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O Itamaraty divulgou nota nesta quarta-feira (10) na qual afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apoia a ação apresentada pela África do Sul contra Israel na Corte Internacional de Justiça.
Segundo a agência de notícias Reuters, a ação sul-africana pede à Corte que declare que Israel violou, no conflito contra o Hamas, obrigações previstas na Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio. Israel refuta as alegações da África do Sul. Em nota, a Confederação Israelita do Brasil (Conib) criticou o apoio manifestado por Lula.
Fundada em 1945, a Corte Internacional de Justiça está sediada em Haia, na Holanda. A Corte julga disputas entre Estados e responde a consultas de órgãos ou agências especializadas das Nações Unidas (ONU).
Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), Lula externou o apoio à iniciativa sul-africana durante reunião nesta quarta com o embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben.
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu hoje o embaixador da Palestina em Brasília, Ibrahim Alzeben, para discutir a situação dos palestinos na Faixa de Gaza e na Cisjordânia, depois de decorridos mais de três meses da presente crise”, diz trecho do comunicado do Itamaraty.
O MRE afirma na nota que Lula apoia a iniciativa sul-africana para que a Corte Internacional de Justiça “determine” a Israel que pare atos e medidas que possam configurar genocídio.
“À luz das flagrantes violações ao direito internacional humanitário, o presidente manifestou seu apoio à iniciativa da África do Sul de acionar a Corte Internacional de Justiça para que determine que Israel cesse imediatamente todos os atos e medidas que possam constituir genocídio ou crimes relacionados nos termos da Convenção para a Prevenção e Repressão do Crime de Genocídio”, completa o documento.
O conflito no Oriente Médio iniciou em outubro, quando o grupo terrorista Hamas atacou Israel e matou centenas de civis israelenses. Em resposta, Israel bombardeou e invadiu a Faixa de Gaza, território palestino. Mais de 20 mil pessoas morreram na guerra.
Sobre a ação movida pela África do Sul, de acordo com o jornal norte-americano “New York Times”, Israel afirma que o país distorce o significado de genocídio e o propósito da convenção internacional sobre o tema, da qual os israelenses são signatários.
Para Israel, a ação deveria ser apresentada contra o Hamas, grupo terrorista é alvo do exército israelense.


