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Jesus foi subestimado pelos seus

Cor Litúrgica: Vermelho

Santa Águeda, virgem e mártir, Memória | Quarta-feira


Naquele tempo, 1 Jesus foi a Nazaré, sua terra, e seus discípulos o acompanharam. 2 Quando chegou o sábado, começou a ensinar na sinagoga. Muitos que o escutavam ficavam admirados e diziam: “De onde recebeu ele tudo isto? Como conseguiu tanta sabedoria? E esses grandes milagres que são realizados por suas mãos? 3 Este homem não é o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, de Joset, de Judas e de Simão? Suas irmãs não moram aqui conosco?’ E ficaram escandalizados por causa dele. 4 Jesus lhes dizia: “Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares”. 5 E ali não pôde fazer milagre algum. Apenas curou alguns doentes, impondo-lhes as mãos. 6 E admirou-se com a falta de fé deles. Jesus percorria os povoados das redondezas, ensinando. (Mc 6,1-6).

Nazaré era o lugar onde todos conheciam Jesus desde que estava no ventre de Maria. Possivelmente, testemunharam o escândalo da gravidez duvidosa, viram-na constituir família com José, superaram a perda de seus filhos durante a perseguição de Herodes aos recém-nascidos, noticiaram o retorno da Sagrada Família do Egito e ouviram falar do adolescente que pregara no templo após se perder do seu grupo na volta de Jerusalém. Mas talvez Jesus não passasse de um estranho, alguém com um comportamento atípico, possivelmente questionável.

Embora naquela época não houvesse internet e blogs, a notícia se espalhava — apenas demorava um pouco mais para chegar a lugares mais distantes. Ainda assim, é provável que seu povo já soubesse dos sinais do Divino que agiam na vida de tantos.

Motivos não são suficientes para alimentar a fé, pois é a fé que dá sentido à ação de Deus. Ele não depende da ciência; antes, é sua causa. Primeiro cultivamos a fé, e então somos capazes de reconhecer a graça de Deus em nossas vidas. Os milagres não aconteceram, mesmo com Jesus presente, devido à falta de fé dos que ali estavam. Quantos impossíveis estão disponíveis para nós? Mas, por falta de fé em Cristo e por querermos fazer tudo do nosso jeito, quantos desses milagres têm deixado de acontecer?

Quantas vezes subestimamos as pessoas por, “conhecendo-as”, não conseguirmos ultrapassar as aparências e nossas próprias expectativas? Quantas vezes subestimamos a nós mesmos, achando-nos insuficientes ou incapazes?

Aprendamos a nos entregar a Deus, permitir que Ele aja em nossas vidas e reconhecê-Lo nas pessoas que passam por nosso caminho.


Alanny Veras

Psicóloga e Membro da Pastoral Litúrgica da Paróquia do Senhor Bom Jesus dos Remédios.

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