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Israel-Hamas: temor de escalada regional cresce com combate na fronteira no Líbano e tensão com Irã

Ruínas de uma casa palestina atingida por ataques israelenses no campo de refugiados de al-Shati na Cidade de Gaza. — Foto: Mohammed Fayq Abu Mostafa/Reuters

O conflito entre Israel e o Hamas entrou em sua segunda semana neste domingo (15/10) com milhares de mortos em ambos os lados, uma cada vez mais aguda crise humanitária na Faixa de Gaza e um crescente temor de uma escalada regional envolvendo outros países da região, como Líbano e Irã.

Uma semana após o ataque do Hamas na manhã de 7 de outubro, quando 1,3 mil pessoas foram mortas por membros do grupo palestino e ao menos 126 foram feitas reféns, o saldo de mortes em Gaza por bombardeios de retaliação israelenses chegou a 2,4 mil pessoas este domingo.

Além disso, segundo as autoridades palestinas, cerca de mil pessoas estão desaparecidas em escombros de prédios bombardeados. Mais de 1,1 milhão de palestinos que vivem no norte de Gaza estão evacuando a região para fugir do iminente ataque das tropas israelenses por terra.

Nos últimos dias, diversos órgãos da Organização das Nações Unidas (ONU) que atuam na Faixa de Gaza chamaram a atenção para a caótica situação humanitária.

Após o ataque de 7 de outubro, Israel impôs um cerco ainda mais duro a Gaza, cortando o fornecimento de água, energia elétrica e alimentos. Apenas neste domingo, o governo israelense anunciou a retomada parcial de fornecimento de água no sul do território.

Juliette Touma, diretora da UNRWA, agência da ONU de assistência aos refugiados da Palestina, classificou o momento como “o pior que já vimos”.

“Está chegando ao fundo do poço. Isso é Gaza sendo empurrada para o abismo, há uma tragédia se desenrolando enquanto o mundo assiste. As pessoas estão aterrorizadas”, disse Touma à BBC News.

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