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Mais de 9,9 milhões de eleitores não foram às urnas no 2º turno da eleição; abstenção foi de 29,2%

Urna eletrônica; eleição; voto; votação — Foto: Antonio Machado/Fotoarena/Estadão Conteúdo

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (28) que 9.947.369 eleitores não compareceram às urnas no segundo turno das eleições municipais de 2024.

O número de ausentes corresponde a 29,26% do eleitorado que estava apto a votar neste domingo (27), que era de 33.996.477.

O segundo turno das eleições municipais ocorreu em 51 municípios brasileiros, sendo 15 capitais.

A presidente do TSE, Cármen Lúcia, já havia informado neste domingo (27) que a abstenção no segundo turno era de cerca de 29,2%, mas o número exato de eleitores ausentes só foi consolidado pela Corte Eleitoral nesta segunda.

O índice de abstenção neste segundo turno foi maior do que, no primeiro, quando ficou em 21,7%. Mas teve pouca variação em relação a 2020, ano em que a eleição ocorreu em meio à pandemia da Covid-19 (veja mais aqui).

Na avaliação de Cármen Lúcia, a taxa de faltantes foi “alta” neste segundo turno. No sábado (26), em pronunciamento no rádio e na TV, ela pediu para os brasileiros comparecerem às urnas.

TSE vai analisar motivos da abstenção alta

A Corte Eleitoral vai analisar de forma regionalizada o que pode ter provocado os altos índices de abstenção. A ideia é fazer uma pesquisa, em conjunto com os Tribunais Regionais Eleitorais, e elaborar ações para enfrentar a questão. Os dados devem ficar disponíveis antes da diplomação dos eleitos em dezembro.

“Nós temos os dados de hoje mais genéricos, genéricos que eu digo é como se fosse um recorte de todo Brasil que não permite saber exatamente em cada local como foi abstenção”, disse a presidente do TSE durante entrevista.

A ministra disse que no Amazonas, por exemplo, havia uma preocupação porque a estiagem acabou dificultando o deslocamento pelos rios e consequentemente o acesso de eleitores e eleitoras, mas o índice de abstenção foi menor do que o apurado.

“A gente também vai ter que apurar em cada local. Houve local, houve município em que teve 16% e houve município com 30%”, afirmou a ministra.

“Nós temos que ver em cada local o que aconteceu, o porque está acontecendo e o que a gente pode fazer para que a abstenção onde tenha aumentado não volte a acontecer”, completou.

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