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Netanyahu autoriza nova rodada de negociações para uma trégua em Gaza

Benjamin Netanyahu teve uma reunião com o diretor do Mossad (serviço secreto estrangeiro) (Crédito: TOBIAS SCHWARZ/AFP)

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, autorizou nesta sexta-feira uma nova rodada de negociações visando uma trégua na Faixa de Gaza, cercada e bombardeada sem trégua há quase seis meses por Israel e onde a população está à beira da fome.

O Exército israelense executou uma nova série de bombardeios nesta sexta-feira em Gaza e pelo menos 71 pessoas morreram, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, que governa o território desde 2007.

“Benjamin Netanyahu teve uma reunião com o diretor do Mossad (serviço secreto estrangeiro) e com o diretor do Shin Bet (inteligência interna). Ele autorizou uma nova rodada de negociações nos próximos dias em Doha e no Cairo (…) para avançar”, afirmou seu gabinete em um comunicado.

Nos últimos meses ocorreram várias rodadas de negociações, lideradas pelo Egito, Catar e Estados Unidos, para conseguir uma trégua na guerra entre Israel e o movimento islamista palestino Hamas, mas sem resultados. Os dois lados trocam acusações sobre a responsabilidade pelo bloqueio das conversações.

Desde o início do conflito, apenas uma trégua de uma semana foi observada no final de novembro. A pausa permitiu a libertação de mais de 100 reféns, sequestrados durante o ataque de 7 de outubro do Hamas em Israel, por detentos palestinos.

Israel prometeu “aniquilar” o Hamas após o ataque de outubro que deixou 1.160 mortos, a maioria civis, segundo um balanço da AFP baseado nos dados divulgados pelas autoridades israelenses.

Segundo o governo de Israel, os combatentes islamistas sequestraram quase 250 pessoas e 130 delas permanecem retidas em Gaza, das quais 34 teriam morrido.

O Exército israelense iniciou uma vasta operação que deixou pelo menos 32.623 mortos, a maioria mulheres e menores de idade, segundo o Ministério da Saúde do Hamas, e a maioria de seus 2,4 milhões de habitantes à beira da fome, segundo a ONU.

Não há nenhum outro lugar no mundo com um número tão elevado de pessoas enfrentando uma fome iminente”, denunciou na quinta-feira, na rede social X, Matthew Hollingworth, diretor do Programa Mundial de Alimentos (PMA) para os Territórios Palestinos.

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