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Jesus realizou este início dos sinais em Caná da Galileia

Cor Litúrgica: Verde

2º Domingo do Tempo Comum | Domingo


Naquele tempo, 1 houve um casamento em Caná da Galileia. A mãe de Jesus estava presente. 2 Também Jesus e seus discípulos tinham sido convidados para o casamento. 3 Como o vinho veio a faltar, a mãe de Jesus lhe disse: “Eles não têm mais vinho”. 4 Jesus respondeu-lhe: “Mulher, por que dizes isto a mim? Minha hora ainda não chegou”. 5 Sua mãe disse aos que estavam servindo: “Fazei o que ele vos disser”. 6 Estavam seis talhas de pedra colocadas aí para a purificação que os judeus costumam fazer. Em cada uma delas cabiam mais ou menos cem litros. 7 Jesus disse aos que estavam servindo: “Enchei as talhas de água”. Encheram-nas até a boca. 8 Jesus disse: “Agora tirai e levai ao mestre-sala”. E eles levaram. 9 O mestre-sala experimentou a água, que se tinha transformado em vinho. Ele não sabia de onde vinha, mas os que estavam servindo sabiam, pois eram eles que tinham tirado a água. 10 O mestre-sala chamou então o noivo e lhe disse: “Todo mundo serve primeiro o vinho melhor e, quando os convidados já estão embriagados, serve o vinho menos bom. Mas tu guardaste o vinho melhor até agora!” 11 Este foi o início dos sinais de Jesus. Ele o realizou em Caná da Galileia e manifestou a sua glória, e seus discípulos creram nele. (Jo 2,1-11)

VIVENDO A PALAVRA

Estimados irmãos e irmãs na fé, o evangelho deste domingo narra o primeiro sinal realizado por Jesus numa festa de casamento em Caná da Galileia, festa em que Jesus, sua Mãe e seus discípulos estavam presentes. Neste Evangelho, aprendemos também que Maria é apenas intermediadora nossa diante de Jesus. É Ele quem faz.

É importante não ficarmos presos ao fato histórico, já que a intenção do autor é destacar o casamento entre Deus e o povo. Jesus é o noivo. Aproximava-se o tempo do encontro, da proximidade de Deus com o seu povo na pessoa de Jesus.

Maria participa da festa, do primeiro momento de Jesus. Ela abriu o caminho para o milagre. Maria não somente recorre a seu Filho por nós, como também nos aponta o caminho para alcançarmos a graça, que é colocar em prática tudo o que Jesus nos ensinou a fazer: “Fazei tudo o que Ele vos disser.”

Com o coração maternal da Mãe de Jesus, ela se mostrou sensível diante da dificuldade do outro. Ela percebeu de imediato a falta do vinho. Ao invés de levar o fato ao conhecimento do mestre-sala, ela vai direto a Jesus, sabendo que d’Ele viria a solução. Com esta atitude de Mãe amorosa, que se preocupa com seus filhos, Maria evita que os donos da festa passassem por um vexame, já que naquela época o vinho, considerado o símbolo da alegria, não podia faltar numa festa.

É interessante perceber que Maria não pede nada a Jesus; ela simplesmente apresenta-lhe o fato: “Eles não têm mais vinho.” Com esta atitude, ela entrega o problema a Jesus, confiante de que Ele iria agir em favor dos donos da festa.

A confiança que Maria tinha no Filho era tão grande que, mesmo antes de um parecer d’Ele, ela se dirige aos serventes e diz: “Fazei tudo o que Ele vos disser.” E o milagre acontece: Jesus transforma a água em vinho, em vinho bom.

Muitos de nós não temos paciência para esperar pelo tempo de Deus, como teve Maria. Muitas vezes, na busca incessante pelo imediato, acabamos nos embriagando com um vinho ruim, um vinho que nos traz uma falsa alegria, e assim vamos perdendo a oportunidade de experimentar o vinho novo, o vinho da alegria verdadeira, o vinho do amor e da esperança, o vinho novo que é Jesus.

TENHAM TODOS UM ÓTIMO DOMINGO!


Rosa Amélia

Catequista da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios / Afogados da Ingazeira

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