O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou neste sábado (16) o embargo econômico imposto pelos Estados Unidos a Cuba. Ele também rechaçou a inclusão do país caribenho, pelos norte-americanos, na lista das nações que não colaboram completamente contra o terrorismo.
Lula ainda cobrou, dos países mais ricos, investimentos no financiamento de ações nos países em desenvolvimento para combate ao desequilíbrio climático.
Lula deu as declarações durante discurso na reunião de líderes do G77 e China, realizada em Havana, capital de Cuba.
O G77 reúne mais de 130 países em desenvolvimento que integram o sistema das Nações Unidas (ONU). A China também enviou representante para o encontro.
“É de especial significado que, neste momento de grandes transformações geopolíticas, esta cúpula seja realizada aqui em Havana. Cuba tem sido defensora de uma governança global mais justa. E até hoje é vítima de um embargo econômico ilegal. O Brasil é contra qualquer medida coercitiva de caráter unilateral. Rechaçamos a inclusão de Cuba na lista de Estados patrocinadores do terrorismo“, afirmou o presidente.
Lula deu as declarações logo no início do pronunciamento, após saudar o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel.
O embargo econômico a que Lula se referiu no discurso é imposto pelos Estados Unidos há mais de 60 anos, impede a maior parte de relações comerciais entre os países, e não há perspectiva de que seja suspenso.
A entrada em vigor do embargo, em 7 de fevereiro de 1962, foi parte de uma série de medidas tomadas pelos norte-americanos contra o regime cubano no período da Guerra Fria.
Mais recentemente, em 2022, os Estados Unidos, país presidido por Joe Biden, recolocou Cuba na lista de países que os norte-americanos consideram que não colaboram completamente na luta contra o terrorismo. A inclusão acentuou a crise entre Cuba e Estados Unidos.




