Cor Litúrgica: Verde
31ª Semana do Tempo Comum | Quarta-feira
Naquele tempo, 25 grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26 “Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27 Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo. 28 Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29 ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30 ‘Este homem começou a construir e não foi capaz de acabar!’ 31 Ou ainda: Qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32 Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33 Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”. (Lc 14,25-33).
Ter um número generoso ao redor nem sempre é ter companhia e apoio. Jesus sabendo disso, mostra-nos que o mais importante sempre estará na qualidade das relações que desenvolvemos, principalmente com Deus. Ele não quer que sejamos números de IBGE, ser a religião mais numeroso de um lugar, de um país, só faz sentido se formos cristãos na vida de nossos irmãos, com fidelidade à Deus.
E para sermos fieis, ele ensina o caminho, desapegar-se. Entendo que desapegar não é renegar, mas entender que a prioridade de nossas vidas, precisa ser Deus. Os pais, os irmãos, os filhos, o emprego, os bens materiais, ou nós mesmos, nossas vontades, quando priorizados ofusca o agir do Pai. Ele precisa ser nossa segurança, Nele tem que estar nossa confiança, Ele precisa ser o motivo de qualquer ação que façamos.
Uma vez que entendemos isso, tornamo-nos capazes de carregar a nossa cruz, porque Ele mesmo nos direciona por onde levá-la. E o principal planejamento passa pela oração, momento em que podemos escutar Deus e discernir o que Ele espera de nós.
A entrega não é fácil, pois durante a vida vamos adquirindo e desenvolvendo hábitos que nos afastam de Deus, e que até proporcionam prazer, porém se nos separa de Jesus, não nos farão felizes. E por isso o vazio vem sendo uma característica relatada por tantas pessoas! Que busquemos o que de fato preenche, que sejamos cheios, repletos, transbordantes do amor de Deus!
Alanny Veras
Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios.


