COR LITÚRGICA: BRANCO
São Francisco de Assis – Memória | Quarta-feira
Naquele tempo, enquanto Jesus e seus discípulos caminhavam, alguém na estrada disse a Jesus: “Eu te seguirei para onde quer que fores”. Jesus lhe respondeu: “As raposas têm tocas e os pássaros têm ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde repousar a cabeça”. Jesus disse a outro: “Segue-me”. Este respondeu: “Deixa-me primeiro ir enterrar meu pai”. Jesus respondeu: “Deixa que os mortos enterrem os seus mortos; mas tu, vai anunciar o Reino de Deus”. Um outro ainda lhe disse: “Eu te seguirei, Senhor, mas deixa-me primeiro despedir-me dos meus familiares”. Jesus, porém, respondeu-lhes: “Quem põe a mão no arado e olha para trás não está apto para o Reino de Deus”. (Lc 9,57-62)
“Eu te seguirei para onde quer que fores”.
O evangelista Lucas nos coloca a caminho de Jerusalém, com o Senhor Jesus e seus discípulos. Jesus está prestes a enfrentar a cruz e concluir a sua missão. Poderíamos dizer que já está anoitecendo e aparece três discípulos de última hora.
O curioso neste fato é que dois se ofereceram e um Jesus convidou. Jesus caminhava e eles a beira da estrada, queriam caminhar com Jesus.
Jesus conhece a todos e sabe quem realmente quer caminhar com Ele. Sua pedagogia não exclui ninguém, mas coloca a realidade do seguimento.
Toda vocação exige despojamento, exige renúncia. Isso nos fez lembrar as três grandes tentações de Jesus no deserto, no início de sua missão. Ter, poder e ser.
Quando começamos a segui-Lo devemos despojarnos do mundo, da família e, por último, e mais difícil de mim mesmo.
O primeiro de toda segurança: não tenho nem onde reclinar a cabeça. Da família, nem como enterrar o meu pai. O terceiro de mim mesmo. Tudo que sou fica para trás. Ele é a nossa segurança, família e devo esvaziar-se e deixar que Ele seja tudo.
Em toda vocação, chamado, o percurso é o mesmo. Caminhos diferentes que se entrelaçam e fundem-se numa só estrada. O que nos conforta é que não estamos sós. Ele está ao nosso lado. Que tenhamos força de levantar todas as vezes que por fraqueza ou cansaço estivermos à margem e não na estrada com Ele.
Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo
Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)


