
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender a exploração da Margem Equatorial do rio Amazonas, nesta quinta-feira (13/2), durante evento em Macapá, no Amapá. No entanto, ele garantiu que “nenhuma loucura ambiental” será cometida.
“Sou favorável e sonho que um dia a gente não precise de combustível fóssil. Acho que um dia não vamos precisar de combustível fóssil, mas esse dia está longe ainda. A humanidade vai precisar de muito tempo. Isso estou falando para vocês porque tem gente que diz que não pode pesquisar a Margem Equatorial para saber se a gente tem petróleo”, iniciou o presidente.
“Ninguém nesse país tem mais responsabilidade climática do que eu. Eu quero preservar, mas não posso deixar uma riqueza que a gente não sabe se tem, ou quanto é, a dois mil metros de profundidade, enquanto o Suriname e a Guiana estão ficando ricos às custas do petróleo que tem a 50 km de nós”, acrescentou.
O petista, então, apontou para o ministro da Casa Civil, Rui Costa, presente no evento, e disse que ele tem a “incumbência de acertar” com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) “que a gente não vai fazer loucura”.
“A Petrobras é a empresa que mais tem tecnologia, no mundo, de prospecção de petróleo em águas profundas. Não quero estragar um metro de coisas aqui, mas ninguém pode proibir a gente de pesquisar para saber o tamanho da riqueza que a gente tem. Quero que o governador saiba, os senadores saibam, que a gente não vai fazer nenhuma loucura ambiental”, enfatizou.
“Não queremos poluir um milímetro de água. Mas não vamos permitir que deixem o Amapá pobre, se tiver petróleo aqui”, emendou.




