O assessor da Casa Civil, Danilo Simões, participou na manhã desta quinta-feira do Debate das Dez, na Rádio Pajeú, com o radialista Nill Júnior.
Questionado sobre a reunião que teve com a governadora Raquel Lyra, ao lado do advogado e ex-vereador Edson Henrique e do deputado estadual Romero Sales, Danilo afirmou ter exposto à gestora “toda a situação que se passa em Afogados da Ingazeira”, destacando, de forma incisiva, a necessidade de espaços para o município nas repartições do governo estadual.
Ele defendeu que Afogados seja contemplado com a gerência de algum órgão regional, já que, segundo ele, todas as sedes hoje estão ocupadas por representantes de outras cidades.
Danilo também lembrou que seu grupo foi o principal cabo eleitoral da governadora no município, mas reclamou da forma como vem sendo tratado.
“A partir de agora não aceito ser tratado como segunda opção, nem receber bola nas costas, ser colocado em segundo plano. Isso não será aceito, porque agora eu falo em nome de 10 mil pessoas”, declarou.
O assessor ainda criticou aliados de Raquel que, segundo ele, “têm um pé na Prefeitura de Afogados e outro no governo do Estado”, mas que “não acrescentam nenhum voto” à governadora.
“Esses precisam vir a público, dizer que são oposição ao PSB local e tirar votos de lá para cá”, cobrou.
Outro ponto levantado por Danilo foi a suposta cooptação de integrantes de seu grupo político.
“Como posso aceitar uma coisa dessas? Fui testado nas urnas, tivemos compromissos firmados durante a campanha. Se não fosse assim, poderia até ser diferente. Mas hoje não. Hoje eu falo em nome de quase metade da população de Afogados”, afirmou.
As declarações foram direcionadas ao atual Gerente Regional de Articulação da Casa Civil, Mário Viana.
“Como podemos querer ser majoritários com Raquel em Afogados se, dentro do próprio grupo, temos fogo amigo? Isso tem que ficar claro: queremos trabalhar, mas precisamos das condições”, concluiu.





