
Os Estados Unidos concordaram, nesta segunda-feira (23), em incluir a questão humanitária na minuta de resolução que apresentarão, no Conselho de Segurança das Nações Unidas, sobre o conflito entre Israel e o grupo palestino Hamas. Segundo interlocutores da área diplomática, os americanos foram alertados que, se não fizessem o ajuste, o texto seria rejeitado pelo colegiado.
Um integrante do governo que acompanha as negociações revelou que o Brasil, que neste mês preside o Conselho de Segurança, insistiu na abertura de um corredor humanitário para a saída de estrangeiros – incluindo cerca de 30 brasileiros da Faixa de Gaza e no aumento da ajuda para as pessoas que estão na zona de conflito. A avaliação é que o texto melhorou, mas as consultas em Nova York, sede da ONU, continuam.
Uma semana depois de vetar uma proposta de resolução do Brasil, que teve a aprovação de 12 dos 15 membros permanentes e não permanentes do Conselho, os EUA apresentaram um novo texto. O principal foco do documento é o direito de autodefesa de Israel pelos ataques terroristas cometidos em 7 de outubro. A minuta brasileira não dava essa ênfase ao tema.
Além dos EUA, têm direito a veto como membros permanentes do Conselho de Segurança a Rússia, o Reino Unido, a China e a França. Chineses e franceses votaram a favor do Brasil, enquanto russos e britânicos se abstiveram.
Nesta segunda-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou por telefone com o presidente da Rússia, Vladimir Putin. O principal assunto tratado foi a crise no Oriente Médio.






