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A vida é uma luta, tudo acabará quando tivermos consciência de que a luta é dentro de nós e não com os outros

COR LITÚRGICA: VERDE

31ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ Ou ainda: Qual rei que, ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!” (Lc 14,25-33)

Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Meus queridos (as) irmãos (as) em Cristo Jesus, hoje a liturgia nos chama a buscar a nossa verdadeira essência: amar.

Amar não é só sentimento, ele vai muito além. Ele é também atitudes que nos levam a sairmos de nós mesmos e irmos ao encontro do outro.

O Outro, Deus, e o outro nossos irmãos (as). Hoje Jesus nos convida a dar passos firmes e concretos neste caminho.

São verbos que exigem determinação e atitudes fortes: desapegar, carregar, calcular, guerrear, negociar e por último renunciar.

São verbos que indicam saídas, direcionada para o outro. Antes, é Jesus e nós. Vejam que são atitudes próprias de quem ama ou pelo menos deseja amar.

O amor é superior ao desapego, pois parece duro ter que desapegar de sua família ou dos seus parentes. Olhando mais profundamente, o apego aprisiona – já o amor liberta.

Outro exemplo do verdadeiro amor é a aceitação das misérias e da consciência de pecador(a). Temos que carregar as nossas cruzes, atrás do Mestre. Nem na frente e nem do lado, atrás. Assim experimentando o ser livre.

Já calcular exige conhecimento de Deus e de tudo que temos, para onde iremos. Como também não se pode caminhar alheio aos perigos nem muito menos de forma ingênua. Dentro de cada um de nós existe o lobo e o cordeiro. A vida é uma luta, tudo acabará quando tivermos consciência de que a luta é dentro de nós e não com os outros. Somos todos irmãos (as) em Cristo.

Enquanto estamos vivos temos tempo para perdoar e verdadeiramente amar.

Renunciar a tudo que nos arrasta para o chão e não nos deixa saborear a liberdade que só Cristo pode nos proporcionar.

O caminho é difícil e árduo, mas Deus nos convida a trilhar, pois para a liberdade não existe outro. Que Ele nos ilumine hoje e sempre.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

A conversão deve ser pessoal e não de aparências

COR LITÚRGICA: VERDE

30ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: “Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que praticais a injustiça!’ Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”. (Lc 13,22-30)

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus, hoje somos convidados (as) a refletir sobre a nossa conversão.

A nossa salvação como cristãos que buscam com todas as forças mudar de direção é optar por outro caminho.

Perguntam ao Senhor do meio da multidão se muitos serão salvos. O Senhor joga a bola para frente e é como se puxasse a orelha desse alguém e mostrasse como ser salvo. Assim, não devo olhar para o outro com esse tipo de perguntas.

Estou realmente preocupado (a) com a salvação do outro(a)? Jesus diz, “Olha o que você deve fazer para alcançar a salvação”.

A conversão começa e termina no coração, ela é pessoal e não de aparência. Ela é real e transforma em atitudes concretas.

Senhor abre a porta, pois caminhei contigo e estava até na praça quando ensinava. A impressão que dá é que era só expectador(a).

Enquanto caminhamos há tempo para mudanças. Como disse São Francisco a seu primeiro irmão de Fraternidade: “Bernardo, Bernardo, houve um tempo que acreditava em palavras “.

Que a nossa vida testemunhe que o Senhor vive e caminha conosco, o mais Deus nos providenciará.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Monjas Carmelitas: “Não temos palavras para expressar o que Dom Egidio representa para nós”

Mosteiro Carmelita São José será entregue nesta segunda aos diocesanos –  Rádio Pajeú

Em abril 2015, através de Dom Fernando Saburido, na época Presidente do Regional Nordeste II, conhecemos Dom Egidio Bisol. 

Tudo foi providência do Bom Deus, pois naquele mesmo ano, meses depois, em 22 de julho, dia de Santa Maria Madalena, padroeira da nossa diocese, inauguramos o mosteiro provisório nas terras do Pajeú.

Em 2018, em Triunfo, Dom Egidio fez uma campanha em todas as paróquias da diocese para construção do nosso mosteiro.

Durante esses oito anos, não temos palavras para expressar o que Dom Egidio representa para cada uma de nós.

Como disse o pequeno príncipe: “Tu és responsável por aquilo que cativas”.

Obrigada, Dom Egidio! Que o Bom Deus abençoe sempre a sua vida e a sua missão. Conte sempre com nossas orações e a nossa eterna gratidão.

De suas Monjas Carmelitas.

Escutemos a voz do Senhor

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santo Antônio de Sant’Ana Galvão – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”. Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens. Porém, se aquele empregado pensar: ‘Meu patrão está demorando’, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis. Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes. Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!”. (Lc 12,39-48)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, o Evangelista Lucas continua na mesma linha de pensamento do dia de ontem. Onde o tema era vigilância e fidelidade, hoje acrescentando a prontidão.

Estejam prontos (Lc 35,40). A vigilância de um modo geral ressoa de forma negativa. Lembramos de cobrança policiar e até inibição. O patrão pede uma nova maneira de ver. Ela é ativa e leva ao serviço.

Devemos estar em plena disposição do Senhor. Como Ele veio para servir e não ser servido.

Além desses pontos acrescenta-se a prontidão. Pois Ele vem em horários inesperados. Lembrando que meio-dia, meia-noite, três da madrugada, são momentos de tentações, são momentos espirituais, são momentos de noites escuras e momentos de fraquezas.

Quando diz, ‘esteja acordado’, não significa dormir ao pé da letra. São expressões simbólicas que mostram outra realidade. Pode ser noites que atravesso.

Que o Bom Deus nos conceda luzes e nos conceda a graça de permanecer vigilantes e acima de tudo acordados, para quando o Senhor chegar.

Escutemos a voz do Senhor que está às portas.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

É necessário sacudir até o pó do chinelo

COR LITÚRGICA: VERMELHO

São Lucas, Evangelista – Festa | Quarta-feira


Naquele tempo, o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘o Reino de Deus está próximo de vós’”. (Lc 10,1-9)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo, hoje estamos comemorando o grande evangelista Lucas. Médico de profissão e também segundo os exegetas o primeiro a escrever um ícone da Virgem Maria.

O Evangelista Lucas é o que mais detalhou, mostrou particularidades e fatos sobre Nossa Senhora. Temos no seu Evangelho e também no Atos dos Apóstolos. Novamente vemos detalhes da missão de São Paulo, podemos deduzir que está acompanha Paulo em Roma nos momentos finais do grande apóstolo dos gentios.

Bem, o Evangelho de hoje mostra a missão e quais os pré-requisitos de um verdadeiro discípulo.

Primeiro Lucas, faz uma ponte com o Antigo Testamento. Eram 72 discípulos, quando Moisés pede ao Bom Deus que chame outros para ajudá-lo, o Espírito é derramado sobre 72 anciãos.

Logo, coloca as características do discipulado. A primeira delas é a mansidão. É ovelhas no meio de lobos. Depois o despojamento. Não levar nada e não querer nada, só realmente o que necessita. Levar a paz que deve ser acolhida com liberdade.

Caso não seja acolhido, não se prenda a nada. É necessário sacudir até o pó do chinelo.

O discípulo deve parecer com o Mestre. Ele quer todos neste caminho, seja bom ou mau. Todos devem conhecer que o Reino está próximo, ou seja, Cristo está vivo e no meio de nós.

Que Ele nos conduza e abra o nosso coração para acolher o seu Reino.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Jesus nos ensina pelo exemplo

COR LITÚRGICA: VERDE

27ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Um dia, Jesus estava rezando num certo lugar. Quando terminou, um de seus discípulos pediu-lhe: “Senhor, ensina-nos a rezar, como também João ensinou a seus discípulos”. Jesus respondeu: “Quando rezardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o teu nome. Venha o teu Reino. Dá-nos a cada dia o pão de que precisamos, e perdoa-nos os nossos pecados, pois nós também perdoamos a todos os nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação’”. (Lc 11,1-4)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Queridos irmãos (as) em Cristo Jesus!

No Evangelho de São Lucas, Jesus é apresentado como Aquele que está sempre em comunhão com o Pai, pela oração. A oração serve como ponte entre Ele e o Pai.

Jesus ensina pelo exemplo e nos faz trilhar esse mesmo caminho.

Todos os momentos decisivos e marcantes, Ele busca o Pai na oração. No batismo, quando chamou os seus discípulos. Como também no Jardim das Oliveiras e no alto da Cruz.

O Evangelista Lucas nos apresenta o “catecismo sobre a oração do cristão “.

Iniciamos também uma nova maneira de chegarmos a Deus. Ele tem um nome novo e muito próximo, Pai querido.

Quando os discípulos pedem que Cristo lhes ensinem como rezar, não é de qualquer jeito, mas como Ele reza. É algo próprio daquele grupo. Igual ao Mestre.

A oração do Pai Nosso nos mostra a grandeza do Pai. Ele que deve ser engrandecido, reconhecido como Ele é. Também diz que o que quero para mim, devo fazer com o outro.

Por isso que tudo que Cristo ensinou, Ele primeiro praticou. Que nos conceda a graça de sermos verdadeiramente seus discípulos e suas discípulas.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Nunca estamos sós

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Francisco de Assis – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. Jesus, porém, respondeu-lhes: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”. (Lc 9,57-62)

“Eu te seguirei para onde quer que fores”.

O evangelista Lucas nos coloca a caminho de Jerusalém, com o Senhor Jesus e seus discípulos. Jesus está prestes a enfrentar a cruz e concluir a sua missão. Poderíamos dizer que já está anoitecendo e aparece três discípulos de última hora.

O curioso neste fato é que dois se ofereceram e um Jesus convidou. Jesus caminhava e eles a beira da estrada, queriam caminhar com Jesus.

Jesus conhece a todos e sabe quem realmente quer caminhar com Ele. Sua pedagogia não exclui ninguém, mas coloca a realidade do seguimento.

Toda vocação exige despojamento, exige renúncia. Isso nos fez lembrar as três grandes tentações de Jesus no deserto, no início de sua missão. Ter, poder e ser.

Quando começamos a segui-Lo devemos despojarnos do mundo, da família e, por último, e mais difícil de mim mesmo.

O primeiro de toda segurança: não tenho nem onde reclinar a cabeça. Da família, nem como enterrar o meu pai. O terceiro de mim mesmo. Tudo que sou fica para trás. Ele é a nossa segurança, família e devo esvaziar-se e deixar que Ele seja tudo.

Em toda vocação, chamado, o percurso é o mesmo. Caminhos diferentes que se entrelaçam e fundem-se numa só estrada. O que nos conforta é que não estamos sós. Ele está ao nosso lado. Que tenhamos força de levantar todas as vezes que por fraqueza ou cansaço estivermos à margem e não na estrada com Ele.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

A boca fala do que o coração está cheio

COR LITÚRGICA: BRANCO

São Vicente de Paulo, presbítero – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus convocou os Doze, deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demônios e para curar doenças, e enviou-os a proclamar o Reino de Deus e a curar os enfermos. E disse-lhes: “Não leveis nada para o caminho: nem cajado nem sacola nem pão nem dinheiro nem mesmo duas túnicas. Em qualquer casa onde entrardes, ficai aí; e daí é que partireis de novo. Todos aqueles que não vos acolherem, ao sairdes daquela cidade, sacudi a poeira dos vossos pés, como protesto contra eles”. Os discípulos partiram e percorriam os povoados, anunciando a Boa Nova e fazendo curas em todos os lugares. (Lc 9,1-6)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Irmãos e irmãs nos aproximamos do fim do mês da Bíblia e em breve celebremos o mês missionário. Ser missionário é levar Cristo aos irmãos e irmãs. Ainda hoje, existem muitos missionários que, muitas vezes, não levam o Cristo.

Ao olharmos o evangelho, o maior sinal do missionário ou evangelizador é aquele ou aquela que experimentou o encontro com o Senhor.

Todos que fizeram está experiência sentiram necessidade de leva-Lo aos outros. Ou seja, um copo só transborda se tiver cheio.

Poderia dizer também, como vou levar Jesus senão O tenho? Senão O tenho passo a mim mesmo.

Por isso, o primeiro passo é o despojamento. Ele coloca começando pelo exterior, para que o interior Ele mesmo faça.

Noutra passagem reza o seguinte: “A boca fala do que o coração está cheio”.

Sejamos livres para seguir os seus passos e possamos evangelizar com nossas vidas.

Que Ele nos ilumine em cada missão que nos chama a trilhar e sejamos fiéis ao seu chamado e verdadeiramente missionários.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

A simplicidade é o abandono

COR LITÚRGICA: VERMELHO

Santos André Kim T., Paulo Chóng H. e companheiros, mártires – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus: “Com quem hei de comparar os homens desta geração? Com quem eles se parecem? São como crianças que se sentam nas praças, e se dirigem aos colegas, dizendo: ‘Tocamos flauta para vós e não dançastes; fizemos lamentações e não chorastes!’ Pois veio João Batista, que não comia pão nem bebia vinho, e vós dissestes: ‘Ele está com um demônio!’ Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e vós dizeis: ‘Ele é um comilão e beberrão, amigo dos publicanos e dos pecadores!’ Mas a sabedoria foi justificada por todos os seus filhos”. (Lc 7,31-35)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Queridos irmãos e irmãs, hoje o Senhor nos convida a refletir sobre um tema tão sublime, a sabedoria.

Em alguns evangelhos Ele nos diz: “Se não se tornardes como crianças não entraram no Reino dos Céus”. Lembrando aquele episódio de colocar as crianças no colo e dizer: “Deixai elas virem a mim”.

Mas no evangelho de hoje, Ele critica o comportamento delas. Não a criança em si, porém a sua falta de discernimento.

Santa Teresinha do Menino Jesus escreveu a pequena via, buscando as qualidades das crianças.

A simplicidade é o abandono. Confiança no pai. Para nós, total disposição ao Nosso Criador.

Por isso, entra a sabedoria. Haverá momentos que é crucial a escolha do caminho a seguir. Nem tudo é 100% confiável.

Que o Bom Deus nos conduza e nos ilumine a cada momento das nossas vidas. Conceda Senhor a sabedoria que vem de Vós.

Com Jesus e Maria, Monjas Carmelitas


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Fixemos o nosso olhar nas coisas do alto. Tenhamos coragem de mudar

COR LITÚRGICA: BRANCO

São João Crisóstomo, bispo e doutor da Igreja – Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus, levantando os olhos para os seus discípulos, disse: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis saciados! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque havereis de rir! Bem-aventurados sereis, quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos insultarem e amaldiçoarem o vosso nome, por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos, nesse dia, e exultai pois será grande a vossa recompensa no céu; porque era assim que os antepassados deles tratavam os profetas. Mas, ai de vós, ricos, porque já tendes vossa consolação! Ai de vós que agora tendes fartura, porque passareis fome! Ai de vós que agora rides, porque tereis luto e lágrimas! Ai de vós quando todos vos elogiam! Era assim que os antepassados deles tratavam os falsos profetas. (Lc 6,20-26)

“Aspirai às coisas celestes e não às coisas terrestres”

Queridos e amados irmãos em Cristo a nossa vida como diz a Sagrada Escritura é uma constante tentação e uma luta diária, para aqueles que buscam ser coerentes.

Hoje vemos as bem-aventuranças como um caminho seguro de libertação.

Seguro sim, mas não fácil. O despojamento de tudo que nos afasta e nos arrasta para baixo. Contrário daquilo que nos é proposto.

Elas são também esperança. Pois ninguém busca a dor, a pobreza, a tristeza e outras coisas inerentes à nossa condição humana.

Para se tornar um homem novo, devemos abandonar hábitos antigos, devemos morrer para ressuscitar.

Fixemos o nosso olhar nas coisas do alto. Tenhamos coragem de mudar.

Santa Teresinha dizia: “Além das nuvens o sol está sempre a brilhar. Acreditemos, nascemos para o Alto e que o Bom Deus nos ajude a caminhar sem desanimar”. 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Nunca é tarde para amar e recomeçar

COR LITÚRGICA: VERDE

22ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los. Ao pôr do sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus punha as mãos em cada um deles e os curava. De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias. Ao raiar do dia, Jesus saiu e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo de as deixar. Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa Nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. E pregava nas sinagogas da Judeia. (Lc 4,38-44) 

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo Jesus. O Senhor nos convida a evangelização e nos chama a sermos discípulos.

Ele quer que tudo que Ele fez, nós sejamos capazes também. Lembrando o profeta Isaías que profetizou sobre o Messias dizendo: “Expulsão de demônios, as curas dos doentes e tantos outros sinais”. 

O próprio Cristo vai relembrar esta passagem do profeta Isaías. João Batista na prisão pede a confirmação destes mesmos sinais.

No evangelho, Ele cura a sogra de Pedro e expulsa os demônios. Ele diz nestes sinais, tudo é possível para aquele que crê e que põe sua confiança no Senhor.

Então, se é esse alguns dos sinais do discipulado, deve desanimar se caso não os faça? De maneira alguma deve passar pela nossa cabeça. Ao invés de fraquejar, começamos pelo os males que estão no nosso interior.

O demônio do orgulho, da tristeza, da vaidade e tantos outros que com a companhia de Jesus podem ser vencidos e curados.

Lembrando que o sinal que encontrei o Mestre é que após este encontro e cura, tenho necessidade de levá-Lo aos demais. Tenho fome de servir.

O serviço aos irmãos é a maior prova que realmente encontrei Aquele que minha alma anseia. Que o Senhor nos cure e nos liberte de nós mesmos.

Nunca é tarde para amar e recomeçar.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Não sejamos sepulcros caiados. É por amor que se corrige

COR LITÚRGICA: VERDE

21ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus: “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça. Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. Completai, pois, a medida de vossos pais!” (Mt 23,27-32)

Tudo posso Naquele que me fortalece

Queridos irmãos e irmãs, hoje o Senhor nos convida a conversão. Ele compara a nossa conversão a uma limpeza. Não uma limpeza qualquer, mas a uma mudança de dentro para fora. Aquela justamente que ninguém vê, dizendo claramente que o importante é o que está dentro.

No evangelho, a comparação é pesada: sepulcros caiados. Belos por fora e podres por dentro. Diríamos um tema atual: a aparência.

Muitas vezes o mais importante para nós é o que os outros estão vendo em nós, o que possuimos, não importando o que realmente somos.

Jesus diz: mude à sua maneira de olhar, mais forte ainda é – mude a sua mentalidade. Se preocupe com o interior, não deixe apodrecer o seu íntimo, pois cedo ou tarde o mal odor sairá.

Jesus nos convida a está limpeza, o corpo é perecível, a alma é eterna. Tenhamos coragem de começar, antes que seja tarde.

O grão de trigo que não morre, não é capaz de gerar vida. A mulher em dores de parto se alegra ao ver o filho.

Que o Bom Deus nos dê forças para abrir as nossas sepulturas e deixemos a Sua Graça nos tornarmos novas criaturas.

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Nada te perturbe, nada te espante, tudo passa. Só Deus basta

COR LITÚRGICA: BRANCO

Santa Rosa de Lima, Padroeira da América Latina – Festa | Quarta-feira


Naquele tempo disse Jesus à multidão: “O Reino dos Céus é como um tesouro escondido no campo. Um homem o encontra e o mantém escondido. Cheio de alegria, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquele campo. O Reino dos Céus também é como um comprador que procura pérolas preciosas. Quando encontra uma pérola de grande valor, ele vai, vende todos os seus bens e compra aquela pérola”. (Mt 13,44-46)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Estamos no mês de agosto, mês vocacional. Tempo propício para refletir sobre a nossa vocação e, consequentemente, nossa missão.

O evangelho de hoje nos convida a refletir sobre o Reino dos Céus. O texto nos leva a vislumbrar o contexto. A princípio nos vem o cenário: um campo onde se passa a evangelização.

Jesus leva a todos a refletir a partir da realidade e onde estamos localizados. Hoje – o que seria esse campo?

Poderiam imaginar a possibilidade de ser realmente um campo geográfico, mas Ele vai além. É o nosso coração. Lugar de descanso, de paz e também de muito conflito e muita luta.

Nele está tudo, o que somos e o que temos.

Como disse a Escritura Sagrada: onde está o teu tesouro aí está o teu coração.

Qual é o nosso tesouro? Como estou trabalhando esse campo? Deus que nos criou, nos fez para sermos livres, só Ele é o nosso maior bem. Nele somos felizes e plenos.

Que o seu Reino, o nosso maior tesouro se faça no meio de nós. Que sejamos incansáveis nesta busca e que não percamos tempo na nossa vida. Como disse Santa Teresa: Só Deus basta.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Qual o projeto de Deus para cada um de nós?

COR LITÚRGICA: VERDE

19ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: “Se teu irmão pecar contra ti, vai corrigi-lo, mas em particular, à sós contigo! Se ele te ouvir, tu ganhaste o teu irmão. Se ele não te ouvir, toma contigo mais uma ou duas pessoas, para que toda a questão seja decidida sob a palavra de duas ou três testemunhas. Se ele não vos der ouvido, dize-o à Igreja. Se nem mesmo à Igreja ele ouvir, seja tratado como se fosse um pagão ou um pecador público. Em verdade vos digo, tudo o que ligardes na terra será ligado no céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. De novo, eu vos digo: se dois de vós estiverem de acordo na terra sobre qualquer coisa que quiserem pedir, isto vos será concedido por meu Pai que está nos céus. Pois onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome eu estou ali, no meio deles”. (Mt 18,15-20)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Qual o projeto de Deus para cada um de nós? Poderíamos pensar muitas coisas mirabolantes e até fantasias, mas se olharmos mais de perto as suas palavras, Ele sempre repete que Deus é o Seu Pai e que somos todos irmãos.

Portanto, entre irmãos deve existir o amor e perdão. Um constante exercício de cair e levantar.

O evangelho nos fala desta prática. Daríamos a correção fraterna, não o apontar o dedo para quem errou, mas procurar a liberdade de filhos de Deus.

O maior desejo numa família, numa comunidade e em todos os grupos é que haja comunhão.

A confissão de nossas faltas nos faz conscientes de quem somos e que precisamos uns dos outros.

O processo começa no nosso interior, depois é partilhado com o irmão e, posteriormente, com a comunidade. A igreja como mãe nos dá a palavra final, nos ajudando na nossa libertação. Só o amor nos faz livres. Como disse Santo Agostinho: “Ama e fazes tudo que queres”.

Que o Bom Deus nos ilumine sempre e nos faça cada vez mais irmãos, principalmente daqueles que precisam do nosso perdão, como também daqueles que ferimos.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)

Quem obedece não erra! Busquemos amar mais e julgar menos

COR LITÚRGICA: VERDE

18ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira


Naquele tempo, Jesus retirou-se para a região de Tiro e Sidônia. Eis que uma mulher cananeia, vindo daquela região, pôs-se a gritar: “Senhor, filho de Davi, tem piedade de mim: minha filha está cruelmente atormentada por um demônio!” Mas, Jesus não lhe respondeu palavra alguma. Então seus discípulos aproximaram-se e lhe pediram: “Manda embora essa mulher, pois ela vem gritando atrás de nós”. Jesus respondeu: “Eu fui enviado somente às ovelhas perdidas da casa de Israel”. Mas, a mulher, aproximando-se, prostrou-se diante de Jesus, e começou a implorar: “Senhor, socorre-me!” Jesus lhe disse: “Não fica bem tirar o pão dos filhos para jogá-los aos cachorrinhos”. A mulher insistiu: “É verdade, Senhor; mas os cachorrinhos também comem as migalhas que caem da mesa de seus donos!” Diante disso, Jesus lhe disse: “Mulher, grande é a tua fé! Seja feito como tu queres!” E desde aquele momento sua filha ficou curada. (Mt 15,21-28)

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Hoje, o Senhor nos convida a refletir sobre a fé e a nossa mania de rotular as diferenças que fazemos no nosso dia a dia.

Em Cristo, nosso modelo e guia observamos sua total obediência ao Pai. Uma adesão à vontade é a missão que o Pai lhe pede. Tem um ditado que diz: Quem obedece não erra.

Na primeira leitura, Moisés pede ao povo que façam o que é mandado. Entrar e explorar a terra que lhe será dada.

Esse é um gesto muito significativo, pois pedem aos chefes das 12 tribos de Israel. Indicando assim, a totalidade a todos os israelitas.

Porém, a resposta não é satisfatória. Própria de alguém que não acredita naquele que pede. Desta forma, observamos todo tipo de sentimento, menos o sentimento de quem crê.

Busquemos amar mais e julgar menos

Fazendo um paralelo com o Evangelho, Cristo é rejeitado e vai ao povo que não é judeu e que é rejeitado por eles. E são chamados de “cães “.

Para nós hoje, o que podemos dizer: Que Deus olha o coração e os homens à aparência. Busquemos amar mais e julgar menos.

Que o Bom Deus nos conceda a Sua Graça e isso nos basta.


Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo

Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)