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Jesus subiu com os discípulos na barca e o vento cessou!

Cor Litúrgica: Branco

Tempo do Natal depois da Epifania | Quarta-feira


Depois de saciar os cinco mil homens, Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” Então subiu com eles na barca. E o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido. (Mc 6,45-52)

Jesus deixa todos irem e, ao ficar sozinho, busca o Pai. Ele, após fazer o milagre dos pães, vai rezar. Quem dera tivéssemos sempre um tempo para estar em comunicação com Deus, para que a comunhão se revele nos atos.

Jesus está sempre tão atento às nossas necessidades que, mesmo à distância, consegue perceber como estamos. Isso fica evidente durante o Evangelho, quando Marcos narra que Jesus, mesmo estando em terra, foi capaz de ver o cansaço dos discípulos que estavam em alto-mar. Ele, então, vence mais uma vez a lógica do ser humano, dessa vez contrariando a Física, e anda sobre as águas para ir ao encontro deles. Não existe barreira para Jesus, exceto o coração endurecido, que nos impede de acolher e entender o seu fazer.

O vento era contrário, era madrugada (provavelmente eles não tinham descansado do último encontro com a multidão), e o medo toma conta deles (por acreditarem que um fantasma se aproximava). As contrariedades eram muitas. Jesus apenas subiu na barca, e o contexto começou a mudar: o vento cessou.

Tantas vezes, em nossas vidas, não compreendemos e não aceitamos as situações que se apresentam. Julgamos Deus, revoltamo-nos, desprezamo-lo, quando tudo o que Ele quer é que acreditemos que Ele vem ao nosso encontro e faz qualquer dificuldade se acalmar, todo problema ter solução. Os discípulos não precisaram chamá-lo para que Ele percebesse o cansaço e fosse ao encontro deles; apenas o acolheram na barca, ainda com o coração duvidoso, incrédulo diante das manifestações de Deus.

Que possamos, como os discípulos, hoje pedir que Jesus entre em nossa barca, cesse os ventos contrários, mas que demos um passo a mais, pedindo que nosso coração seja transformado e sejamos capazes de viver plenamente o que Deus tem para nós!


Alanny Veras

Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios.

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