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O Parlamento da Coreia do Sul apresentou formalmente nesta quarta-feira (4) uma moção de impeachment contra o presidente do país, Yoon Suk Yeol. O pedido é uma retaliação à imposição da lei marcial anunciada na terça-feira (3) por Yoon, que também já foi derrubada pelos deputados em uma votação de urgência.
Com a moção formalizada, os deputados agora votarão o impeachment, que deve destituir Yoon do cargo. Ainda não há previsão para a votação. O Partido do Poder Popular, governista, disse que se oporá ao impeachment.
O impeachment foi apresentado ao Parlamento por deputados da oposição, que ajudaram a revogar a lei marcial anunciada por Yoon de surpresa no final da noite de terça no horário local de Seul. Em uma votação unânime logo após o anúncio, os 190 parlamentares presentes em uma sessão cercada por militares do comando da lei marcial forçaram o presidente a voltar atrás na sua decisão e restaurar os direitos civis da população.
A população sul-coreana também pede a retirada de Yoon da presidência, seja por um impeachment ou pela renúncia, com protestos desde a madrugada de terça para quarta.
Caso o presidente Yeol sofra o impeachment ou renuncie, uma nova eleição será convocada e realizada em até 60 dias, segundo a lei sul-coreana.


