Do nosso coração saem tanto o bem como o mal. Nele está presente as nossas inclinações e desejos. Onde está o nosso tesouro? O que busco e desejo?

Como vemos o descanso e abrigo só no Coração do Senhor. Essas virtudes são próprias de almas que buscam e já estão no caminho árduo da purificação, por isso estão cansadas. Quisera Deus que fôssemos umas dessas almas, que buscam caminhar por essa via.

Bem, como são virtudes conhecidas e muito elaboradas, fiquemos nas perguntas: Estou buscando vivê-las? O que entendo por mansidão?

Que o Espírito Santo nos ilumine e faça conhece o que Deus preparou para cada um de nós e nos ajude a colocar em prática.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Não percamos tempo, pois o tempo é breve

COR LITÚRGICA: ROXO

1ª Semana do Advento | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus foi para as margens do mar da Galileia, subiu a montanha, e sentou-se. Numerosas multidões aproximaram-se dele, levando consigo coxos, aleijados, cegos, mudos, e muitos outros doentes. Então os colocaram aos pés de Jesus. E ele os curou. O povo ficou admirado, quando viu os mudos falando, os aleijados sendo curados, os coxos andando e os cegos enxergando. E glorificaram o Deus de Israel. Jesus chamou seus discípulos e disse: “Tenho compaixão da multidão, porque já faz três dias que está comigo, e nada tem para comer. Não quero mandá-los embora com fome, para que não desmaiem pelo caminho”. Os discípulos disseram: “Onde vamos buscar, neste deserto, tantos pães para saciar tão grande multidão?” Jesus perguntou: “Quantos pães tendes?” Eles responderam: “Sete, e alguns peixinhos”. E Jesus mandou que a multidão se sentasse pelo chão. Depois pegou os sete pães e os peixes, deu graças, partiu-os, e os dava aos discípulos, e os discípulos, às multidões. Todos comeram, e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. (Mt 15,29-37)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja louvado.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, estamos iniciando mais um ano litúrgico. O tempo do Advento que iniciamos no último domingo nos prepara e faz refletir sobre o tema vigiai e orai. Esse tempo também nos ajuda no processo de renovação.

O evangelho de hoje mostra Jesus nas margens do mar da Galileia. Ele sobe a montanha para rezar, curar e evangelizar.

Esse evangelho também nos mostra símbolos. A montanha, o deserto e o número sete. Sete peixinhos, sete pães e sete cestos.

Na Bíblia, a montanha é o lugar da experiência. No Antigo Testamento, Moisés sempre está na montanha conversando com Deus. Elias também. No Novo Testamento, Jesus sobe a montanha para rezar e lá escolhe os doze. São inúmeras vezes que na montanha acontece as experiências, como também no monte.

A partir dos evangelhos é possível perceber que é na montanha que Ele cura a todos.

O deserto, lugar da tentação, Jesus foi tentado e o povo também, assim vagaram por 40 anos. Lembrando que o deserto é o lugar do encontro consigo mesmo.

Por último, aparece o número sete, a totalidade. Deus Trino reina nos quatro cantos da terra. Ele é o Senhor de tudo e abrange o mundo todo.

Como preparação para o Natal, neste Advento, Jesus é o Senhor da minha vida. Estou preparando o meu coração para que Ele nasça?

Não percamos tempo, pois o tempo é breve. 


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Olhos fixos no Senhor

COR LITÚRGICA: VERDE

34ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Antes que estas coisas aconteçam, sereis presos e perseguidos; sereis entregues às sinagogas e postos na prisão; sereis levados diante de reis e governadores por causa do meu nome. Esta será a ocasião em que testemunhareis a vossa fé. Fazei o firme propósito de não planejar com antecedência a própria defesa; porque eu vos darei palavras tão acertadas, que nenhum dos inimigos vos poderá resistir ou rebater. Sereis entregues até mesmo pelos próprios pais, irmãos, parentes e amigos. E eles matarão alguns de vós. Todos vos odiarão por causa do meu nome. Mas vós não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça. É permanecendo firmes que ireis ganhar a vida! (Lc 21,12-19)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo! Para sempre seja louvado.

Queridos (as) irmãos (as) em Cristo Jesus, estamos vivenciando a última semana do ano litúrgico. Lembrando que os temas têm um teor apocalíptico que nos leva a um certo medo e temor. Mas como no próprio livro da Apocalipse, não é medo que Ele quer transmitir, mas esperança.

No evangelho de hoje devemos olhar que o final dele nos apresenta palavras de esperança: “Não perdereis um só fio de cabelo da vossa cabeça e ainda é permanecendo firmes que ireis ganhar a vida.”

Desta forma, é importante que pensemos ou ficaremos presos ao início do evangelho com tantas coisas. E por ser tão atuais, aumentam o nosso pavor.

Por isso, devemos permanecer e perseverar. Faz parte da nossa humanidade, pois não nascemos prontos, ao longo do tempo  devemos ser purificados.

Todo ser humano é frágil e necessitado de mudanças. As tribulações são necessárias, mas não são o fim.

Por amor a nós, o nosso Salvador já passou por esse caminho. Não devemos fazer o mesmo?

Na natureza o ouro é sem valor. É preciso de um processo longo e árduo para brilhar e ter o seu verdadeiro valor. A nossa alma para brilhar precisa como o ouro ser provada no “cadinho das humilhações”.

Como Jesus nos diz é necessário “permanecer”.

Para finalizar, proponho a reflexão a partir de frases de Dom Hélder: “Cheguemos ao fim, mesmo aos pedaços…” ou: “Sejamos como a cana, que ao ser espremida, oferece a doçura”.

Olhos fixos no Senhor e nada nos causará temor ou medo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

O segredo é deixar que Ele reine e seja o Senhor da nossa história

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santa Cecília, virgem e mártir – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus acrescentou uma parábola, porque estava perto de Jerusalém e eles pensavam que o Reino de Deus ia chegar logo.  Então Jesus disse: “Um homem nobre partiu para um país distante, a fim de ser coroado rei e depois voltar. Chamou então dez dos seus empregados, entregou cem moedas de prata a cada um e disse: ‘Procurai negociar até que eu volte’. Seus concidadãos, porém, o odiavam, e enviaram uma embaixada atrás dele, dizendo: ‘Nós não queremos que esse homem reine sobre nós’. Mas o homem foi coroado rei e voltou. Mandou chamar os empregados, aos quais havia dado o dinheiro, a fim de saber quanto cada um havia lucrado. O primeiro chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam dez vezes mais’. O homem disse: ‘Muito bem, servo bom. Como foste fiel em coisas pequenas, recebe o governo de dez cidades’. O segundo chegou e disse: ‘Senhor, as cem moedas renderam cinco vezes mais’. O homem disse também a este: ‘Recebe tu também o governo de cinco cidades’. Chegou o outro empregado e disse: ‘Senhor, aqui estão as tuas cem moedas que guardei num lenço, pois eu tinha medo de ti, porque és um homem severo. Recebes o que não deste e colhes o que não semeaste’. O homem disse: ‘Servo mau, eu te julgo pela tua própria boca. Tu sabias que eu sou um homem severo, que recebo o que não dei e colho o que não semeei. Então, por que tu não depositaste meu dinheiro no banco? Ao chegar, eu o retiraria com juros’. Depois disse aos que estavam aí presentes: ‘Tirai dele as cem moedas e dai-as àquele que tem mil’. Os presentes disseram: ‘Senhor, esse já tem mil moedas!’ Ele respondeu: ‘Eu vos digo: a todo aquele que já possui, será dado mais ainda; mas àquele que nada tem, será tirado até mesmo o que tem. E quanto a esses inimigos, que não queriam que eu reinasse sobre eles, trazei-os aqui e matai-os na minha frente’”. Jesus caminhava à frente dos discípulos, subindo para Jerusalém. (Lc 19,11-28)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Queridos (as) irmãos (as) em Cristo Jesus, estamos nos aproximando do final do Ano Litúrgico e a liturgia nos apresenta uma pitada de tom apocalíptico.

Os Evangelhos nos levam a refletir sobre o fim. Não para criar medo, mas para nos levar a uma tomada de decisão, a uma mudança radical.

Foram as virgens prudentes, os talentos, e agora a parábola do rei e seus empregados. É óbvio que esse Rei é o Senhor, os empregados somos todos nós.

O que estamos fazendo com os presentes que recebemos do Rei? Ele está reinando ou estamos despreocupados com a sua vinda?

Tem um ditado popular que nos: Deus só dá o frio conforme o cobertor. Nesta parábola, Ele só pede na proporção do que foi doado.

O tema central é a vigilância. Nada neste mundo é nosso, tudo é emprestado. Na mesma velocidade que vem, vai.

Que neste momento que nos encontramos, possamos praticar o despojamento e, principalmente, os olhos fixos no Senhor. É Ele que nos ensina a trilhar esses caminhos. Aparentemente o difícil é áspero, mas lá no fim Ele nos espera.

O segredo é deixar que Ele reine e seja o Senhor da nossa história.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

A vida é um presente de Deus

COR LITÚRGICA: VERDE

32ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Aconteceu que, caminhando para Jerusalém, Jesus passava entre a Samaria e a Galileia. Quando estava para entrar num povoado, dez leprosos vieram a seu encontro. Pararam à distância, e gritaram: “Jesus, Mestre, tem compaixão de nós!” Ao vê-los, Jesus disse: “Ide apresentar-vos aos sacerdotes”. Enquanto caminhavam, aconteceu que ficaram curados. Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz; atirou-se aos pés de Jesus, com o rosto por terra, e lhe agradeceu. E este era um samaritano. Então Jesus lhe perguntou: “Não foram dez os curados? E os outros nove, onde estão? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, a não ser este estrangeiro?” E disse-lhe: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.  (Lc 17,11-19)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Queridos(as) irmãos (as) em Cristo Jesus, hoje o Senhor nos convida a refletir sobre um tema muito conhecido e pouco praticado, a gratidão.

No filme e no livro do Pequeno Príncipe, a frase sobre gratidão ficou muito conhecida: ‘a gratidão é  a memória do coração’.

Se olharmos para a Palavra de Deus e as atitudes de Jesus, Ele vive numa constante gratuidade, não O vemos reclamar e nem exigir nada.

Porquê então, nesta passagem, Ele tem essa atitude? É como um sinal de alerta ou uma placa com esse lembrete.

Sede agradecidos. Jesus fez inúmeras curas físicas que, primeiramente, aconteciam na alma.

Neste evangelho dos 10 curados no corpo, só um também foi na alma. A cura foi total e sentiram a necessidade de expressar o gesto de louvor e gratidão.

Teríamos muito o que refletir neste evangelho,  mas fico neste episódio e trago para o hoje:

  • Tenho essa atitude do samaritano no meu dia a dia?
  • Agradeço ao Bom Deus pela saúde que tenho?

São tantas perguntas, então no silêncio do coração reflita sobre essa palavra: gratidão.

A vida é um presente, valorize a que Deus lhe deu.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)