COR LITÚRGICA: ROXO
3ª Semana do Advento | Quarta-feira
No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!” Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. O anjo então disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”. Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, porque para Deus nada é impossível”. Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se. (Lc 1,26-38)
Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo. Para sempre seja Louvado.
Queridos irmãos e irmãs, estamos no tempo do Advento, tempo de graça e de bênçãos. Estamos na semana mais forte de espera Daquele que vem
Desde o dia 17 ao dia 24, vivenciamos a semana das Antifonas do “O”. Hoje – nos deparamos com o evangelho da Anunciação. Como já comentamos em outro momento, esse não é na Bíblia o único anúncio, pois existem vários anúncios. Por exemplo, o do evangelho do nascimento de João Batista. É claro que essa Anunciação não se compara a nenhuma outra e nunca terá igual. Simplesmente, por estarmos falando da Anunciação do nascimento do Nosso Salvador.
Jesus entra na nossa história e se faz carne para nos salvar.
A narrativa desse grande momento exige toda uma época e um contexto específico. Uma jovem que apesar da pouca idade demonstra maturidade e disponibilidade. Ela questiona, pois sabe das consequências.
O “sim” de Maria torna-lhe mãe da humanidade. Poderíamos pensar: pronto, tudo está feito, posso cruzar os braços e descansar. Engano nosso …
O “sim” da nossa Mãe é o início da nossa libertação. É agora a nossa vez de responder o nosso sim.
Por isso, é agora o tempo favorável. Eu convido a cada um de nós a construir a nossa manjedoura. De madeira e palha? Não, de gestos e de atitudes.
Que neste momento estejamos abertos e abertas ao Deus que nasce diariamente nos nossos corações, e que muitas vezes, a manjedoura não está disponível, muitas vezes nem queremos acolher o Cristo que deseja nascer.
Que neste Advento a exemplo de Nossa Mãe Santíssima, coloquemos tudo o que temos à disposição da vontade divina que nos convida e chama todos os dias. Deixemos o Espírito de Deus agir em nós.
Monjas Carmelitas da Ordem dos Irmãos da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo
Mosteiro São José – Triunfo (Diocese de Afogados da Ingazeira)


