
“Estou aqui para levar você para casa. Você está em um lugar seguro.” Os soldados israelenses se preparam para receber mulheres e crianças reféns, que poderiam ficar profundamente traumatizadas após o sequestro por milicianos do movimento islâmico palestino Hamas em 7 de outubro.
Os soldados receberam um manual sobre trauma e informações sobre os primeiros suportes médicos. Mas até as primeiras palavras que dirão aos reféns foram escolhidas cuidadosamente. Especialistas alertam que muitos tardarão a se recuperar.
Segundo o acordo de trânsito que entrará em vigor às 7h locais desta sexta-feira (24), um primeiro grupo de 13 reféns será libertado pela tarde, em troca de prisioneiros palestinos, após sete semanas de cativeiro.
A pedido das autoridades, especialistas em maus-tratos infantis do Instituto Haruv de Jerusalém prepararam diretrizes previstas sobre como tratar os menores assim que foram liberados.
“Quando os soldados se encontram com uma criança”, diz o manual visto pela AFP, “devem se apresentar educadamente e expressar frases tranquilizadoras como “estou aqui para cuidar de você”.
Além da assistência médica de urgência, os militares são incentivados a averiguar e levar consigo os alimentos favoritos da criança, seja pizza ou schnitzel [milanesas] de frango. Caso contrário, deverá apresentar-se com pão, queijo e frutas.
Muitos dos reféns falecidos familiares e os militares deverão evitar responder a perguntas dos pequenos sobre o destino de seus parentes, mesmo que tenham uma resposta.


