Cor Litúrgica: Vermelho
Santos Cornélio, papa, e Cipriano, bispo, mártires | Memória | Terça-feira
Naquele tempo, 11 Jesus dirigiu-se a uma cidade chamada Naim. Com ele iam seus discípulos e uma grande multidão. 12 Quando chegou à porta da cidade, eis que levavam um defunto, filho único; e sua mãe era viúva. Grande multidão da cidade a acompanhava. 13 Ao vê-la, o Senhor sentiu compaixão para com ela e lhe disse: “Não chores!” 14 Aproximou-se, tocou o caixão, e os que o carregavam pararam. Então, Jesus disse: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!” 15 O que estava morto sentou-se e começou a falar. E Jesus o entregou à sua mãe. 16 Todos ficaram com muito medo e glorificavam a Deus, dizendo: “Um grande profeta apareceu entre nós e Deus veio visitar o seu povo”. 17 E a notícia do fato espalhou-se pela Judeia inteira, e por toda a redondeza. (Lc 7,11-17)
Estimados leitores,
O Evangelho de hoje nos apresenta o encontro de dois cortejos que seguiam em direções opostas. De um lado, o cortejo da vida, da alegria e da esperança, conduzido por Jesus, o Senhor da vida. Do outro, o cortejo da dor, da amargura e do sofrimento, tendo à frente um morto, o filho único de uma viúva.
O cortejo da vida não foi indiferente ao cortejo da morte. Jesus se aproximou e, ao ver aquela mãe mergulhada na dor, compadeceu-se dela e disse: “Não chores!” Ele sabia que, além da perda irreparável, aquela mulher enfrentaria ainda sérias dificuldades para sobreviver.
Naquele tempo, quando uma mulher ficava viúva, não herdava os bens do marido. Essa responsabilidade recaía sobre o filho mais velho. Sem marido e sem filho, a viúva ficava desamparada, entregue à miséria e dependente da caridade alheia, enquanto as autoridades da época, como os fariseus, muitas vezes se aproveitavam da sua fragilidade.
Ao devolver a vida ao jovem, Jesus devolveu àquela mãe sua dignidade e seu sustento, livrando-a de ser explorada. Assim, os dois cortejos passaram a caminhar no mesmo sentido: o sentido da vida.
Este relato nos convida a ter um olhar sensível como o de Jesus: não apenas perceber a dor do outro, mas agir para aliviar seu sofrimento. Recorda-nos também da importância de cuidar dos que ficam, especialmente órfãos e viúvas, que tantas vezes necessitam de amparo e solidariedade.
Ao dizer: “Jovem, eu te ordeno, levanta-te!”, Jesus não apenas devolveu a vida a um morto, mas mostrou que Seu amor é capaz de transformar a indiferença em compaixão e nos mover ao encontro do irmão que sofre.
Que o amor de Cristo nos torne cada vez mais sensíveis e solidários.
Desejo a todos uma abençoada terça-feira!
Rosa Amélia
Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

