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Israel encerra ofensiva em Gaza e palestinos começam a retornar às suas casas

 Palestinos a caminho da Cidade de Gaza/EYAD BABA / AFP

Israel anunciou nesta sexta-feira (10) a entrada em vigor do cessar-fogo em Gaza após o acordo com o Hamas, e milhares de palestinos deslocados começaram a retornar às suas casas em meio a um cenário de destruição.

O acordo com o movimento islamista palestino Hamas também deve permitir a libertação dos reféns israelenses mantidos em Gaza dentro de um prazo de 72 horas.

Com a entrada em vigor do cessar-fogo anunciado pelo Exército israelense às 09h GMT (06h em Brasília), milhares de palestinos deslocados iniciaram uma marcha do sul da Faixa de Gaza para o norte, retornando às suas casas.

Outros retornaram às suas casas em Khan Yunis, no sul de Gaza, e encontraram suas residências completamente destruídas, segundo imagens divulgadas pela AFP.

Israel lançou uma ofensiva terrestre e aérea especialmente intensa nas últimas semanas para tomar Cidade de Gaza, a maior cidade do território palestino, com o objetivo de aniquilar o Hamas.

O Exército israelense anunciou que suas tropas começaram a se posicionar ao longo das “linhas de retirada, em preparação para o acordo de cessar-fogo e retorno dos reféns”.

Mas advertiu que algumas áreas continuam sendo “extremamente perigosas”.

Em um comunicado conjunto, os dirigentes da Alemanha, Reino Unido e França pediram ao Conselho de Segurança da ONU que dê “apoio total” ao plano de paz em Gaza promovido pelos Estados Unidos.

72 horas

O Pentágono “confirmou que o Exército de Israel completou a primeira fase de sua retirada para a linha amarela às 12h locais”, disse o enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff, no X.

“O período de 72 horas para a liberação de reféns começou”, acrescentou.

O cessar-fogo e a liberação dos reféns estão previstos no acordo aprovado na quinta-feira após quatro dias de negociações indiretas no Egito entre o Hamas e Israel.

O acordo baseia-se em um plano de 20 pontos anunciado no final de setembro pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

O pacto busca pôr fim a dois anos de guerra em Gaza, um conflito que começou com o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 em território israelense, que resultou em 1.219 mortos, na sua maioria civis, segundo um balanço da AFP com base em dados oficiais.

O acordo estipula o retorno a Israel de todos os reféns feitos em Gaza desde o ataque.

O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, declarou que dos 48 reféns que permanecem detidos em Gaza, 20 estão vivos e 28 morreram.

A família de Alon Ohel, um dos reféns, declarou que estão “tomados pela emoção” e esperam ansiosamente pelo seu retorno.

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